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Llansol.

por FJV, em 03.03.09

Maria Gabriela Llansol morreu precisamente há um ano. Não era popular, nunca quis ser popular. Não sendo ficcionista, nem romancista, Llansol era uma prosadora que nunca se afastou do domínio da poesia. Tinha uma ideia da prosa, do sentido e da escrita. Mas a sua obra, sendo prosa, estava para lá do romance – situava-se no reino das perguntas, da revelação, das interrogações, e não na arte da contar histórias. Há autores, como Llansol, que não entram no combate dos números vendidos ou do reconhecimento público; a sua obra foi construída, lentamente, como uma recusa e um desejo de afastamento. ‘O Livro das Comunidades’, ‘Na Casa de Julho e Agosto’ ou ‘O Jogo da Liberdade da Alma’ nunca serão best-sellers. Mas ignorar o seu nome e a sua minúcia é um acto indesculpável.

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