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Revista de Blogs.

por FJV, em 17.02.09

«[...] aquilo que dizia há dias, ao telemóvel, um pacato cavalheiro com o qual me cruzei numa rua de Évora: "Ó Filomena, eu agora não posso ir tratar-te disso porque estou em Huelva!"»

Rui Bebiano, no A Terceira Noite.

 

«Eu estou inquieto. Qualquer militante de base sabe perfeitamente que não há gajas giras nos partidos de esquerda. Confrontados com esta triste realidade, milhares de progressistas tiveram que lidar, anos a fio, com a mais clássica das hesitações políticas: escolher entre uma rapariga muito esperta ou cair nos braços das belas reaccionárias do CDS.»

Manuel Jorge Marmelo, no Teatro Anatómico.

 

«[...] todos temos as nossas liberdades, mas convém não esquecer as aspas.»

A Viúva, no Albergue dos Danados.

 

«Isto (gesto com o braço) está cheio de malucos.»

Lourenço Ataíde Cordeiro, no Complexidade e Contradição.

 

«Sandro é um fã incondicional d'o Leopardo, já Ruca só gosta de Lampedusa porque a partir dele podem fazer-se grandes rimas.»

Pedro Vieira, no O Irmão Lúcia.

 

«Hoje vim aqui para pedir que me fritassem alguns camarões que trazia no bolso.»

Gonçalo, no Cruel Vitória.

 

«Quanto aos casamentos, tudo o que desejo é que sejam felizes para sempre.»

Joana Carvalho Dias, no Hole Horror.

 

«Pela minha parte, já estive mais longe de criar uma petição intitulada «Para a instauração da poligamia como resposta à crise.»

João Villalobos, no Corta-Fitas.

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OCDE.

por FJV, em 17.02.09

Um estudo da OCDE que não se sabe se foi preparado com o apoio do governo, ou se teve correcção posterior.

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O cantinho do hooligan. A verdade vem sempre ao cima.

por FJV, em 17.02.09

Afinal, é evidente que este sócio do SLB nos sonegou mesmo um penálti.

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Lobo Antunes.

por FJV, em 17.02.09

O próximo livro de António Lobo Antunes levará o título Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar? e, se acreditássemos em tudo o que o autor diz em entrevistas (ontem, no DN), seria o penúltimo romance que vai publicar. Depois deste livro e do que se lhe segue («um último livro para arredondar a obra»), virá o silêncio: «A minha voz falada ou escrita já não se ouvirá mais.» Como declaração, é ribombante; como anúncio, é despropositado mas igualmente explosivo; como promessa, é ridícula. A um escritor não se lhe pede que fale verdade (que interessa a verdade em literatura?) mas que seja o autor dos livros que nos comovem – ou não. Lobo Antunes pode anunciar o que quiser, mas essa declaração é puramente literária. Ou seja: Lobo Antunes é personagem de Lobo Antunes.

[No Correio da Manhã]

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