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Coisas que ficam por explicar.

por FJV, em 30.12.09

Há quem rejubile com os gastos excessivos que os portugueses prodigalizaram neste último mês do ano – entre 1 e 26 de Dezembro foram levantados 2.131 milhões de euros no multibanco e feitas compras no valor de 2.577 milhões pelos cartões de débito. É muito, é pouco? Se acrescentarmos que a maioria absoluta dos programas de viagens para o final do ano no estrangeiro está esgotada, o cenário é mais do que festivo: é preocupante. Lamento desiludir, mas isso acontece sempre a anteceder os períodos de depressão. De onde vem tanto dinheiro? Do endividamento e do cenário de juros baixos, que mudará em 2010. Não é preciso ser economista para perceber o que significa esta corrida idiota ao consumo: ou as notícias sobre a crise são falsas, ou os portugueses apreciam o abismo.

[Na coluna do Correio da Manhã]

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Camilo, sempre. Cada vez mais.

por FJV, em 30.12.09

Camilo é o nosso grande romancista. E humorista. Romântico, dramático, trágico, satírico, de ir às lágrimas e de chorar de rir. A língua portuguesa rejubila com ele. Os seus personagens são desenhados a fio de prata, iluminando a prosa. O realizador chileno Raúl Ruiz escolheu Mistérios de Lisboa para filmar e quer continuar com O Livro Negro do padre Dinis, outra obra romântica fantástica com um pouco de O Monte dos VendavaisManoel de Oliveira transformou Camilo em teatro radiofónico, o que é pouco para o génio absoluto do autor de A Brasileira de Prazins. Talvez o chileno Ruiz compreenda esse talento extraordinário de ficcionista e historiador, que os portugueses ignoram por não ser ‘moderno’, nem ‘francês’, nem ‘cosmopolita’. Por isso é o melhor de nós.

[Na coluna do Correio da Manhã]

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Melancolia, pessimismo, etc.

por FJV, em 30.12.09

Ironia perfeita. Entre os dez livros mais vendidos da década, em Inglaterra (Portugal não tem estatísticas), há dois autores mortos: Shakespeare e Enid Blyton. Ou seja: a celebração da literatura, do talento e da perturbação trazida pelo autor de O Mercador de Veneza; a euforia da inocência, das férias e da primeira adolescência nos livros populares de Enid Blyton, a criadora das aventuras dos Cinco e dos Sete. Ambos os autores transformaram ou modelaram a minha forma de ver o mundo – o pessimismo, a ironia e melancolia de Shakespeare; e a adolescência sem fim dos Cinco. Pelo meio, na lista, há histórias de vampiros, de cretinos e de especulações sobre a felicidade. Subprodutos. Nada como a melancolia, o pessimismo, a ironia e a adolescência. Ou seja, a literatura.

[Na coluna do Correio da Manhã]

 

 

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Um templo.

por FJV, em 30.12.09

Vejam aqui um templo cuidadosamente revisitado pelo nosso Jansenista em serviço nas terras do frio, de Santiago do Chile ao Alto Tâmega.

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Para os tempos de crise, 6.

