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O fado dos contentores.

por FJV, em 04.03.09

Quando ouvirem algum militante do PS dizer que «respeito muito o meu camarada Manuel Alegre e considero-o muito como poeta», pode ser que esteja a referir-se ao «Fado dos Contentores», hoje publicado no seu site: «Lisboa não tem paisagem/ Já não há navegadores/ Nem sol nem sul nem viagem/ Só contentores contentores.// Entre o passado e o futuro/ Em Lisboa de mil cores/ O sonho bate num muro/ De contentores contentores./ Por isso vamos cantar/ O fado das nossas dores/ E com ele derrubar/ O muro dos contentores»

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Resistência.

por FJV, em 04.03.09

Consigo resistir a várias coisas. Resisto a algumas delas com bastante dificuldade. Mas nunca consigo resistir a isto.

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Dúvidas, mas enfim, os senhores dirão.

por FJV, em 04.03.09

Não aprendemos grande coisa, nem com o passado nem com os avisos sobre o futuro. Ontem de manhã, numa rádio, ouvi um dos responsáveis pelo cadastramento do DNA dos portugueses admitir que, daqui a uns anos, todos estaremos registados num arquivo onde se guarda o essencial sobre a nossa identidade (DNA) e onde se podem fazer cruzamentos com outros dados. Parece que é um grande avanço. Não sei. Pelo contrário: é um perigo que nos devia deixar alerta. Depois do cartão único virá o chip da matrícula dos carros – e depois o arquivo do DNA. Na série televisiva CSI, aquele arquivo está sempre ao serviço do “bem” e só os maus são punidos. Na vida real, quem tem acesso a um desses dados, pode bem ter acesso a todos. E, nesse caso, trata-se de uma ameaça à nossa liberdade individual. É grave.

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Rio, 444.

por FJV, em 04.03.09

A vida das cidades traduz-se em tudo – no cinema, na literatura, na música, nas ideias que produziu, nos romances que suscitou, nas pessoas que a amam e que a não dispensam. O Rio de Janeiro assinalou anteontem 444 anos de vida. Eu poderia dizer que se trata da minha cidade, mas seria pouco: o Rio é o retrato mais forte da beleza impura. Fundada por portugueses, cresceu contra nós para se tornar aquilo que é – bela, cosmopolita, rica, miserável, canalha, bela, limpa, suja, romântica, erótica, festiva, melancólica. A corte portuguesa, fugitiva, emprestou-lhe poder; mas a graça, a beleza, a alegria e a malandrice, vieram depois, com a imigração massiva, a misturança e o orgulho – ela é aquilo que nós poderíamos ter sido se não tivéssemos sido aquilo que fomos: uns aborrecidos.

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