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O cantinho do hooligan. Nunca se sabe.

por FJV, em 19.01.09

No futebol nunca se sabe. Estava no Funchal (abençoado sejas), sentado e a provar as primeiras ostras da temporada, catrapiscando um peixe-espada luzidio e carnudo, e deitando o olho ao FC Porto-Académica. O que vi deixou-me disponível apenas para as alegrias do jantar; vi uma equipa cheia de talentos, sim senhor, mas indisponíveis para o mostrar. Claro que um hooligan quer goleadas, cilindros de compressão, vendavais de génio – e às vezes ignora que o adversário também existe. Mas não sei, não sei, continuo a não saber. Mesmo que às vezes haja a tentação de enterrar cedo de mais quem tem potencialidades para o tetra, acontece que outras tantas sou levado a concordar com os fanáticos do Illiabum. Ou, como diria o rei dos árcades, «o espectáculo se calhar até foi bom, mas não foi visível». Ora, eu queria que fosse visível.

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Tereza.

por FJV, em 19.01.09

Éramos da mesma idade mas de gerações diferentes. Ela chegou antes a vários lugares – a muitos livros e intuições. Tereza Coelho, que agora partiu, não foi apenas uma das nossas melhores jornalistas da área da cultura; foi também uma editora que mudou o mundo à sua volta. No ano passado morreram dois editores invulgares, corajosos e cultíssimos, que transformaram o mundo da edição, Rogério de Moura (Livros Horizonte) e Figueiredo de Magalhães (o genial criador da Ulisseia). De algum modo, é uma parte do mundo da edição que desaparece e fica mais pobre. Não podia ser de outra maneira: editar não é publicar livros. É chegar antes a vários lugares; aos livros, mas sobretudo aos livros que fazem falta a alguém que não é como nós. É escolher. É imaginar. Imaginar o mundo.

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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