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É que nem vale a pena.

por FJV, em 31.08.08

Caro José: depois da nossa conversa de ontem, lá na SIC Notícias, tenho o gosto de lhe enviar esta capa para confirmar o que ambos dissemos. De facto. Nem o tradicionalmente alinhado A Bola conseguiu tanto.

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O cantinho do hooligan. É, assim, um mau resultado.

por FJV, em 31.08.08

Os jogadores do meu clube deviam ser açoitados por não terem ganho àquele grupo de baile mas, mesmo assim, há duas conclusões imediatas: 1) Quim merece ser o guarda-redes da selecção nacional; foi o melhor naquele campo em que os adeptos podem saltar para o relvado a fim de agredir o árbitro auxiliar; 2) o FC Porto jogou razoável, mas é mau resultado empatar com uma equipa (a da galinha) que vai ser o bombo da festa (A Bola e o Record vão ter de inventar bastante para manter a imaginação das suas capas...).

Outras conclusões secundárias: 1) O Sr. Flores não vai ter vida fácil; 2) as cãibras do Benfica são um espectáculo digno de se ver, mas ser do Benfica cansa muito; 3) continuo a gostar muito de Aimar (no jogo com o Rio Ave tocou três vezes na bola durante a primeira parte) – o banco do Zaragoza é um alfobre, já as opções do Atlético de Madrid compreendem-se perfeitamente; 4) apesar de tudo, vai ser mais fácil do que esperava.

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Cosa Nostra tropical.

por FJV, em 30.08.08

O Primeiro Comando da Capital (PCC) e as suas ONG brasileiras. Aqui: «aproximar integrantes da organização de parlamentares, com o nítido propósito de interferir na elaboração de lei e de políticas públicas visando a afrouxar as punições a membros da cúpula da organização».

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Tomem nota.

por FJV, em 29.08.08

Tal como o Pedro Correia, também eu acho que esta é uma passagem sublime, e sugiro que tomem nota: «O que a sensatez exige é que o Estado e a lei não se metam no que não é do Estado e da lei.» Palavras de Francisco Louçã.

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Liberdades...

por FJV, em 29.08.08

Voltarei ao assunto (o chip electrónico nas matrículas dos automóveis) mas recomendo o curto, directo, zangado e essencial post de Tomás Vásques: «Alguém acredita que, quem tiver acesso à informação, seja ministro, deste governo ou de outro, chefe de polícia ou secretária de qualquer coisa, não vai bisbilhotar por onde a respectiva mulher (ou o marido) anda e identificar o amante (ou a amante)?»

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Em alta.

por FJV, em 29.08.08

O Mar Salgado em alta. Nuno Mota Pinto regressa à blogosfera, preparando-se para escrever sobre as eleições americanas. Filipe Nunes Vicente com um texto antológico (depois deste) que quase me leva a dar um saltinho a Coimbra; cito só este pedacinho: «...e Ruben Amorim ( um trinco de segunda linha que o sr. Flores põe a jogar a médio-ala por causa da situação na Ossétia do Sul).»

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O cantinho do hooligan. Pois cá está.

por FJV, em 27.08.08

 Com tanta coisa esquecia-me deste momento importante.

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Turismo, o destino.

por FJV, em 27.08.08

 

A Câmara de Pedrógão Grande vai transformar dez escolas do ensino básico, desactivadas por falta de alunos, em alojamento para turismo rural (excepto uma que vai para sede da Filarmónica). É uma boa opção, muito louvável. Há mais escolas à espera pelo país fora – e, como são das antigas, a construção é boa e sólida (as escolas da democracia são caixotes apodrecidos, feios e sujos). Portugal encontra finalmente um sentido para o seu destino: transformar-se em entreposto turístico. Veja-se o ministro da economia, que recebe estrelas como Deneuve ou Phelps para conseguir uma promoçãozinha do país na imprensa internacional, na esperança de isso trazer mais turistas. Talvez eles venham e comprem mais escolas abandonadas, que finalmente terão alguma utilidade para a pátria.

