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A mundividência.

por FJV, em 05.09.09

Salvo excepções muito localizadas, a política na blogosfera tem pouco a ver com a política propriamente dita; é um exercício de aproximações e de simpatias. Isto acontece desde que o território da moral entrou definitivamente na política e desde que a política passou a tratar de assuntos que são da mais estrita responsabilidade individual. Há duas coisas fundamentais que, em momentos de debate eleitoral, deviam entrar no debate com carácter de urgência: 1) no plano nacional, saber se as finanças públicas suportam as promessas, os desvarios, os projectos e os programas de cada partido -- e se, havendo dinheiro, ele é nosso; ou seja: como está o nosso endividamento. 2) no plano individual, saber se vamos ou não pagar mais impostos.

Ter grandes projectos, grandes ideias, muita vontade de transformar a pátria, de construir auto-estradas inúteis, de pôr a andar comboios de alta velocidade com utilidade duvidosa -- e fazer isso tudo com o dinheiro dos contribuintes -- deve supor que os contribuintes pensem se estão na disposição de ceder dinheiro seu para que se faça a monumental obra em discussão. Ou seja, se estão na disposição de hipotecar a sua vida.

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Esperar, agonizar.

por FJV, em 05.09.09

Estavam uns senhores e senhora na SIC Notícias a debater sobre o debate. Pelo tom da conversa, o debate que eles debatiam deve ter sido um velório. Era um velório sobre um velório. A isto está reduzida a campanha: esperar, esperar, ver quem aguenta mais.

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O cantinho do hooligan. O regresso (patriótico).

por FJV, em 05.09.09

Vi a primeira parte na íntegra, e gostei de algumas passagens. Cheguei a pensar que vinha aí fogo. Mas havia uma coisa que não encaixava depois das primeiras doze tentativas frouxas e trouxas de marcar um golo com aqueles passes curtos para o guarda-redes, falhanços histriónicos, erupções de lateral-para-o-centro. Essa coisa era esta: depois de tanto espalhafato, começa-se um jogo daqueles com Liedson no banco? Quer dizer, aceitamos que Liedson entre na equipa, gabam-se-lhe os talentos, ouvem-se os argumentos xenófobos e marialvistas em defesa da cepa nacional, e depois não se põe o Liedson a jogar? Então para que o queriam? Para empatar?

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