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Direitos de autor.

por FJV, em 30.11.09

O deputado Luís Campos Ferreira diz que «não há protecção dos direitos de autor, se essa protecção for contra os consumidores. Este é o princípio da propriedade intelectual». É duvidoso e é mais uma inversão do próprio princípio da propriedade intelectual. Vale a pena recordar o «We, authors», de Samuel Johnson. Muitas vezes os «direitos dos consumidores» põem em causa os direitos de autor.

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e-books, 3.

por FJV, em 30.11.09

Gary Cooper, no intervalo das filmagens.

 

Elliott Erwitt, Marilyn Monroe

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Até que.

por FJV, em 29.11.09

Por exemplo: tudo estava certo. A instrução, a investigação — encómios vários, elogios, discrição e «trabalho exemplar». De repente, apareceram o presidente do Supremo e o Procurador-Geral. Estes dois cavalheiros arrastam problemas com eles.

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Boas notícias.

por FJV, em 29.11.09

Acabaram de me dizer que o Natal tinha sido adiado, enfim, problemas de agenda, coisas para fazer e demasiado frio no IP4, que está bloqueado com uma neve inesperada, acabaram-se os Certificados de Aforro, há uma viagem fora do programa, um excel para terminar, também não há muito dinheiro, é certo, de modo que o Natal foi adiado, creio que para Abril, ou Maio, quando houver Feira do Livro, plátanos no parque, japoneiras no jardim, hibiscos de volta, sempre é melhor data, deve haver factores sócio-culturais, o frio está a ser bem vindo dentro de casa (tenho uns livros para ler), mas na rua é um sacrifício, eu sempre me declarei pelas temperaturas da Costa Rica, mas de facto é uma boa notícia. Adiado. Nem mais.

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e-books, 2.

por FJV, em 27.11.09

De The Pillow Book (Peter Greenaway)

 

Gisèle Freund, Walter Benjamin

 

Eve Arnold, Marilyn Monroe

 

Humphrey Bogart

 

James Andanson, Orson Welles

 

Da monumental recolha de O Silêncio dos Livros, de Francisco Rogido.

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Lua Nova.

por FJV, em 27.11.09

Em Lua Nova, o filme (que não penso ver), os fanáticos de Stephenie Meyer, autora da saga Crepúsculo, procuram histórias de amor, de enigma, mistério, vida & morte, tudo o que está para além do real. Os personagens de Stephenie Meyer habitam um mundo fantástico onde há vampiros ou onde Bella se pode transformar em vampiro por amor a Edward. Há ondas assim. Já houve o ciclo de Avalon e do Rei Artur, já tivemos o Super Santo Graal e uma multidão de extraterrestres, agora o vampirismo regressa. Não é bom nem mau, mas tem vantagens – farta dos vampiros reais e cujo desempenho é medíocre, a multidão encontra soluções que estão nos sonhos, nos recantos escuros, nas penumbras a meio da noite. Há um romantismo excessivo no cenário, mas os humanos procuram sempre ser mordidos no pescoço.

[Na coluna do Correio da Manhã]

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Moçambique.

por FJV, em 26.11.09

Já recomendei este livro, ‘Cadernos de Memórias Coloniais’, de Isabela Figueiredo (edição Angelus Novus), a autora de um dos melhores blogs portugueses, «O Mundo Perfeito» – mas o assunto merece mais destaque: trata-se de uma autobiografia sobre a despedida de África e a memória de Moçambique. Sem cedências, sem perdão, sem conforto: tudo a nu, desde a cor da pele até ao horror que as despedidas no Índico provocam em alguém que enfrenta a velha Metrópole que já fora colonial e hoje é pós-colonial. Ainda não estabelecemos, com justiça, o verdadeiro papel dos retornados e dos antigos colonos de África na democratização real de Portugal. Na verdade, eles mudaram Portugal. Isabela Figueiredo, neste livro, fornece uma das imagens possíveis, explosiva, comovente, em chamas. É bom ver que, finalmente, se pode falar livremente sobre África.

[Na coluna do Correio da Manhã]

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Paella judicial.

por FJV, em 26.11.09

Eu, se fosse valenciano, entrava aqui e processava esta gente com a prodigiosa imaginação de uma abécula: chamar Operação Paella a uma investigação sobre «crimes de falsificação de documento, burla qualificada, fraude fiscal qualificada, associação criminosa e, eventual, branqueamento» em negócios de produtos alimentares congelados, é de circo. Uma paella congelada? Valencianos, protestai.