por FJV, em 30.12.09

Explica-se. Há um problema geracional contra o qual não há nada a fazer. O Dr. A foi guitarra-baixo (uma Fender vermelha) numa banda de garagem que animava bailes nos arredores de S. João do Estoril. Era primo de C, que frequentava um grupo de Belém onde se reuniam D, B, E e F. Bom: F era uma estudante de Germânicas, irmã de G, baterista da banda. O que aconteceu foi isto: entre A e F foi amor à primeira vista – casaram, tiveram três filhos e divorciaram-se depois do 25 de Abril. Entretanto, B e C, que terminaram o curso de Direito ao mesmo tempo, foram cooptados para um governo em 1976; um, era chefe de gabinete de um ministro; outro, esteve de secretário de Estado. Passavam férias em Portimão, que na altura tinha recantos aprazíveis. Foi lá que conheceram G, que esteve a um passo de chefiar o partido X na altura. B, foi para o partido Z; C manteve-se no X. B acabou por conhecer F num festival de cinema da Figueira da Foz – eles tinham sido militantes maoístas, da facção dos artistas, e recordaram os velhos tempos em que pediam a cabeça de Marcelo Caetano. «Quem nos viu e quem nos vê», ela ainda teve tempo de dizer. Mas um dos filhos de F e de A, R, precisava de emprego; tinha um Masters americano e entrou num banco, o W, onde ficou até seguir para um governo onde B era ministro (o pai, A, tinha-o encontrado num restaurante de Belém e mencionara o assunto, «ele é esperto e tal»). De facto, A e B nunca se tinham dado muito bem, mas viviam no mesmo bairro, onde J comprara uma casa; J era jornalista sénior e acabou director do jornal T, o que desgostou o pai, E, que continuava «de esquerda» (tinha sido fundador do partido Y, um prodígio revolucionário nos anos setenta, cheio de Reforma Agrária e tal), enquanto a mãe, M, regressava à tradição familiar – casa em Estremoz (virada para a estrada de Fronteira), Algarve no Verão e uma temporada de adultério picante com A, que subiria a ministro mais tarde ou mais cedo. Ele, A, tinha andado no Técnico na mesma altura que o primeiro-ministro, e tinha um barco em Vilamoura, que também era utilizado por H durante a Páscoa – H enriquecera a pouco e pouco, a pulso, e o dinheiro faz a coisa andar por si, viagens, accionista de um banco, enfim. Foi para esse banco que R partiu depois de uma temporada no governo; tinha casado com Q, filha de G e de S. Ah, S lembrava-se perfeitamente de F, tinham passado temporadas no Portinho da Arrábida quando eram duas adolescentes que gostavam de ié-ié, salvo seja, fumavam cigarros baratos nas traseiras da casa de férias, junto da garagem, enquanto se apalpavam a medo. Na faculdade (a de Letras) também tinham estudado juntas. Entretanto, E, que continuava «de esquerda», era advogado de um grande grupo de empresas de construção civil, accionista do banco W. Um dos administradores do grupo tinha sido membro do Coro Popular de Almada durante a revolução e militante da FEC(m-l). A pouco e pouco, e graças ao pai, D, entrou na vida empresarial – e foi assessor político num governo de Cavaco, a quem detestava o corte de cabelo e o desenho dos fatos. Ele lembrava-se muito desses tempos, guardava uma guitarra atrás do armário, junto com fotografias de rapazes de cabelo comprido e de bigode, roupas sujas, «outros tempos», ele dizia, como o avô já tinha dito antes de se despedir há muitos anos, depois de uma merenda de melancia com cerveja preta. Como dizia Camilo, «portanto, lá vamos todos para a posteridade».

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Casamento e família.

por FJV, em 29.12.09

Não discutirei os argumentos (que respeito) do bispo de Viseu para quem a aprovação do casamento gay é “um atentado à família”. Mas gostaria de lembrar que os horários de trabalho desumanos são um atentado à família. As políticas fiscais agressivas são um atentado à família. A falta de qualidade no ensino, a programação televisiva alarve, a publicidade dirigida às crianças, o desemprego, a deficiente arquitetura e qualidade de construção das cidades – são um atentado à família. Como é um atentado à família a falta de árvores e de jardins nas cidades. A falta de atenção aos velhos – na doença e no sofrimento – é outro atentado à família. Ao pé disto, o casamento gay (ou o que for), é uma minudência. Pode levantar problemas morais ao bispo de Viseu, mas é quase nada.

[Na coluna do Correio da Manhã]

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Endocrinologia.

por FJV, em 29.12.09

Uma vasta onda de nutricionistas, dietistas e conselheiros de assuntos gerais invadiu as páginas dos jornais propondo receitas saudáveis de peru ou bacalhau e de doces natalícios. Já em tempos a sociedade de Endocrinologia e Metabolismo tinha proposto o fim dos “assados de domingo” (nada como atacar onde dói mais). O problema é a falta de sentido de oportunidade dos conselhos e das admoestações. Há, em certas almas, uma relação direta mas inversa entre ter razão e ter juízo. Na verdade, eles têm razão – devemos cuidar da nossa alimentação, evitar o colesterol e outras ameaças. Mas não têm juízo; os pecadores, mesmo em remissão dos pecados, devem ter uma janela aberta para respirar e sentir a devassidão que traz a felicidade. Uma festa é um tempo de interrupção.