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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O relevo mediático.

por FJV, em 26.08.08

Há uns dias, o responsável pelo Gabinete Coordenador de Segurança e Criminalidade dizia que a criminalidade não tinha aumentado; o que aumentou, segundo Leonel de Carvalho, foi a «cultura da violência». Hoje, o problema já não é a cultura da violência mas o relevo mediático. É muito estranho que o coordenador de um gabinete dessa natureza diga que não sabe se há mais ou menos ocorrências (até do «ponto de vista matemático»). Mesmo partindo do princípio de que não há aumento dos «níveis de criminalidade» e que sejam «coisas residuais», de Verão, é estranho que se limite a empurrar a culpa, agora para os jornais.

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Ossétia e Abkházia.

por FJV, em 26.08.08

As consciências ocidentais tremeram de indignação com o reconhecimento, pela Rússia, da independência da Abkházia e da Ossétia do Sul – e, além da indignação, vivem agora a euforia da denúncia. Denunciam o poderio e o descaramento russos. Fazem bem, mas deviam olhar-se ao espelho. A Rússia não esqueceu – nem podia – o reconhecimento da independência do Kosovo pelo Ocidente, como não podia aceitar que a sua “zona de influência” se transformasse numa espécie de tapete estendido para “o Ocidente”, que ainda se julga o centro do mundo. A Rússia sabe que os EUA não estão disponíveis para uma nova crise dos mísseis. Medvedev é claro: «Durante as eleições nos Estados Unidos, os eleitores olham de forma indiferente para os acontecimentos no estrangeiro. Se algum dos candidatos conseguir utilizar esta questão, como se costuma dizer, Deus o ajude.»

Vem aí muito trabalho sério pela frente; como reconhece José Milhazes, «se o reconhecimento da independência do Kosovo foi uma machada no sistema de relações internacionais na Europa e no mundo, a decisão do Kremlin de reconher a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia enterrou-o definitivamente».

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Medalhas.

por FJV, em 26.08.08

Marco Fortes (com quem fiquei a simpatizar) foi recambiado para Lisboa, como bode expiatório, e a honra do comandante Vicente de Moura estava salva porque ia retirar-se e o campeonato de futebol estava aí. Mas Nelson Évora ganhou a medalha e estragou tudo: o comandante já admite que pode ficar e a pátria está salva com Vanessa Fernandes a segurar a bandeira. Está mal. Já estávamos todos contentes com a pulhice que tinham feito a Marco Fortes (que não é tão bonito como Naide Gomes) e agora é isto: vamos ter de aguentar esta gente no Comité Olímpico, a brincar à batalha naval. Bons tempos em que gostávamos das nossas derrotas. Agora contentamo-nos com uma medalhinha para salvar a pátria. A propósito: viram a paraguaia lançadora de dardo? Quantas medalhas não valia?

 

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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Casai, casai.

por FJV, em 26.08.08

 O Presidente vetou a lei do divórcio e meio país saltou a bradar contra “o conservador”. Toda a gente sabe que Cavaco é “conservador”, coisa que não faz mal ao mundo. O problema, isso sim, é a facilidade com que se fazem leis que partem do princípio de que as pessoas são generosas, boas e andam carregadas de amor. Não andam, mas isso é assunto delas. O Estado não tem nada de legislar sobre afectos & amor – tem de limitar-se a salvaguardar contratos. Como o do casamento. O amor, a afectividade e o ódio não são assuntos do Estado nem do parlamento. Que duas pessoas deixem de se amar – acontece a cada hora; que uma delas decida deitar fora um contrato que exige responsabilidade civil, já deve ser ponderado. Os legisladores não têm nada que pregar sermões ou fazer terapia de casal.

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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Ah, Holandeses, preparai-vos!

por FJV, em 25.08.08

 

Cuidado, holandeses. É já no próximo mês de Outubro que sai Gods toorn over Nederland, ou A Ira de Deus sobre a Holanda, de José Rentes de Carvalho.

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Rhode Island.

por FJV, em 24.08.08

 

Tinha de ser em Rhode Island: assistência no festival de jazz de Newport, em 1958.

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The Great Firewall está indignada.

por FJV, em 22.08.08

«A China.org.cn, uma página de Internet que é administrada pelo Gabinete chinês de Informação, noticiou que os internautas chineses estavam indignados com o álbum [Songs for Tibet, produzido pela Fundação Arte pela Paz (Art of Peace Foundation) e promovido pelo ICT, possui 20 canções de artistas célebres como Sting, Moby, Damien Rice e Alanis Morissette] e estavam a "organizar-se para denunciar a Apple" e proibir os cantores e produtores de entrar no país. Segundo o artigo, alguns chineses estariam prestes a boicotar todos os produtos da Apple, um golpe que poderia prejudicar a empresa, que abriu a sua primeira loja na China há um mês e que está em negociações para introduzir o iPhone no país.» Notícia aqui. Imagina depois do espírito olímpico, a indignação que vai ser.

