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A morte de um cavalheiro. Robert William Robson, 1933-2009.

por FJV, em 31.07.09

 

 

Lembro-me de um jantar num restaurante da Ribeira, no Porto. Bobby Robson estava «a descobrir os vinhos portugueses» e preparava-se, na altura, para ganhar um campeonato. Conversámos durante toda a noite sobre futebol, vinhos, as suas memórias como treinador da selecção inglesa. Eu acreditava na altura, como acredito hoje, que Robson foi fundamental para a mudança do FC Porto; porque era um cavalheiro que gostava muito de futebol. Foi, no mundo do futebol, a pessoa que mais gostei de ter conhecido.

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117 anos de Copacabana.

por FJV, em 31.07.09

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Revista de blogs.

por FJV, em 31.07.09

«O PS parece ter-se enganado na paginação da já famosa conta poupança, no valor de 200 euros, por cada nascimento. Aparecendo nas políticas sociais, como uma proposta para incentivar a natalidade, tudo indica que a intenção mesmo seria mesmo apresentá-la no pacote de incentivos à banca. De acordo com os números do ano passado, 20 milhões de euros a tranferir do Orçamento de Estado para os cofres da banca. Todos os anos. Só podendo ser mobilizados pelos destinatários daqui a 18 anos, são 360 milhões “em caixa” antes dos bancos autorizarem o primeiro levantamento.»

Pedro Sales, no Arrastão.

 

«O Flamengo é um time interessante. Não ganha nada há décadas mas continua com os torcedores mais chatos do universo.»

Tiago, no A Vida de Tiago A.

 

«Ah, a amizade silly, que não está presente nos piores momentos... Também acontece desaparecer nos melhores. É uma espécie de coisa, mas não é amizade.»

Carla Hilário Quevedo, no Bomba Inteligente.

 

«Corre por aí, que o Simplex, que se tornou um blog reputadamente honrado e esforçadamente socrático, acaba de publicar o primeiro fascículo do 25 de Abril de 1974. Aceita fotos de Valter Lemos ou na alternativa de José Miguel Júdice. Utilíssimo para postar a pregadores desenganados.»

Masson, no Almocreve das Petas.

 

«Os seios e as árvores são de uma natureza mais livre e mais invencível.»

C., no Dias Felizes.

 

«Gosto muito desta época do século XVII, quando os barcos dos comerciantes holandeses se saudavam à entrada dos portos. Devia existir uma cumplicidade saborosa entre aqueles que fintavam os impérios tradicionais.»

André Abrantes Amaral, no O Observador.

 

« O Estatuto é inconstitucional. Sócrates soma e segue nas derrotas políticas. Uma verdadeira máquina.»

Jorge Ferreira, no Tomar Partido.

 

«O Sporting, ao contrário dos adversários, apostou menos na contratação de jogadores e mais na contratação de um presidente.»

António Manuel Venda, no Floresta do Sul.

 

«Os presumíveis inocentes agora são oficialmente inocentes, e culpados somos todos nós que os insultámos ao longos destes anos, coitadinhos. Já não sei se o escândalo maior são os escândalos que os levaram aos julgamentos se o resultado final.»

Vítor Matos, no Elevador da Bica.

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Literatura para quê?

por FJV, em 31.07.09

No Da Literatura, João Paulo Sousa:

 

«O crime de lesa­‑língua foi já cometido há alguns anos, sob o pretexto demagógico de que aquela matéria era árdua, difícil, não correspondia aos interesses dos alunos e não os aproximava de um uso mais correcto da língua. O pressuposto era, como já se imagina, o de que ninguém quer hoje nada com a literatura, ela é geralmente considerada uma grande chatice, e quanto mais antiga, em sentido estritamente cronológico, pior. Sobrevivem, nos programas de Português do secundário (é dessa disciplina que falo, não da outra, específica apenas, e em regime opcional, dos cursos de Línguas e Literaturas, que é a de Literatura Portuguesa), os autores (por enquanto) considerados demasiado intocáveis, como Camões, Vieira, Garrett, Eça, Cesário e Pessoa, a par de um inusitado Luís de Sttau Monteiro e do premiado Saramago. A adornar tudo isto, estão, como também já foi amplamente referido, as notícias, os artigos científicos, os requerimentos, as cartas, os currículos e os regulamentos de concursos. A dimensão utilitária sobrepôs­‑se ao uso estético da língua, afastando os alunos da possibilidade de conhecerem, durante o seu percurso escolar, um corpus alargado de textos que haveria de servir para que compreendessem, não apenas o processo de construção que originou a língua de que nos servimos na actualidade, mas também, de uma forma mais expressiva, as múltiplas possibilidades que a sua prática é capaz de oferecer hoje em dia.»

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Com 200 euros.

por FJV, em 31.07.09

Ah, o que se pode fazer com € 200. O PS, por exemplo, fala de 4 objectivos fundamentais: «Incentivo à conclusão do ensino obrigatório, procura de hábitos de poupança, estímulo para um novo projecto de vida na entrada na idade adulta e incentivo à natalidade, de modo a contrariar o envelhecimento da população portuguesa.» Aos €200, o PS chama-lhe compensação: «O PS vai compensar as famílias com 200 euros por cada bebé que nasça em Portugal.» Desculpem lá, mas como redacção é espantoso. Compensar? Em nome de quem?

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