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De Washington. Com livros dentro.

por FJV, em 26.11.09

É mais do que um blog. É uma verdadeira biblioteca, cheia de luz e de melancolia sobre a arte de ler, este O Silêncio dos Livros, de Francisco Rogido, um brasileiro de origem galega que trabalha na Biblioteca do Congresso, em Washington DC (mantém igualmente o Ilusão da Semelhança). Foi o Onésimo Teotónio de Almeida que me recomendou o link. Prometo roubar várias dessas imagens.

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e-books.

por FJV, em 26.11.09

Marylin Monroe lendo Walt Whitman.

 

Marylin Monroe lendo Ulysses.

 

Marylin Monroe lendo um livro sobre teatro.

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Para os tempos de crise, 4.

por FJV, em 25.11.09

Grandiloquentes, à esquerda e à direita. Ouvi-os durante uma vida inteira. Nos jornais, nas redacções, nas escadas, nas esplanadas. Hoje nada os separa senão a defesa do que resta, das tropas que ocupam a república e que têm relações com gente dos negócios — fazem-no com naturalidade. Sem dificuldade aparente. Sem remorso. Sem vida. Mas sobretudo sem humor. Um dos meus melhores amigos de blog teve os seus tempos de Enver Hoxha, de Mao, de revolução cultural. Felizmente, manteve o humor. Soma, àquela nostalgia adolescente, o peso de um sinal da história; relembra as palavras essenciais: operariado, greve, mulheres, riso, humor. Encontramo-nos para falar de América Latina, das cervejas mexicanas, dos ditadores falhados, dos loucos que vivem em Caracas ou em Lima ou em Montevideu. Apaixonamo-nos pelos lugares da ficção, temos saudades do calor, temos saudades dos amigos. Votamos de maneira diferente, ele não tem remorso, não tem dificuldade, mas tem vida e humor. Tem mundo para lá dos ocupantes da República. Comovo-me. Ficamos dependurados de uma livraria no Chiado enquanto as pessoas passam, à entrada da noite. O mundo podia ter sido de outra maneira; podia ter sido pior, também, se houvesse menos liberdade. Às vezes há menos liberdade, o Estado é uma grande máquina devoradora, manda enrolar a meia dúzia de castanhas num papel higienizado. Já jantámos altas horas – eu terminava um romance que não acabava, e aproveitava-lhe as histórias, falávamos de Casablanca. «Como será ter uma casa em Casablanca?» Enver Hoxha, Mao, operariado, greve; o mundo mudou, mas o riso permanece. Os outros também, conheci-os com a mesma determinação e usando outro hemisfério do cérebro. Chegámos ao mesmo ponto vindos de sítios diferentes. Chegámos a um ponto em que vemos a república devorada pelas tropas ocupantes, por gente menor, por funcionários de cozinha. Ambos sabemos que a Albânia nunca existiu.

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Generosidade, caridade, egoísmo, etc.

por FJV, em 25.11.09

No «Janela Indiscreta» de hoje, na Antena 1, Pedro Rolo Duarte voltava — e bem — ao tema dos impostos, terminando a citar este texto do André Abrantes Amaral, sobre a generosidade, contra o egoísmo, etc. Ora, parece-me haver aí um problema, Pedro. A saída da crise através do pagamento de impostos não deve ser confundida com generosidade e com menos egoísmo (nem creio que o André estivesse a pensar nisso). Pagar impostos é um dever e uma imposição de todos os dias. É também um direito. Mas não tem a ver com generosidade, com caridade, com filantropia; ninguém é generoso para o Estado — mas para «a comunidade». Ao dever de arrecadar impostos segue-se o dever de os administrar bem, com lealdade e decência, em favor «da comunidade», não da máquina do Estado. Discutir os impostos, a sua aplicação, a sua justeza, não é sinal de egoísmo, mas de sensatez. E de elementar justiça. Os impostos resultam do nosso trabalho. São uma coisa séria.

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Estupefacção.

por FJV, em 25.11.09

Ricardo Rodrigues ficou estupefacto com a manutenção de Fernando Lima em Belém. Ah, as coisas que Ricardo Rodrigues faria para nos deixar estupefactos, se pudesse.