[Na coluna do Correio da Manhã]

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Perguntas temerárias.

por FJV, em 29.12.09

Morreriam milhares de portugueses com a gripe A. Mas, subdesenvolvidos como somos, não chegámos à centena. Vai deixar de ser uma ameaça ou vamos andar de seringa na mão?

 

 

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Bruichladdich.

por FJV, em 27.12.09

Foram apenas umas gotas — pura revelação.

Abençoado sejas, Jim McEwan, Master Distiller.

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Iluminar o coração.

por FJV, em 21.12.09

O Prémio de Poesia Luís Miguel Nava, pela sua independência e exigência, é um dos que vale a pena seguir. Este ano a distinção foi para As Têmporas da Cinza, de A. M. Pires Cabral (Cotovia). Pires Cabral é pouco conhecido, o que não significa nada. É um dos nossos raros grandes poetas; vive em Vila Real, sob a penumbra do Marão e os seus versos têm o arrebatamento de uma tarde de Outono – falam de coisas mínimas: melros, relâmpagos, cancelas das hortas, caçadores, vales escurecidos pela tarde, animais da serra, homens perdidos nas aldeias, vidas intranquilas no Nordeste. Ler a sua poesia é um caminho para iluminar o coração. Mas não só: também para respirar, que é uma coisa antiga, com a nossa idade, com a idade da poesia. Raros poetas o conseguem com a sua limpidez.

[Na coluna do Correio da Manhã]

 

Entrevista de A.M. Pires Cabral a Carlos Vaz Marques, publicada na revista LER. (PDF).

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O cantinho do hooligan. Estavam à espera, eu sei.

por FJV, em 21.12.09

[Eu sei que devia ter escrito mais cedo, mas adormeci entretanto.]

 

1. Primeira necessidade: dar os parabéns ao Benfica. Custa, mas é a vida — uma coisa é ser hooligan, outra é ter medo de seguir em frente. Foi isso que lixou a equipa ontem: o medo de ganhar.

2. Primeira constatação: posso inventar desculpas, mas, mesmo não tendo sido banho de bola, acho que não vale a pena — o Benfica ganhou porque foi melhor e porque não inventou tanto. Jesualdo inventou Guarín para defender o meio-campo (em vez de ter mantido Belluschi, que tinha jogado em Madrid) e escondeu Varela (prendendo Hulk ao banco, que é o seu lugar nos primeiros 45 minutos), cheio de medo. O resto lá se arranjaria. Chover no molhado. Ou melhor, tratando-se daquele estádio: chover na lama. De qualquer modo, os melhores foram Javi García e David Luiz.

3. Se Hulk e Sapunaru fizeram asneira no túnel, devem ser punidos e, no Olival, pendurados pelas orelhas para exemplo à comunidade (Hulk por vários motivos; Sapunaru porque sim). Nós ainda não descemos até ao patamar (atenção: eu escrevi «patamar») do Rui Costa.

4. Sonhei que devíamos ter jogado com Jorge Costa, Bruno Alves, Aloísio, André, Jaime Magalhães, Frasco, Rodolfo, Juary & Madjer, Domingos, e por aí fora. Estes não tinham medo.

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Para os tempos de crise, 5.

por FJV, em 20.12.09

As empregadas da perfumaria, a senhora do expositor de Tupperware, a loja das canetas que tem de vender tabaco para sobreviver, a simpatia do criado do restaurante que garante não ter tempo para ver televisão, chove no parque de estacionamento, famílias desfeitas por tão pouco. Devia existir aconselhamento psicológico nestas ocasiões, enquanto não vêm «as festas», prodigiosas e macilentas, quando se revê a família inteira, vícios antigos, cigarros na varanda, dorme-se muito facilmente. Devia haver acompanhamento, uns psis que contassem anedotas no intervalo das tragédias, ou que compreendessem os fenómenos da época: os eclipses, a mancha de neblina em redor da lua, os livros antigos e as selectas literárias, as ementas muito calóricas, os amigos que se divorciam e procuram casas nos subúrbios. Coisas para tempos de crise: bússolas que indicam o caminho que sai dos dois lados da vida e não empata o trânsito à porta dos centros comerciais nem nas estradas secundárias.

