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Aviso por causa da moral.

por FJV, em 19.02.09

Florindo Abelha e Ambrosina Abelha (Dona Pombinha)

 

O episódio de Torres Vedras, na verdade, não merece grande estipêndio de energia (já usei a palavra estipêndio), porque proibir que apareça um monitor do computador Magalhães, e logo esse, com a primeira página da pesquisa «Google=mulheres» é coisa de gente demente. Portanto, rimo-nos da história, atribuímo-la ao excesso de zelo de uma Dona Pombinha de província estacionada no tribunal local. Mas há a queixa, a miserável queixa, a queixa atenta, a denúncia por causa da moral, a queixa virtuosa que vai parar ao tribunal por causa das imagens e por causa do Magalhães a desfilar entre corpos plácidos e cheios de frio, expostos à «cupidez dos foliões». Portanto, como gente decente, desviamos o olhar e rimo-nos como de costume, dizendo que não tem importância. Não tem. Hoje, é isso que não tem importância. Amanhã, a Justiça, a Justiça que tem tempo para estas minudências, manda encerrar o bom humor e põe a gargantilha depois de alguém fazer queixa por causa de sabe-se lá o quê.

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O outro hemisfério.

por FJV, em 19.02.09

Sexualmente, portanto, não sei se sou normal, mas não devo ser. A não ser porque as pessoas normais sonham com sexo anormal. Há também pessoas que não têm sonhos, delírios, contrafacções, coisas ordinárias, sujeirinhas, porcarias, desvios. Mas não sei se são normais. E por aí fora.

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Liberal à moda antiga.

por FJV, em 19.02.09

«O Estado não deve decidir o que cada cidadão deve ou não fazer. Apenas deve assegurar que a liberdade de escolha garantida a cada cidadão não prejudica o vizinho do lado.» Tomás Vasques.

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A anedota da temporada.

por FJV, em 19.02.09

 

Proibida a sátira ao computador Magalhães. Já chegámos a Caracas?

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Crime, em surdina.

por FJV, em 19.02.09

Durante o salazarismo, os autores portugueses de romances policiais escolhiam pseudónimos em inglês. Havia duas razões: em primeiro lugar, os leitores desconfiavam de policiais portugueses, a quem não atribuíam glamour; depois porque, oficialmente, não havia crime em Portugal. Ross Pynn, Dennis MacShade, Frank Gold ou Dick Haskins (ainda vivo) escreveram páginas imortais de literatura policial. As «pessoas sérias» e «boas almas» ficam desconcertadas quando se fala de crime ou se menciona que o Departamento de Drogas e Crime da ONU, encontra em Portugal a mais alta taxa de homicídios da Europa Ocidental (uma bela taxa de 2,15 por 100 mil habitantes). A realidade, como se sabe, acaba por imitar a ficção em todos os seus pormenores. Há um país desconhecido à nossa espera.

[No Correio da Manhã]

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