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Semiótica e assim.

por FJV, em 31.03.09

O Jorge arriscou e faz uma leitura crítica da primeira edição da Playboy lusitana.

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Bendito Twitter, bendita selecção natural.

por FJV, em 31.03.09

No Jansenista, sobre o morse da morsa.

E, já agora, este link sobre o twitter nos tribunais, sugerido pela Charlotte.

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Alec Leamas.

por FJV, em 29.03.09

O Espião Que Saiu do Frio tem nova edição (Dom Quixote). É a oportunidade para rever Alec Leamas, um dos personagens mais notáveis de Le Carré -- ele cruza-se, em cada antecâmara, com George Smiley, mas não se dá conta.

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Serei o grego?

por FJV, em 29.03.09

O Tomás comentou o meu post sobre o encerramento das linhas do Corgo e do Tâmega juntando-lhe a referência de Maria João Avillez sobre «as duas linhas de ferro no Douro, usadas apenas por 200 pessoas por dia». Eu seria o grego, a MJA seria a troiana (o inverso não me convém). Há um problema nisso: já vi encerrar as linhas do Sabor (de Pocinho a Miranda) e do Corgo (de Vila Real a Chaves) bem como a do trecho do Douro Superior (do Pocinho a Barca d'Alva -- e ainda me lembro da ligação a Freixeneda) e percebo o argumento. Duzentas pessoas? Talvez mais, talvez menos. Talvez muitas mais. Como eu dizia no meu post, «hoje há pouco a fazer». Acabaram. Não vão recuperar-se: «Há alcatrão, cimento, camionagem e gasóleo. Tudo caro. Os comboios portugueses inventaram um país, povoaram-no, desenharam a nossa geografia. Era um país mais bonito do que este.» Tenham bom proveito; eu sou o grego. Ao contrário dos que pensam que há solução para uma parte do país, eu não acredito. Por isso, «a culpa não é da CP». É das opções que tornaram improvável e sem futuro a ferrovia regional. 

 

Adenda: Tomei muitas vezes o comboio das 04h20 da manhã para sair de Chaves rumo ao sul. Chovia lá dentro; as janelas deixavam entrar o frio (e a geada já tinha entrado antes); o aquecimento, a carvão, só funcionava aos dias ímpares; as carruagens eram limpas na Régua de vez em quando; os atrasos nunca eram justificados. Estávamos nos anos setenta. Nos anos oitenta, o cenário repetia-se. Desde há muito tempo que essas linhas estavam condenadas. A camionagem susbtituía, com vantagem, os comboios do Tua, do Corgo e do Sabor -- e havia uma indústria do asfalto mortinha por mais investimentos nas estradas. O troço entre Régua e Vila Real (26 quilómetros) demorava uma hora; se eu fizesse a viagem Chaves-Lisboa de comboio, demoraria ainda mais do que as 12 horas do autocarro. E aqui o Tomás perguntará: «E tens saudades de quê, então?» De nada. De uma ninharia. De um país que andava de comboio; eu sou o grego.

 

Adenda 2: O Douro transformado em «pólo turístico» sem a linha de comboio parece-me impossível, de resto. O investimento de 4 mil milhões de euros no TGV Lisboa-Porto-Lisboa, que gerará prejuízos, transformar-me-á em troiano.

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Discriminação.

por FJV, em 27.03.09

 

 

Leio no CM de ontem que a Playboy portuguesa pagará entre 30 a 50 mil euros a senhoras que aceitem posar (nuas, creio) para a revista. A Playboy brasileira, por exemplo, contribuiu mais para a minha formação intelectual do que, digamos, o cinema japonês – guardo algumas edições como recordação de adolescência e outras como travessura de adulto (se o leitor sabe quem são Luiza Tomé, Luma de Oliveira ou Fernanda Paes Leme, eu escuso de explicar mais). O problema é que a Playboy brasileira paga às suas modelos quatro vezes mais do que a portuguesa está disposta a gastar. Parece-me controverso e injusto, porque as portuguesas já não têm bigode nem são parecidas com os ancestrais minhotos. Há questões de Estado menos importantes do que esta. Nada de ferir o nosso orgulho.

[No Correio da Manhã.]

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Antes, os idiotas andavam aqui e ali, e demoravam a encontrar-se. Agora, estão juntos na internet.

por FJV, em 26.03.09

Naquele país extravagante que é a Inglaterra, a nova reforma do ensino primário armada pelo governo local (como se já não tivesse outros problemas) acha que é necessário «ensinar» o Twitter às crianças. Juntamente com isso, a manejar a Wikipedia, suponho que as plataformas de blogs e, não tenho bem a certeza, mas talvez a visita ao YouTube e aos sites de sacanagem. Nada que elas não saibam; trata-se, no fundo, de ensinar-lhes coisas que já são mais do sabidas. De facto, a ideia não deixa de ser absurda, mas convém dizê-lo com clareza porque não há apenas idiotas em Portugal. Além do mais, antes que estoirem os foguetes, relembre-se que estas ideias estão a ser criticadas um pouco por todo o lado.

