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Novidades no blog da LER.

por FJV, em 02.04.09

Alterações, novidades, «mais funcionalidades» no blog da LER: pode ler textos dos cronistas, um a um; pode ler partes da revista (números anteriores) em formato PDF (e respectivos downloads, claro); pode comprar colecções da revista com 50% de desconto, etc., etc.  E, já agora, como presentinho, aqui está a capa da edição da LER de Abril, à venda nesta sexta-feira:

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Um friso de melómanos assiste a um show de harpa dedilhada.

por FJV, em 02.04.09

Com a habitual clarividência, Pedro Vieira, o Irmão Lúcia, na sua crítica de cinema.

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A luta pelas audiências está por tudo.

por FJV, em 02.04.09

Serve este miserável post a finalidade de vos chamar a atenção para um artigo sobre o regresso de Ronaldo aos relvados (infelizmente, através do Corinthians) na Playboy brasileira de Abril, já nas bancas. Ao reparar na figura da capa, matéria a que o leitor certamente não vai atribuir importância, lembro-me de outras capas de há uns anos

 


(respectivamente de Dezembro de 2001 e de Fevereiro de 1998, como o tempo passa) embora, infelizmente, não me lembre de nenhum artigo de relevo (salvo uma saborosa entrevista de Joãosinho Trinta, o reinventor do Carnaval do Rio, que dizia «A frescura passa, eu fico.»), se bem que o nome de Scheila de Carvalho, enfim, desperte em mim alguma -- digamos -- melancolia.

 

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O «reader».

por FJV, em 02.04.09

 

A Isabel Coutinho recebeu o novíssimo Sony Reader. E veja-se que magnífico livro ela escoheu para inagurar o aparelho: nada mais do que O Velho Expresso da Patagónia (traduzido por Nuno Guerreiro Josué), que a Quetzal publica este mês. Devo dizer-lhes que é um dos melhores livros de viagem de sempre, mesmo lido num Sony Reader.

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Charles Fortnum.

por FJV, em 02.04.09

 

 

Depois de O Espião Que Veio do Frio, relembro Graham Greene, O Cônsul Honorário. O cenário é o de Corrientes, no norte da Argentina (Greene nunca lhe dá um nome), onde passei uma semana e meia, há dois ou três anos -- com o livro na mochila. O resto da bagagem, a Iberia tinha-a perdido em duas fases, com uma mala em Guayaquil e outra em Montevideo. Recorri ao contrabando que atravessava o Paraná e o Iguaçu para comprar roupa de Inverno e eu não me parecesse com Charles Fortnum, de fato de Verão europeu a andar pelas ruas do Chaco, na altura gelado. Mas Fortnum acompanhou-me esses dias, infelizmente sem os seus Cadillacs, a sua hacienda (que deve ficar, suspeito, na estrada entre Corrientes e Resistencia) e a sua leitura britânica daquele lugar onde os contrabandistas do Paraguai se encontravam para negociar rotas e direitos de contrabando e, quando eram mais corajosos ou tinham a protecção das autoridades, para vender e comprar droga, armas, electrodomésticos e máquinas agrícolas. Tudo isso e o ruído das motorizadas à mistura com muito brandy bebido nas esplanadas da cidade, onde havia sempre uma estátua a Bolívar, a uma santa, a um general vaidoso ou a um bandido que tinha chegado à política e tinha agora nome de rua. Greene constrói toda a história sem que tenhamos uma única vez piedade de Eduardo Plarr, o médico que dorme com a mulher do cônsul -- ou sequer simpatia. Encantou-me o lugar, próprio para romances -- e os  restaurantes de Corrientes, onde se comia peixe do Paraná (que não recomendo) ou churrasco de segunda categoria (no livro come-se muito goulash). Agora, ao reler algumas destas páginas de uma nova edição (a da Casa das Letras, mas com a mesma tradução, a de Maria Ondina Braga), volto a Corrientes. A literatura serve também para isso, para prolongar os lugares.

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Mais cartão único, mais dados informáticos à solta.

por FJV, em 02.04.09

Um relatório de investigadores da Universidade de Toronto, no Canadá, alerta-nos para a facilidade com que se pode ter acesso a dados de cidadãos nas redes governamentais de alguns estados – como o português. Nada que não se soubesse. Para os mais optimistas, é apenas um empecilho; para os cépticos nas glórias do progresso cibernético, trata-se de um dado essencial. O relatório confirma que os dados disponibilizados pelos cidadãos nos ficheiros do Estado podem ser consultados, roubados e vendidos. Com o cartão único, os chips obrigatórios nos cartões e nas matrículas de carros, estamos mais fragilizados, devassados -- e com menos liberdade. Não temos nada a esconder, claro que não. Mas podemos não gostar que andem a escarafunchar na nossa vida, a entrar em nossas casas e a contabilizar-nos como lhes convém. José Medeiros Ferreira alertava há dias: «O recurso dos cidadãos à Internet nas suas relações com o Estado devia ser facultativa.» Nenhuma das vozes cautelosas chega aos céus dos iluminados da rede. Entreguemos tudo ao Estado.

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O crescimento infinito.

por FJV, em 02.04.09

A doença do crescimento tomou conta da economia há muitos anos mas só agora se lhe reconhece o carácter de catástrofe. A imprensa espanhola fala de uma crise abominável no sector automóvel – parece que se venderam menos 450 mil carros do que no ano anterior e o alarme soou, gravíssimo. Os economistas de serviço (uma espécie de astrólogos de segunda categoria) choram, temendo desemprego e recomendando subsídios para a indústria automóvel. Recomendo ao leitor que imagine um milhão de carros novos vendidos todos os anos em Espanha e veja se não é um exagero. A doutrina do crescimento infinito, grata aos economistas e políticos, é que nos levou à crise, de bolha em bolha, exigindo mais camas ocupadas nos hotéis, mais livros vendidos nos supermercados, mais máquinas de lavar vendidas nas lojas, com menos população, pedindo mais população para poderem ser cobrados mais impostos. A economia, como a deixaram os anos noventa, em crescimento infinito, precisa de mudar. O mundo precisa de viver de outra maneira. Com menos crescimento infinito.

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O limite.

por FJV, em 02.04.09

Com a confiança abalada em quase tudo, resta-nos seguir em frente, assistir ao espectáculo, temer que seja verdade. Temer, não por temor; mas por vergonha.

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