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Richard Yates.

por FJV, em 14.07.09

 

 

Cold Spring Harbor, uma pequena pérola.

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Coisas evidentes.

por FJV, em 14.07.09

Carlos Fiolhais no De Rerum Natura sobre a trapalhada dos exames.

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O pormenor.

por FJV, em 14.07.09

O Tribunal da Relação de Lisboa diz que a ASAE tem funcionado de forma ilegal. No fundo, trata-se de um pormenor jurídico (o governo não podia alterar o estatuto da ASAE sem autorização do parlamento) que  estraga tudo, ou seja, parece que «a brigada» não tem competências «de órgão de polícia criminal» e só pode voltar a fazer aparições com aparato e colete à prova de bala mal o parlamento se disponha a legislar como seu aquilo que o governo tomou como se fosse coisa sua. Enquanto se legisla e não legisla, vai ser declarada a inconstitucionalidade ou ilegalidade de umas quantas operações realizadas. Em Portugal temos muita vontade de fazer leis. Está na massa do sangue. Legislar, legislar!

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Ausiàs.

por FJV, em 14.07.09

  

Por vários motivos que não vêm a propósito (acontece sempre com os melhores motivos...) tenho passado algum tempo a estudar a poesia de Ausiàs March, um dos grandes espíritos da primeira metade metade do século XV mediterrânico: cada poema, uma surpresa, uma revelação, uma reinvenção da música. Devo a Manuel Vázquez Montalbán ter conhecido Ausiàs March (e, mais recentemente, ao entusiasmo do editor Joan Tarrida); Montalbán ficou para sempre rendido ao esplendor daquela melancolia sábia e luminosa e recomendava-me que ouvisse Raimón, que cantou alguns dos seus poemas, sobretudo o mais popular deles, o magistral «Veles e Vents», uma elegia mediterrânica que só não comove os tontos. Está aqui o som, pode ouvir-se.

E a sua primeira estrofe:

 

«Veles e vents han mos desigs complir
faent camins dubtosos per la mar.
Mestre i ponent contra d’ells veig armar:
xaloc, llevant, los deuen subvenir,
ab llurs amics lo grec e lo migjorn,
fent humils precs al vent tremuntanal
que en son bufar los sia parcial
e que tots cinc complesquen mon retorn.
»

[«Velas e ventos os meus desejos cumpram

seguindo os incertos caminhos do mar.

O Poente e o Mistral contra eles vejo armar;

o Siroco e o Levante os devem ajudar,

com os seus amigos, o Gregal e o Sul,

pedindo humildemente à Tramontana

que o seu sopro lhes seja favorável,

e os cinco o meu regresso favoreçam.»]

 

A sua melhor interpretação é esta, mais perto da de 1969, a original (a que, infelizmente, foi no vídeo amputada esta estrofe inicial):

 

 

 

Quem quiser a versão de 1993, cantada no Palau Sant Jordi, é este o link.

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Saudades de Casablanca.

por FJV, em 14.07.09

Apenas a quarenta minutos de Lisboa.

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Programa de reconstrução de escolas.

por FJV, em 14.07.09

O problema não é bem esse. A explosão escolar transformou os velhos liceus em 'estabelecimentos de ensino' superlotados e esburacados. Mas a democratização do ensino tem as costas largas – e deve atribuir-se grande parte das culpas à incúria, irresponsabilidade, desleixo e apatia dos responsáveis da Administração (desde o Ministério às Câmaras) durante os últimos vinte anos, sejam eles quem forem. Entre tantas obras, as escolas ficaram sempre para trás, esquecendo que não é possível melhorar os resultados educativos em escolas decrépitas, feias e sujas. O que é feio e sujo gera lixo e fealdade. Mas há uma outra questão: os terrenos das escolas e o seu preço. Antigamente, as escolas ficavam no centro das cidades – faziam parte da sua topografia natural (o meu velho liceu era, precisamente, o centro da cidade onde vivi). Mas esses terrenos são hoje caros; são cobiçados não apenas pela grande construção mas, também, pela «arrecadação municipal» que gostaria de valorizá-los e vendê-los. Nascem, assim, escolas nas periferias, em zonas mal urbanizadas, sem árvores, sem gente, sem «infra-estruturas», sem participação na vida da cidade. As câmaras municipais (que tratam o espaço público sem saberem o que isso é) fazem um bom negócio; a Administração Central (o ministério...) desinteressa-se e gosta de escolas com mais «valências», paquidérmicas, armazéns onde autocarros descarregam «aprendentes» e onde, às seis da tarde, a escuridão cai sem defesa. Esse é um dos problemas mais graves da escola actual.

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