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Para os tempos de crise, 3.

por FJV, em 25.11.09

É uma das piores raças: os enochatos. O vinho e a sua temperatura, o copo ideal, a colheita, a cortiça, ah bebi um assim em Valladollid quando ia a caminho de Bilbau (ia visitar o Guggenheim), os jantares de degustação, o Can Fabes (ah, mas eles odeiam Santi Santimaría, tão plebeu) e Ferran Adrià (ah, a tortilla com espuma de batata em vez de batata, que descoberta do caralho, uma espécie de Nestum de batata mas sem açúcar), aroma de aroma de amora, taninos fortes, um vinho único com explosões de carqueja e final de boca de abacaxi, uma gota extenuante, este para a entrada, aquele para primi piatti, o outro para secondi, por aí fora, palatos que debicam agnolotti ricotta e spinaci decorati con ravanelli ou as pataniscas de bacalhau aromatizadas com caril de Madras (de Madras!), ou ainda o finíssimo coulis de tomate fresco com manjericão e arroz Basmati com gambas, bom para um vinho confitado em azeite de ginja com molho de amêijoa.

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Inverdade, 4.

por FJV, em 25.11.09

Veja-se como se atiram as responsabilidades para cima dos irresponsáveis: «A rectificação ao Orçamento ontem, terça-feira, entregue ao Parlamento (a segunda do ano) reconhece que serão arrecadados menos 4,5 mil milhões de euros em impostos, tanto quanto custará o comboio de alta velocidade entre Porto e Lisboa.» Ah, Portugueses, sempre tão ingratos e sempre a lixar o TGV. Anuncia-se para breve a dissolução do povo e a eleição de outro.

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Para os tempos de crise, 2.

por FJV, em 25.11.09

O que os aflige é o tempo que falta. O poder ilude facilmente, é uma espécie de droga, de volúpia, de luxúria. Uma vitamina para a pobre existência de quem quer mudar o mundo a cada minuto, logo de manhã, a qualquer hora. O problema são os bárbaros, os outros, os que não compreendem o esforço nem a gramática (uma espécie de ginástica que saltita entre as grandes frases e as ninharias que se lhes ouve ao telefone), os que duvidam ou não estão para isso. Eles estão sempre para isso, são modernos e sabem manobrar. Há também os que legislam sobre o mundo a toda a hora (trata-se de mudar o mundo a cada minuto, por decreto se possível), apreciam a ASAE que expulsa os piolhos e as marcas de ginja no balcão de zinco e proíbe as velhinhas de fazerem croquetes sem emitir facturas. É um módico de civilização, é isso que é necessário. Fazer tudo em nome dela, da civilização – que há-de ser apressada por medidas estruturantes e estruturais, leis sobre o sexo e o tamanho da maçã reineta.

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Para os tempos de crise, 1.

por FJV, em 25.11.09

Podes ver como têm ar de triunfo. É passageiro, de qualquer modo — mede-se por acções & obrigações. À noite devem ficar solitários, medindo o encurtamento do pequeno poder: sabem onde vestem, conhecem os restaurantes, transportam o triunfo, lembram-se vagamente das Relações Internacionais e da Sociologia, essa vaga mistura de socialismo com astrologia. Tanto podiam estar ali como noutro lugar, mas calhou-lhes aquele grupo, velhos colegas de faculdade que se encontravam num café que já fechou as portas, aspiravam ao cosmopolitismo com ares de quem tinha decorado as vulgatas. São pobres de espírito, mas não sabem. O que ultrapassa esse pequeno mundo de conspirações para conservar o poder (tão difícil lá chegar), é-lhes estranho. Falam de sexo e de leis, da casa no Alentejo, que transformaram numa província promíscua, duas horas até Albufeira, Murakami, vinhos conhecidos pelo Guia, um duas estrelas do Michelin, gourmets de Galamares. Não sabem, não sabem que são vistos.

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Enciclopédia.

por FJV, em 25.11.09

Filipe Nunes Vicente sobre o PS. A ler; todo: «O actual PS é um grupo na defensiva há três anos. Defende-se dos professores, dos agricultores, dos media ( dos que não domesticou) e dos magistrados, esses que agora acusa de espionagem política. Ataca os críticos na lógica do gangue: só contam os nossos. […] O Grupo Nacional é uma ficção e uma ficção não deve estar no poder.»