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Eles vão discutir ideias. Bibliografia.

por FJV, em 20.12.09

Para o Congresso poder discutir ideias gerais, mas em termos de gente.

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Tiger.

por FJV, em 20.12.09

Tiger Woods. Tacos de golfe, etc., receitas milionárias, adultério, por aí fora, já se sabe do que se trata. Este título é muito bom: «El pueblo que odiaba a Tiger Woods

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O Congresso que vem de longe.

por FJV, em 20.12.09

Na Covilhã toda a gente assina. Vai ser uma fartura de ideias para discutir no fim de semana do Congresso extraordinário.

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Vai gelar, vai.

por FJV, em 20.12.09

Tudo bem que se alertem as pessoas para os perigos «com os aquecimentos em casa, para evitar incêndios ou intoxicações, nomeadamente com as lareiras, em locais fechados e sem renovação de ar, e com os aquecedores». Mas «o alerta azul, o mais baixo de uma escala de quatro» lançado para temperaturas que chegarão apenas aos -7°C faz pensar no «alerta negro» diante das temperaturas inferiores a -20°C que ocorrem em Espanha. Sei que sou insensível ao frio dos outros e que uso cachecol e luvas porque, caramba, está frio — mas, mesmo assim, é um exagero e uma afronta ao aquecimento global.

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O Sr. Juiz.

por FJV, em 19.12.09

Salvo erro, ainda não vi gente em pranto, rasgando-se, aos saltos, por causa da intervenção do sr. presidente do Supremo Tribunal de Justiça, num dos ataques mais frontais à liberdade de imprensa. Que um trauliteiro o faça, munido dos instrumentos habituais, estamos habituados; que um presidente do Supremo Tribunal de Justiça peça um tribunal de excepção — digamos, um Tribunal Plenário — que integre a «estrutura política do Estado» (políticos nomeados pelo governo?, pelo Parlamento, pela vizinhança?) para julgar a imprensa e os jornalistas, é não apenas grave como estapafúrdio.

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Mais um queixinhas profissional.

por FJV, em 19.12.09

E de grande gabarito. Coitadinha «da agenda da PS» que foi vítima de mais esta intromissão exagerada, malvado do Presidente da República que andou «a intrometer-se na agenda dos partidos e, no caso vertente, do PS», coitadinho do Sérgio Sousa Pinto. Ajudem-no.

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Estudos de mercado.

por FJV, em 19.12.09

A ironia de Jaime Bulhosa em redor dos estudos de mercado sobre a ocupação de espaço nas livrarias.

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Insistir não faz mal nenhum.

por FJV, em 19.12.09

José Medeiros Ferreira chamava ontem a atenção para a «inocente» proposta de um «seguro obrigatório» para sismos. Pensei que a coisa não passava sem discutir-se, mas estava enganado. O Público (pelo menos) mencionava a proposta como um avanço civilizacional sem discutir a bondade e o «a quem aproveita» desta bravíssima «iniciativa legislativa». Vendo bem, os Elementos sabem o que fazem – avisam por sismos. E o que avisaram eles? Que as companhias de seguros e os bancos proprietários precisam de novas fontes de rendimento obrigatório. Vai daí, as autoridades arranjaram maneira de pôr as placas tectónicas em movimento, para mostrar como o mundo é perigoso e que só se salva com mais um seguro obrigatório. O meu país não dispensa a palavra «obrigatório»; chama-lhe «uma inevitabilidade».

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Um congresso, ou «o concurso de ideias».

por FJV, em 19.12.09

A proposta de fazer um congresso do PSD é peregrina – problema interno, afinal. Parece que o objectivo é discutir ideias. Vista de fora, esta gente tem a sua piada. Ao fim de meses e meses a debater ideias em circuito fechado, a estratégia (luminosa!) é vir agora discuti-las em palco aberto, comovendo o país – mas com poucos efeitos práticos, uma vez que a «escolha da liderança» ficaria para depois, já com as ideias assentes e os candidatos escolhidos a dedo. Limpinho.