 

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Problemas de geografia.

por FJV, em 26.03.09

Ontem, a CP encerrou as linhas do Corgo e do Tâmega sem avisar ninguém. Contava com o silêncio de todos e fê-lo pela calada, desprezando toda a gente. Mas a culpa não é da CP; é, antes, de todos os pacóvios que transformaram o país num tapete de asfalto, bom para a camionagem, para as empresas de obras públicas e para o consumo de gasolina. Em vez de investir em comboios e serviços decentes para passageiros e mercadorias, os sucessivos governos destruiram um património secular e uma parte da nossa geografia cultural – tudo em nome das ‘grandes obras’ e do ‘grande dinheiro’. Hoje há pouco a fazer. Há alcatrão, cimento, camionagem e gasóleo. Tudo caro. Os comboios portugueses inventaram um país, povoaram-no, desenharam a nossa geografia. Era um país mais bonito do que este.

[No Correio da Manhã.]

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Carrilho.

por FJV, em 25.03.09

O texto de Manuel Maria Carrilho no DN de hoje chama a atenção para coisas essenciais, comuns a governos de esquerda e de direita. Não se trata de um ataque da cultura ao erário público, mas da necessidade de valorizar a cultura e de iniciar um debate sobre o papel do Estado na sua promoção e protecção. Estão incluídos o património (quanto a mim, elementar e fundamental -- e continuamente desprezado até à erosão, quer da rede de museus, quer do «património edificado» e visitável), a leitura pública (continuamente desprezada e ignorada, em favor da tecnomania actual, e salva apenas pela contribuição dos bibliotecários) e o apoio às artes. Tenho dúvidas sobre este último aspecto, se «o apoio» se restringir ao financiamento e atribuição de subsídios, e não avançar para o espaço vazio que o Ministério da Educação deixou por ocupar, em matéria de -- por exemplo -- educação musical e artística, ou de itinerâncias pela província. O texto de Carrilho é corajoso nestas circunstâncias. Mas creio que não vai haver debate nenhum. Querem lá eles saber do assunto.

 

Ver os comentários de João Gonçalves e de Tomás Vasques.

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Na rua.

por FJV, em 25.03.09

Ontem, algumas centenas de estudantes concentraram-se aqui e ali para protestar contra “o processo de Bolonha”, os exames nacionais e o preço das propinas. Dando de barato que “o processo de Bolonha” é um dado adquirido (os professores e as universidades passaram dois anos a trabalhar no assunto e não vão, agora, voltar atrás), as outras duas matérias são mais ou menos pacíficas – é preciso fazer exames e é necessário pagar propinas. A ideia de que o ensino público é ‘tendencialmente gratuito’ pode servir para esgrimir em debates – mas convinha dizer aos meninos que nada neste mundo se consegue sem esforço. Argumento tão reaccionário está condenado à fogueira destes tempos, mas é a verdade. Ou estudam, ou vão fazer outra coisa, e há coisas a mais à espera de serem feitas.

[No Correio da Manhã.]

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Gabinete de curiosidades.

por FJV, em 25.03.09

No Alto Volta, um dos meus blogs de eleição, o David resume a biografia de António Morais e Silva, o primeiro lexicógrafo de língua portuguesa. O Dicionário de Morais, de 1789, está vivo.

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Saudades de Copacabana.

por FJV, em 25.03.09

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Fora de interlúdio. Anotem.

por FJV, em 25.03.09

O Daily Telegraph informa que «the travel plans and personal details of every holidaymaker, business traveller and day-tripper who leaves Britain are to be tracked by the Government». De onde se passa dos limites da segurança interna para o controle de cada passo que se dá fora de casa.

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Outro interlúdio. Lembrem-se desta citação, optimistas!

por FJV, em 25.03.09

O Ilídio Martins, que lia pela net e que depois conheci em Newark, numa animada conversa na Rutgers, acaba de publicar uma interessante citação de Fernando Pessoa no seu blog. Lembrem-se dela sobretudo os optimistas e os acordeonistas do poder:

 

«(...) se o Estado nos indica o que havemos de beber, por que não decretar o que havemos de comer, de vestir, de fazer? Por que não prescrever onde havemos de morar, com quem havemos de casar ou não casar, com quem havemos de dar-nos ou não dar-nos? Todas estas coisas têm importância para a nossa saúde física e moral; e se o Estado se dispõe a ser médico, tutor e ama para uma delas, por que razão se não disporá a sê-lo para todas?»