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O Verão.

por FJV, em 22.08.08

Os mais velhos contentam-se, abrem os olhos a custo diante da luz do Verão. Uma medalha de ouro não é nada, mas alegram-se, festejam, seguem pela vida fora. As novas gerações tiveram tudo prometido, um lugar no cume, fortuna, caminhos abertos antes de chegarem, e não se habituam aos desaires. São vencedores, sobretudo quando exigem uma disciplina total, uma perfeição que só existe antes de a vida chegar.

 

Manuel Jorge Marmelo sobre Nelson Évora.

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Abrir os braços.

por FJV, em 22.08.08

Jacques Rogge, presidente do Comité Olímpico Internacional, acha que Usain Bolt «deve mostrar respeito pelo esforço dos seus rivais, de acordo com os ideias do espírito olímpico». Haveria muito a dizer sobre o «espírito olímpico» e os jeitos que Rogge fez à China metendo o «espírito olímpico» por baixo do tapete. O jamaicano exorbitou, fez caretas para os segundo e terceiro, que foram desclassificados? Baixou a cabeça, amuado, e escondeu-se do público? Não. O que a notícia transcreve é o gesto de Usain Bolt: «Abriu os braços em direcção ao público, gesto considerado como sendo de gozo para com os adversários». Ora, esse é um gesto de grande respeito pelo público e pela modalidade. O que ele devia fazer era dirigir um manguito a Rogge e não admitir que ele citasse as proezas de Jesse Owens em Berlim precisamente na China. Mas enfim. Ele é só um jamaicano que não sabe preencher os boletins, não é?

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Lino.

por FJV, em 22.08.08

Ele tem um ar despachado, o que o leva a coleccionar uma notável série de frases que era melhor não ter dito. Algumas, por conveniência; outras, por evidente desacerto; outras, por decência. Neste caso, é indecente.

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Tomai lá, portugueses.

por FJV, em 21.08.08

 

Nelson Évora a correr para o salto de ouro.

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Estatísticas.

por FJV, em 21.08.08

Em Portugal as estatísticas não são números e sim pretextos. Talvez por isso não tenhamos estatísticas fiáveis; as da criminalidade, então, não existem – porque Portugal é terra de paz e melros nas oliveiras. O responsável de um observatório resolveu o assunto dizendo que a criminalidade não aumentou; o que aumentou, sim, foi a ‘cultura da violência’. Ora, alguns dos ‘bairros sociais’ são zonas abandonadas à criminalidade que está acima da lei e já controla as ruas. Os desprotegidos não podem recorrer à violência e não têm para onde ir; enquanto os sociólogos discutem se existe ou não criminalidade, famílias condenadas ao subúrbio vêem os filhos serem assaltados. Ou assaltarem. Eles sabem que não há ‘pequena criminalidade’ e que cada ‘pequeno crime’ é uma afronta à sua honra.

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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Se calhar. Quem sabe?

por FJV, em 21.08.08

O alemão Tobias Unger acha que o jamaicano Usain Bolt está carregadinho de doping: «Na sua ilha fazem o que querem e não lhes acontece nada...»

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De volta.

por FJV, em 21.08.08

Filipe Nunes Vicente deu por encerrado o período de reflexão. Já escreve, de novo.

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Olímpicos.

por FJV, em 20.08.08

Não acredito que «a questão das medalhas» se resolva com investimento e mais dinheiro do Estado, que participou com 15 milhões de euros na aventura olímpica deste ano. A questão é, no nosso caso, sobretudo escolar (basta fazer contas, no secundário, a quantos estudantes participam em actividades desportivas concretas e regulares). Não é um problema de dinheiro, de sapatilhas e de fatos de ginástica. É, antes, da fábrica que falece ao desporto: ambição, discrição, mas também público e promoção. E do desaparecimento da grande escola de fundo e meio-fundo, que muito deve entristecer o Prof. Moniz Pereira.