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Inverdade, 3.

por FJV, em 25.11.09

Há vários motivos de natureza cultural e religiosa que leva os portugueses a não querer comentar miudezas financeiras em público. Por exemplo, os impostos. Os portugueses pagam-nos e não protestam, como se o Estado merecesse o esforço e o silêncio. Quando alguém quer discutir os impostos é apelidado de miserabilista. É errado. Devemos discutir os impostos até ao cêntimo, para que o Estado (quem mais?), o grande delapidador, não se abotoe com aquilo que não lhe pertence nem prolongue os seus maus hábitos em nosso nome. Esse é um primeiro grande passo para que passemos a desconfiar menos do monstro. Os portugueses precisam de discutir o seu destino. Ora, faço notar, o Banco de Portugal já veio dizer que os impostos podem aumentar. O governo diz que não. Curioso, não é?

[Na coluna do Correio da Manhã]

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Liberdade de educação.

por FJV, em 25.11.09

Veja-se este texto do Público, onde se faz esta pergunta: «Mentir para conseguir a melhor escola para um filho é crime?» Não, não é crime. É um direito. E um dever.

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A beleza da criação.

por FJV, em 24.11.09

A Origem das Espécies, de Charles Darwin, o livro que mudou a nossa forma de pensar o ser vivo e a sua relação com a Natureza, foi publicado há exatamente 250 anos, assinalados hoje em todo o mundo. Poucos leram A Origem das Espécies – é um livro surpreendentemente bem escrito, onde é visível o dom da clareza. Um retrato assim maravilhado só podia comover os criacionistas, que defendem a intervenção superior da Mão Divina (desta forma ou sob a forma do “desenho inteligente”) na criação do mundo e na evolução do ser vivo; pelo contrário, não só relativizam a importância de Darwin como, em alguns casos, o denunciam como o grande inimigo (“adversário” não basta) da religião. Não interessa. Só o facto de permanecerem imunes à beleza deste livro já é assustador.

[Na coluna do Correio da Manhã]

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Termodinâmica.

por FJV, em 24.11.09

Francisco Assis é um dos parlamentares de discurso mais solto — no sentido em que, apanhado em velocidade de cruzeiro, é difícil pará-lo. Tamanha facilidade de concatenação merece atenção. Em linguística estuda-se o fenómeno: uma espécie de gerador infinito de frases e textos, com a vantagem adicional de Francisco Assis ser o político que usa mais advérbios e adjectivos sem violar as regras da gramática. Merece estudo. Esta capacidade de multiplicar frases até à exaustão não se adquire sem talento.

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Inverdade, 2.

por FJV, em 24.11.09

Ficamos mais descansados. Mas não se esqueçam: read my lips. O confronto entre o governador do Banco de Portugal e o ministro das Finanças deve ser seguido com atenção.

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As grandes frases do regime, 4.

por FJV, em 24.11.09

 

 

«Como árbitro não erro, mas às vezes equivoco-me.»
[Carlos Valente, árbitro.]
Público, 9 de Outubro de 1991

 

«João Pinto atirou à trave? Foi para não ceder canto…»
[Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto.]
A Bola, 14 de Outubro de 1993

 

«Gabriel García Márquez? Jogador não é…»
[Octávio Machado, treinador.]
O Independente, 30 de Abril de 2004

 

«Quando o Benfica vence, as pessoas sentem-se mais realizadas,

o trânsito flui melhor e há mais produtividade.»
[João Vale e Azevedo, presidente do Benfica.]
A Bola, 12 de Dezembro de 1998

 

«Demolir o Estádio da Luz seria o mesmo do que destruir a Acrópole em Atenas, o Coliseu em Roma ou as Pirâmides do Egipto.»
[João Santos, ex-presidente do Benfica (1987-1992).]
Record, 9 de Maio de 2001

 

«Todos os jogadores são toxicodependentes disto ou daquilo, ou daquilo ou daquilo…»
[Artur Jorge, treinador do Benfica, justificando a contratação do argentino Claudio Caniggia, suspenso em 1993 pela Federação Italiana por consumo de cocaína.]
A Bola, 13 de Agosto de 1994

«Isto que digo não é contra os treinadores estrangeiros, mas é ser, aqui, na minha aldeia, contra a infelizmência futebolística.»
[Manuel Cajuda, treinador.]
A Bola, 25 de Setembro de 1997


«Vamos jogar ao ataque, fechadinhos cá atrás.»
[Jaime Pacheco, treinador do Guimarães.]
Público, 9 de Setembro de 1996

 

 

«Este gesso não põe em causa a minha técnica antilesão. Sempre tive muita sorte, mas sinto que domino bem os tempos de entrada dos adversários. Não será um segredo especial, mas talvez se possa dizer que é uma técnica. Como a do propenalty. Há faltas que são mais faltas que outras – e isso também depende da técnica de queda sobre o relvado.»
[Paulo Futre, avançado do Atlético de Madrid.]
A Bola, 7 de Abril de 1991