 

E é assim.

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Clube das Repúblicas Mortas.

por FJV, em 25.03.09

O Clube das Repúblicas Mortas é o novíssimo blog de Henrique Raposo e de Rui Ramos, que promete ser de leitura diária. O Henrique já escreve; o Rui, parece-me, prepara a caneta.

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Ensino do Português.

por FJV, em 24.03.09

Comecemos por nos interessar por este tema, a ver se ainda é possível fazer qualquer coisa.

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Evocações.

por FJV, em 24.03.09

Poucos reconhecem o nome de Clyde Chestnut Barrow (nem o de Bonnie Parker, que era um ano mais nova), nascido faz hoje cem anos numa pequena cidade do Texas – mas quase toda a gente sabe trautear Bonnie & Clyde (a canção de Georgie Fame, já que a de Serge Gainsbourg é mais rara) ou viu o filme de Arthur Penn, com Warren Beatty e Faye Dunaway, um casal quase perfeito – e belo, como normalmente acontece no cinema. De alguma maneira, eles são filhos da crise económica dos anos vinte, o que fez deles heróis românticos num mundo em crise e desesperado. Era a sua desculpa. Roubavam bancos (o que restava de um sistema financeiro falido e sitiado pela corrupção) – e colectores de impostos que também eram vistos como assaltantes de cidadãos indefesos. Não sei se me entendem.

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Prolongamento.

por FJV, em 23.03.09

 

 

Vivemos de símbolos e de mitos. Isto vem a propósito do filme Che: O Argentino, de Steven Soderbergh. Ernesto Guevara de la Serna foi um rapaz do seu tempo (Diários de Motocicleta, de Walter Salles, é o seu panegírio), um herói da revolução. Os mitos são amados – pelo menos até que a revolução se decomponha. Tanto o filme de Salles como o de Soderbergh são servidos por dois actores bonitos, Gael García Bernal e Benicio del Toro. Essa beleza (como a de Cristo) prolonga o mito mas tem pouco a ver com a verdade e com a decomposição do rosto de Guevara, que gostava de fuzilamentos e tinha um gatilho irregular. Prolongar o mito vende mais t-shirts. Mas depois de contar os mortos que a revolução deixou para trás, custa a crer que o guevarismo continue a devorar Guevara.

[No Correio da Manhã.]

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Interlúdio.

por FJV, em 22.03.09

 

Imagine: Machado de Assis e Paris Hilton cruzam-se no jardim-piscina do Copacabana Palace.

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Provedor.

por FJV, em 22.03.09

Como é evidente, o Provedor não serve para nada. Nascimento Rodrigues é uma figura simpática (tem aquele perfil de Lincoln) e quer ir para casa, cansado de não sei quantos anos de irrelevância e de reuniões do Conselho de Estado. É um favor que o país lhe faz. As suas funções, ai dele e mesmo assim, ainda lhe permitiram chamar a atenção para vários casos de prepotência, injustiça e abuso de poder. Um cargo destes, se existe, deve ser dignificado; os cidadãos devem poder recorrer a ele sabendo que o Provedor é ouvido. A única solução é acabar com a sua eleição pela Assembleia da República e permitir que seja nomeado pelo Presidente. Escolher um Provedor da Justiça com base na distribuição de lugares da AR é fazê-lo depender, à partida, dos arranjos e ditames das maiorias. Um Provedor a sério não se pode sujeitar a isso.

 

 

Adenda: Uma das anedotas da temporada é a criação da figura do Provedor do Adepto de Futebol (cargo ocupado pelo psicólogo Jorge Silvério). Imagina-se facilmente o tipo de reclamações que chegam à sua secretária: «Senhor Provedor: é lamentável o comportamento deprimente do lateral esquerdo do meu clube; joga mal, falhou dois golos de baliza aberta e recusa-se a fazer assistências para o extremo, um paraguaio de cabelo frisado. Queira proceder.» Ou: «Senhor Provedor: como adepto de futebol lamento que as casas de banho do estádio do meu clube tenham chegado a este estado. Queira enviar detergentes.»

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Agradecimento.

por FJV, em 22.03.09

As meninas do vólei sabem o que é bom.

