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Carrilho.

por FJV, em 25.03.09

O texto de Manuel Maria Carrilho no DN de hoje chama a atenção para coisas essenciais, comuns a governos de esquerda e de direita. Não se trata de um ataque da cultura ao erário público, mas da necessidade de valorizar a cultura e de iniciar um debate sobre o papel do Estado na sua promoção e protecção. Estão incluídos o património (quanto a mim, elementar e fundamental -- e continuamente desprezado até à erosão, quer da rede de museus, quer do «património edificado» e visitável), a leitura pública (continuamente desprezada e ignorada, em favor da tecnomania actual, e salva apenas pela contribuição dos bibliotecários) e o apoio às artes. Tenho dúvidas sobre este último aspecto, se «o apoio» se restringir ao financiamento e atribuição de subsídios, e não avançar para o espaço vazio que o Ministério da Educação deixou por ocupar, em matéria de -- por exemplo -- educação musical e artística, ou de itinerâncias pela província. O texto de Carrilho é corajoso nestas circunstâncias. Mas creio que não vai haver debate nenhum. Querem lá eles saber do assunto.

 

Ver os comentários de João Gonçalves e de Tomás Vasques.

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Na rua.

por FJV, em 25.03.09

Ontem, algumas centenas de estudantes concentraram-se aqui e ali para protestar contra “o processo de Bolonha”, os exames nacionais e o preço das propinas. Dando de barato que “o processo de Bolonha” é um dado adquirido (os professores e as universidades passaram dois anos a trabalhar no assunto e não vão, agora, voltar atrás), as outras duas matérias são mais ou menos pacíficas – é preciso fazer exames e é necessário pagar propinas. A ideia de que o ensino público é ‘tendencialmente gratuito’ pode servir para esgrimir em debates – mas convinha dizer aos meninos que nada neste mundo se consegue sem esforço. Argumento tão reaccionário está condenado à fogueira destes tempos, mas é a verdade. Ou estudam, ou vão fazer outra coisa, e há coisas a mais à espera de serem feitas.

[No Correio da Manhã.]

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Gabinete de curiosidades.

por FJV, em 25.03.09

No Alto Volta, um dos meus blogs de eleição, o David resume a biografia de António Morais e Silva, o primeiro lexicógrafo de língua portuguesa. O Dicionário de Morais, de 1789, está vivo.

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Saudades de Copacabana.

por FJV, em 25.03.09

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Fora de interlúdio. Anotem.

por FJV, em 25.03.09

O Daily Telegraph informa que «the travel plans and personal details of every holidaymaker, business traveller and day-tripper who leaves Britain are to be tracked by the Government». De onde se passa dos limites da segurança interna para o controle de cada passo que se dá fora de casa.

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Outro interlúdio. Lembrem-se desta citação, optimistas!

por FJV, em 25.03.09

O Ilídio Martins, que lia pela net e que depois conheci em Newark, numa animada conversa na Rutgers, acaba de publicar uma interessante citação de Fernando Pessoa no seu blog. Lembrem-se dela sobretudo os optimistas e os acordeonistas do poder:

 

«(...) se o Estado nos indica o que havemos de beber, por que não decretar o que havemos de comer, de vestir, de fazer? Por que não prescrever onde havemos de morar, com quem havemos de casar ou não casar, com quem havemos de dar-nos ou não dar-nos? Todas estas coisas têm importância para a nossa saúde física e moral; e se o Estado se dispõe a ser médico, tutor e ama para uma delas, por que razão se não disporá a sê-lo para todas?»

 

E é assim.

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Clube das Repúblicas Mortas.

por FJV, em 25.03.09

O Clube das Repúblicas Mortas é o novíssimo blog de Henrique Raposo e de Rui Ramos, que promete ser de leitura diária. O Henrique já escreve; o Rui, parece-me, prepara a caneta.

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