 

João Pombeiro, 30 Anos de Mau Futebol [Quetzal]

Sexta-feira nas livrarias

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A inveja é o que é.

por FJV, em 24.11.09

Vou fazer dieta, mas não sei quando. Um dia destes. O Luís Sepúlveda disse outro dia, numa entrevista «sí, me gusta ese, me gusta el gordito...», estava a falar de mim. O Filipe, que é um bom sacana, diz que há um «gordo do Fóculporto». A inveja é tremenda. Se emagreço, como vão reconhecer-me?

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Liberal à moda antiga.

por FJV, em 23.11.09

O conluio entre o Estado e as grandes corporações deixa os cidadãos indefesos.

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A caminhada triunfal, 3.

por FJV, em 23.11.09

O Tomás Vasques detectou aquilo que é evidente na governação do grupo parlamentar do PSD: a teoria da sala-de-espera.

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Inverdade.

por FJV, em 23.11.09

O governador do Banco de Portugal pensa que «será necessário aumentar os impostos». A menos que se trate de uma inverdade, pelo menos confirma que o método não muda: em caso de dúvida aumentam-se os impostos. Alguém tratará, depois, da engenharia ideológica que esclarecerá que não se trata de aumento de impostos. Não é confuso, descansem. É assim mesmo: aumentam-se os impostos, na convicção de que não se aumentam os impostos; apenas se dá ao País aquilo  que o país votou.

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As grandes frases do regime, 3

por FJV, em 23.11.09

 

«O Benfica vai jogar frente aos polacos com a sua táctica do pirilau, mas irá fazê-lo de uma forma bem erecta.»
[Paulo Autuori de Mello, treinador do Benfica, sobre o segundo jogo com o modestíssimo clube polaco Ruch Chorzow, após a goleada por 5-1 no Estádio da Luz.]
Record, 26 de Setembro de 1996
 

«Michael Thomas será uma espécie de professor nesse aspecto, pois penso que Calado irá aprender muito com ele em aspectos tácticos, de timing de acção, de pensar o jogo com a bola e sem ela. Se tivermos sorte, em dois anos Calado poderá conquistar o mundo.»
[Graeme Souness, treinador do Benfica.]
A Bola, 26 de Julho de 1998

 

«Como árbitro não erro, mas às vezes equivoco-me.»
[Carlos Valente, árbitro.]
Público, 9 de Outubro de 1991

 

«Se tivermos a felicidade de ser campeões, o país vai parar, para não dizer que também o mundo parará.»
[Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, em declaração solene na cidade alemã de Gross-Umstadt, durante a inauguração de mais uma Casa do Benfica.]
A Bola, 17 de Abril de 2005

 

«Acredito em tudo. Só não acredito que seja possível meter um guarda-chuva no rabo e depois abri-lo.»
[Raul Águas, treinador do Sporting.]
Gazeta dos Desportos, 16 de Fevereiro de 1990
 

«Tive uma conversa com o jogador e o homem e este último disse-me que podia contar com o primeiro.»
[Álvaro Magalhães, treinador do GD Chaves. O jogador e o homem chamavam-se Denis Putnik.]

A Bola, 31 de Janeiro de 1998
 

 

João Pombeiro, 30 Anos de Mau Futebol [Quetzal]

Sexta-feira nas livrarias

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Espinosa.

por FJV, em 23.11.09

Amanhã comemora-se mais um aniversário do filósofo Bento Espinosa, Baruch Espinosa na sua forma hebraica; de origem portuguesa (da Vidigueira) nasceu em 1632, na Holanda, onde a sua família se refugiou para fugir da Inquisição portuguesa. Foi excomungado pela Sinagoga Portuguesa de Amesterdão em 1656 por defender que a Bíblia não deve ser tomada à letra; pelo contrário, é uma alegoria sobre a história, tal como Deus é uma espécie de representação da própria Natureza. Tivessem sido aceites as teses de Espinosa e não andaríamos, em 2009, 350 anos depois, a discutir o dogma banal da crueldade divina ou atrapalhados com a distinção entre ética e política. Jorge Luís Borges escreveu-lhe um poema belíssimo sobre “o homem que engendra Deus”. Não aprendemos a sua lição.

[Na coluna do Correio da Manhã]

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