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É uma coisa das empresas e tal.

por FJV, em 03.09.09

O Dr. Soares, que desculpou Chávez quando este mandou encerrar a CNTV de Caracas (porque, dizia Soares, a estação de tv era de uma grande impertinência), também acha que este caso não tem nada a ver com liberdade de imprensa. Que é uma coisa das empresas e tal. «É uma empresa que resolve fazer aquilo e os outros não estão de acordo, pronto.»

 

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Começar a perder o juízo, 2.

por FJV, em 03.09.09

Escrevo com a sensação de que se perdeu o pudor. A vinte dias das eleições acabar com o Jornal de Sexta da TVI (depois de se conhecer o historial das suas relações com o governo; depois do ataque de Sócrates, no congresso do PS – e no melhor estilo latino-americano –, à TVI e ao Jornal de Sexta) configura um acto censório que nenhuma justificação política pode deixar de pé. A aliança entre o poder e as corporações está a revelar-se fatal para a liberdade.

 

«A decisão da administração de suspender o Jornal Nacional veio de Espanha, sede da Prisa.» Ah, a Prisa...

 

Tomás Vasques no Hoje Há Conquilhas.

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Começar a perder o juízo, 1.

por FJV, em 03.09.09

Um artigo de 7 de Outubro de 2004, sobre a censura a Marcelo Rebelo de Sousa na TVI. Apetecia reescrever e substituir uns nomes por outros (são, fundamentalmente, feitos da mesma massa):

«Parece-me que, apesar de saber como são difíceis as coisas hoje em dia (e "como é difícil governar"), é pouco cortês pedir para calar todos os que têm problemas com o primeiro-ministro ou os que, por desequilíbrio emocional, têm ódio ao PSD. E há-de ser muito cansativo.»

«Eu adivinho que era difícil, para o primeiro-ministro (que teve de debater com Sócrates, na RTP, ou de fazer comentários na SIC - aqui sem "contraditório"), ouvi-lo todos os domingos. Mas a vida é isto mesmo: dar e levar. Nem vejo outra maneira de vivermos em liberdade e com alguma decência. Agora, senhor ministro, já não tem esse problema

 

Na mesma altura, num post do Aviz:

«Tratar toda a «opinião desfavorável» como uma ameaça iminente é uma coisa desprezível que retira toda a dignidade à ideia de governar; como se não fosse possível governar sem as primeiras páginas e sem o beneplácito dos comentadores encartados ou fortuitos. Esta dependência orgânica é que é desprezível. […] Assunto meu é o da liberdade, porque sou cidadão. E assunto meu é, também, a forma como as autoridades reagem às críticas. Podem não revelar outra coisa – mas revelam um carácter.»

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Palermo.

por FJV, em 03.09.09

 

Alertado por Rogério Casanova, aqui está um dos melhores posts de Verão, no B Site: um caderno de viagem sobre Palermo: «Toda a gente esteve na Sicília: árabes, gregos, romanos, bizantinos, uma equipa de natação irlandesa, uma mulher alta e confusa. Até eu

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