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Revista de blogs. Dona Filomena.

por FJV, em 22.03.09

«Às vezes um só exemplo basta. Que o diga uma secretária chamada Filomena que tive o prazer de conhecer e a quem optei por dar o nome verdadeiro para salvaguardar a sua identidade. Enquanto secretária, Filomena cumpre a promessa dos honorários pagos pelo patrão: uma “problem solving attitude” impecável, “analytical thought” cinco estrelas, “multitasking abilities” de um gajo ficar banzado, e “interpersonal skills” como há muito não se via. Do que carece então a talentosa normalidade de Filomena? De uma marca registada de inteligência.»

Vasco Mendonça, no Sinusite Crónica.

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Revista de blogs. Reler.

por FJV, em 22.03.09

«Muito se suspeita do verbo "reler". Na versão fraca: quem o usa denota afectação. Na versão forte: quem o usa está a mentir. Ora, num mundo menos cínico e em que a credibilidade não estivesse sempre sob escrutínio, "reler" seria apenas uma forma mais enfática do verbo "ler". É assim que venho funcionando em Ourique. Se alguém escreve que devemos reler a obra X, eu leio-a. Mas se alguém escreve que devemos ler a obra X, eu apenas a compro.»

No blog Ouriquense.

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Revista de blogs. Coisas simples, evidentes.

por FJV, em 21.03.09

«Dia 31 de Março, ali à Rua do Século, abrirá as suas portas ao público a livraria Alêtheia, um projecto de Zita Seabra que «privilegiará o público elitista»; ora, uma livraria que privilegie o público elitista é uma coisa que faz tanto sentido como uma telenovela que privilegie o grande público, uma Gisele Bündchen que privilegie os heterossexuais, ou um restaurante vegetariano que privilegie os malucos.»

Lourenço Cordeiro, no Complexidade e Contradição.

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Era uma impertinência, não era?

por FJV, em 21.03.09

A propósito da querela entre a ERC e a TVI, lembrem-se de quem, em Portugal, se pôs ao lado de Hugo Chávez quando mandou encerrar a estação de televisão RCTV. É esta a frase que serve de argumento: «Era um canal de uma imensa agressividade e impertinência para com o Presidente da República eleito.»

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Notícias do bloqueio. Venezuela. 2.

por FJV, em 21.03.09

Continua a construção do socialismo do século XXI, mas agora em ritmo acelerado: Chávez já mandou ocupar portos e aeroportos de regiões que não votaram nele. Todo o poder aos sovietes.

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O cantinho do hooligan. A pobre taça.

por FJV, em 21.03.09

O Benfica, afinal, não queria controlo anti-doping; queria mesmo era o penalty. Não bastava ter sido um desconchavo, era preciso ser uma vergonha. Como dizia um magarefe, no final: «O mais importante é a alegria no balneário.» Bem me parece. Pobre cerveja Carlsberg, que não tem culpa nenhuma.

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Dia da poesia.

por FJV, em 21.03.09

 

Nada é perfeito como a tua noite
se um outro sol já nela se levanta
quota-parte de treva que anuncia
a traço grosso o rosto claro instante.

Olhos febris a boca estremecendo
à simples sugestão da queimadura
movimento subtil age os quadris
de um frémito possante os insinua.

Barco fundeado no horizonte
movimento do vento que se espanta
se acaso a luz feroz evidencia
prata líquida de fuel flagrante.

A noite inunda-te. Pueril respiração ao peito erguendo
o que espelha no mar sua moldura
zona de sombra onde tudo me diz
que antes mesmo da nudez já estavas nua.

Bernardo Pinto de Almeida, Segunda Pátria.
Edição & etc.
[Capa de Mário Cesariny]

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Notícias do bloqueio. Venezuela.

por FJV, em 20.03.09

Daqui a nada está construído o socialismo do século XXI. Passo a passo.

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Surf.

por FJV, em 20.03.09

O Pedro Adão e Silva tem um blog novo, o Léxico Familiar. O que poucos sabem é que sai em Junho o livro com as suas crónicas de surf. Pelo que já vi, bem bonito.

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O trânsito.

por FJV, em 20.03.09

O Nuno Ramos de Almeida tem razão. As «novas gerações» acham as manifestações um incómodo, atrapalham o trânsito, impedem os jornalistas de chegar a horas às conferências de imprensa, etc., quando tudo se podia resolver com simplicidade num fórum da rádio, em declarações feitas na placidez de estúdio. O serviço público da rádio é a informação sobre o trânsito; tudo (a realidade, a dificuldade de viver, etc.) deve passar-se entre o comandante da rádio e os seus ouvintes, disciplinados, cada coisa no seu lugar, higienicamente, o povo ao volante escutando as notícias sobre as «complicações na A4» ou na não sei quê de Carriche. À força de ser moderninha, a rádio diz asneira com bastante frequência.

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