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Revista de blogs, 2.

por FJV, em 16.07.09

«Digamos: abrir a casa de Bach, tomar o avião, atravessar o oceano, perder o simples estremecimento de deus, chegar ao vulgar campo da vulgar humanidade, recomeçar o trabalho da beleza, secreto, profano, doce como só a vulgar natureza o pode ser.»

Luís Mourão, no blog Manchas.

 

«Antonio de Rosa, pintor menor da escola florentina, retratou-a em 1756. Deixou escrito: "das sete vezes que iniciei o retrato da Princesa Eleonora Sacrati, em nenhuma a consegui olhar nos olhos. Sabia bem o que me sucederia se o fizesse".»

Eduardo Brito, no blog A Divina Desordem.

 

«Eu sei que "não se deve colocar mulher num pedestal", por favor, né, considerando-se os defeitos delas, que não sabem somar nem dividir, que não entendem que exceções não invalidam regras, que votam mal, que não gostam de ficção científica, e que mesmo as mais bonitas têm lá os seus dias de pele gordurosa, espinha, bafo. Eu sei, mas qual é a graça de ter uma mulher bonita, ou até só de chegar perto de uma mulher bonita, se não for para colocá-la no pedestal muito de vez em quando?»

Alexandre Soares Silva, no seu blog.

 

«Na imprensa do coração não existem mentiras, apenas tentativas de verdade, regimes de verdade que sucessivamente ensaiam compassos com a realidade. No fundo, tudo se passa como nas capas d'A Bola sempre que estas tecem loas ao futuro radioso do Benfica. Nos amores a coisa vai funcionando e as profecias vão sendo solicitadoras de um exuberante construtivismo romântico. A Bola não tem tido a mesma eficácia, tantas capas épicas depois, há anos que a realidade insiste em não se enternecer.»

Bruno Sena Martins, no Blog Avatares de Um Desejo.

 

«Este blog já tem um plano de contingência para a gripe A.»

Alexandre Andrade, no Um Blog sobre Kleist.

 

«Quem frequentou ontem, neste blogue, a Licenciatura Instantânea em Sociologia, já sabe que as pessoas, não sendo más, também não são boas. A frase mantém-se válida para o caso de pessoas mortas mas, normalmente, a condição de defunto amplia as virtudes e suspende, com suavidade, as imperfeições daquele que desaparece em definitivo.»

Daniel, no blog The B Site

 

E uma informação necrológica importante, além de considerações sobre a honradez.

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À procura da «classe média» ou «tarde piaste».

por FJV, em 16.07.09

O PS considera a «classe média», ena, ena, «o motor da economia», e garantiu que irá beneficiar de medidas «para reforço do seu poder de compra». Ora, justamente, a «classe média» caracteriza-se por querer que a deixem em paz – e que, por favor, não se ocupem dos seus interesses. Basta que não atrapalhem. Tarde piaste, João Tiago.

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Outubro está aí.

por FJV, em 16.07.09

 

 

Dedicado ao Rui Bebiano, cujo Outubro está aí (edição da Angelus Novus).

 

 

 

 

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Multiculturalismo.

por FJV, em 16.07.09

 

Que visão têm os ocidentais acerca «do Oriente»? É a polémica sobre «o Orientalismo», já se sabe – razão porque este livro merece atenção: The East, The West, and Sex. A History of Erotic Encounters (Alfred Knopf, 352 págs.). Nele fala-se de um Ludovico de Varthema, viajante italiano do século XVI, ao serviço do rei de Portugal, que fez estragos irreparáveis até ao velho Sião. Ainda por lá se fala dele.

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Contra o deserto.

por FJV, em 16.07.09

Está aí o novo filme de Harry Potter. O Vaticano deu-lhe a bênção através do seu jornal oficial, relembrando, mesmo assim, que falta uma alusão «ao transcendente»; as autoridades religiosas têm dificuldade em lidar com o fantástico, da mesma forma que algumas pessoas lidam mal com o humor ou a ironia. Harry Potter não é literatura – é pura invenção adolescente, e tenho alguma ternura por J. K Rowling, a autora (por ter sido capaz de inventar aquela galeria de personagens e por ter nascido como autora desconhecida). Como as famílias e «a sociedade» desistiram de dar educação religiosa aos seus filhos, as lendas de Harry Potter, como as de O Senhor dos Anéis substituem por um tempo as sagas fundadoras tradicionais – elas são a alusão «ao transcendente» e provam que um mundo sem ele é apenas um deserto sem alegria.

[Na coluna do Correio da Manhã]

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Uma modalidade em alta.

por FJV, em 16.07.09

Tango aqui, aqui, aqui e aqui.

 

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