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Espiões, coitados.

por FJV, em 25.08.09

Voltei a ler os livros mais antigos de John Le Carré – tenho enorme simpatia por Smiley ou Magnus Pym, e uma certa curiosidade pela vida discreta dos funcionários dos serviços secretos. Ontem, o CM anunciava que a administração pública ia ter agentes infiltrados (e com falsa identidade) oriundos do SIS e do SIED; não é uma prática comum nas democracias, mas é praticada quando a administração pública é fraca e não tem grande autoridade. O que não é comum é estarem todos os serviços secretos na dependência do primeiro-ministro. Como as coisas estão em Portugal, “o governo” confunde-se muito com “o partido do governo”; é, pois, natural que se desconfie da bondade da nossa espionagem ou, pelo menos, da sua independência. A menos que queiram, apenas, espiar-se uns aos outros.

[Na coluna do Correio da Manhã]

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Notícias do bloqueio, 2.

por FJV, em 25.08.09

 

A segunda notícia, igualmente boa, é a de que o computador avariou (crashou, como me parece que se diz), não arranca, está fora de casa há dois dias internado nos serviços de reanimação — e não tenho notícias dele. O país ainda não fechou, as uniões de facto continuam e houve menos insucesso escolar, além de que Cardozo falhou dois penaltis. A vida tem sentido.

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Notícias do bloqueio.

por FJV, em 25.08.09

As notícias que trago são as seguintes: confirmo que se trata da melhor praia do país; o restaurante João do Cabeço serve os melhores pregos em bolo do caco, umas lapas estonteantes, batatas fritas superlativas, bolo do caco propriamente dito torrado com manteiga e alho, tiragem de cerveja muito acima do regular (com uns tremoços temperados, suculentos), preços extra-convenientes — com a vantagem de não ter wireless e de fechar às duas da manhã. Os jornais chegam no voo das dez da noite, o Ramires marca aos noventa e li Stieg Larsson, A Cartuxa de Parma e mais umas páginas de Eça e as recordações de Magnus Pym em Um Espião Perfeito. A areia da praia é confortável, a temperatura do mar bastante aceitável e comecei a treinar sotaque local. Tudo somado, disseram-me que o país ainda não fechou.

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