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Recentrar o debate.

por FJV, em 19.12.09

É capaz de haver razões desconhecidas para que a Red Bull Air Race tenha passado para Lisboa; seja como for, o meu país discute uma prova de aeronaves enquanto um presidente da Câmara de Paredes ergue um mastro de cem metros para hastear a bandeira. Cem metros, um milhão de euros. Um mastro destes nem merece discussão – é para o Guinness. É o que se chama recentrar o debate.

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Ontologia e afins. «Campeão de Inverno: a imprensa atribuirá o título se o Benfica ganhar.»

por FJV, em 18.12.09

1. O mundo não vai parar este fim-de-semana, a menos que se corra para o título de «campeão de Inverno». A imprensa atribuirá o título se o Benfica ganhar o jogo de domingo e irá colorir as suas primeiras páginas com a paleta da glória e alguns pontos de exclamação; se o FC Porto ganhar, como espero, o ceptro não será atribuído e o destaque será dado às novas contratações do Benfica — contratações que, como se sabe, têm como finalidade retirar o clube da sua grave situação financeira, diminuir o passivo acumulado e mostrar ao mundo como são grandes e fartos os clubes portugueses. A vida é como é. Manda quem pode.

 

2. Nos tempos de Co Adriaanse, o treinador que ganhou o campeonato sem saber ler nem escrever, o FC Porto perdeu no confronto directo com o Benfica. Na altura, o treinador do molho holandês (um homem que conseguiu dizer, sem rir, que Diego não tinha talento especial) garantiu que não imaginava que era importante ganhar ao Benfica. Se calhar não é — mas ajuda um pouco, porque sempre são seis pontos a favor, juntando as duas voltas. Mas enfim, nestas contas nunca se sabe; diante dos tetracampeões, há equipas que se agigantam...

 

3. Sim, eu gosto de piadas sobre o Benfica. Ajuda, como diz David Luís a outro propósito qualquer, a manter a pressão sobre o adversário. Lucílio Baptista também tem esse efeito, não tem?

 

4. O mundo seria mais tranquilo e os estádios bons para dormirmos a sesta, se reagíssemos como Carlos Carvalhal depois da derrota da sua equipa em Berlim, frente ao Hertha: «Em termos de qualidade de jogo acho que demos um salto em frente.» Isto equivaleria a dizer, depois de uma derrota categórica (o Hertha está em último na Bundesliga), que «até nem jogámos mal» ou «fiquei apenas ligeiramente insatisfeito». Rui Patrício também é um homem generoso e candidato ao prémio do optimista do ano: «Fizemos um excelente jogo, uma excelente exibição.» O resto da frase é: «Mas infelizmente perdemos.»

[Crónica de hoje em A Bola]

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Aliança Estado-Corporações.

por FJV, em 18.12.09

Muito bem visto e feito o alerta por Medeiros Ferreira: um seguro obrigatório anti-sísmico. Que maravilha. Que bênção. Que inteligência. Uma aliança entre o Estado e as grandes corporações, que coisa fantástica.

 

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Enid Blyton.

por FJV, em 17.12.09

Há boas notícias entre os dez autores mais vendidos da década em Inglaterra: além de Dan Brown e de J.K. Rowling há lugar para Shakespeare e Enid Blyton.

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Um epifania.

por FJV, em 17.12.09

A revelação de um sociólogo dos média, capaz de uma interpretação tão global quanto excepcional (afinal, o problema é mesmo o da regionalização). Bem prega, bem prega.

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Pressão baixa.

por FJV, em 17.12.09

Neste ponto, estou de acordo com J.M. Pureza: «Ou houve razão para haver uma sanção, ou seja, houve uma efectiva pressão sobre os magistrados e então esta sanção parece muito envergonhada, ou então não houve qualquer pressão sobre os magistrados e então não se justifica qualquer sanção.» O que nos escapa no meio disto?

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Paisagens devastadas.

por FJV, em 17.12.09

A luta desesperada por um resultado — se querem saber, um dos poucos que vale mesmo a pena.

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O princípio do Inverno.

por FJV, em 17.12.09

 

Leonard Cohen, Alexandra Leaving.

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Questões ontológicas.

por FJV, em 15.12.09

O mercado das revistas femininas e um observatório de quiosques, pelo Afonso Azevedo Neves.

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