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Para lá do ressentimento.

por FJV, em 09.01.09

Muitas coisas se poderiam dizer sobre Bénard da Costa e o seu papel à frente da Cinemateca Portuguesa, que agora abandona. Uma delas tem a ver com a sua paixão pelo cinema (o seu olhar aproxima-se do cinema como um tigre amável, devorando-o sem crueldade), obviamente. Outra, com as suas escolhas para a programação, sempre discutíveis ou indiscutíveis – mas boas. A Cinemateca, graças a Bénard e às suas equipas, transformou-se num lugar essencial da nossa geografia cultural. Talvez ela precise de outro sangue, e Pedro Mexia é um nome capaz de renovar a casa. Eu lembro sobretudo os seus textos (sobretudo um deles, o mais notável e genial, intitulado «As Mamas de Jane Russell») e o seu sofrimento amoroso pelo cinema. E acho que ele merece a nossa homenagem. E o nosso respeito.

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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Quotas da Antárctida.

por FJV, em 09.01.09

Portugal instituiu a quota mínima de um terço de mulheres presentes nas listas de candidatos ao Parlamento. Pessoalmente, acho injusto: se se trata de representar a população, quota por quota, o número deveria oscilar pelos 52%. É essa a percentagem de mulheres na população portuguesa. Mesmo assim, o governo socialista só tem duas mulheres nos ministérios, o que o deixa na cauda da Europa. Na Argentina não foi preciso recorrer a quotas. O exército acaba de enviar uma guarnição de nove mulheres para uma base da Antárctida, a 3.500 kms ao sul de Buenos Aires. Sozinhas. É a primeira vez que isso acontece na história militar, tirando a Atlântida, de que não sabemos nada. Portanto, que desculpem os leitores: o meu coração está a 14.000 kms com a operadora de rádio Vilma Cardozo.

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