Fora isso, Portugal raramente se apaixona por modalidades (no sentido em que os argentinos acompanham o rugby e o hóquei em campo, paixões nacionais) – além do futebol, que está cada vez mais longe de ser um desporto, e do Maradona, que é uma referência. O último exemplo foi o rugby, quando descobrimos que uma série de rapazes (logo desvalorizados porque eram do Restelo e de Cascais) estava a competir entre os melhores e sem medo de perder. Emoções dessas fazem parte do ambiente de formação de atletas, como acontecia antes com o hóquei e mais tarde com o atletismo. Basta ver este exemplo do provincianismo lusitano num país que não enche os estádios.

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Uma amostra.

por FJV, em 20.08.08

Recomendo esta pequena amostra de interesse olímpico português recolhida pelo Pedro Sales.

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Com sabor a pequena vingança.

por FJV, em 20.08.08

Já me esquecia do triunfo da Argentina.

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Escrever em quartos de hotel.

por FJV, em 20.08.08

O Rui Bebiano publicou um post sobre quartos de hotel – ou melhor, sobre o que está em desuso nos quartos de hotel. O Rui fala de «papel e envelopes timbrados para escrevermos cartas, e até, como me aconteceu há dias numa cidade do norte, folhas de papel mata-borrão». Acontece que escrevo cada vez menos ao computador e cada vez mais em cadernos e blocos (ou em folhas soltas); e, ao contrário do que o Rui sugere («à excepção de certos dirigentes do CDS, ninguém se sirva já em viagem de canetas de tinta permanente») eu escrevo com canetas de tinta permanente, as três cada vez mais inseparáveis clássicas (Waterman, Pelikan e Parker, nada de Montblanc).

 

 

 

É raro encontrar pessoas que escrevam com tinta permanente (mesmo não sendo «certos dirigentes do CDS...») e que não tenham sucumbido (ou, vá lá, não se tenham adaptado) à regra de escrever tudo no computador. Eu escrevia, sim – mas voltei atrás. Há um prazer raríssimo na caligrafia, no desenho da letra, na própria escolha da cor da tinta permanente (preto, azul ultramarino, azul escuro, sépia), na preparação do acto propriamente dito: o estojo com as canetas, os blocos ou cadernos, o cinzeiro e as recargas ou tinteiro. Curiosamente, foi num desses quartos de hotel que reaprendi a escrever à mão, com maiúsculas e minúsculas, sublinhando, desenhando setas, reenvios.

Um dia dirão que é anti-planeta gastar papel nestas coisas.

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Insistência.

por FJV, em 20.08.08

Ricardo Quaresma não é apenas um jogador do FC Porto – ele é um artista no meio do futebol de régua e esquadro que os burocratas querem promover a todo o custo. Inconstante, extravagante, mau-feitio – e muito perto do talento puro, o do bandoleiro que de repente começa a dançar no meio do relvado e consegue passes estranhos, trivelas fantásticas. Esse mau-feitio prejudica-o, tal como a ambição fora de tempo. Nada disso o impede de figurar no quadro de honra. Jogadores como ele sentem-se bem no palco da tragédia, que é o do jogo de vida e morte. É um prazer vê-lo jogar; basta dar-lhe um mínimo de confiança. No flamenco, ele é um bailador que também canta, ora a solo, ora em coro mesmo quando desobedece. Vê-lo escondido, no balneário, de castigo – é um desaforo que não mereço.

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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A voadora.

por FJV, em 19.08.08

Não sou capaz de ter uma palavra de crítica para Naide Gomes. Eu gostava que aquele salto se tivesse transformado em voo. Uma pena.

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7.

por FJV, em 19.08.08

Não. Eu sou um dos que defende Ricardo Quaresma independentemente das razões do treinador. Quaresma é um artista que deve ser defendido e essas tretas do «grupo de trabalho» não me convencem. Aliás, viu-se. E repetiria tudo o que escrevi aqui: uma arte sobre o fio da navalha.

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Controle automático.

por FJV, em 18.08.08

O Eduardo Pitta comenta uma peça do Público sobre a capacidade de o fisco detectar ilícitos fiscais através dos sinais exteriores de riqueza. A mim, o que pareceu obtusa foi a pergunta colocada pelo jornal aos dirigentes da administração fiscal; vejam o mimo: «Porque não há, nesse caso, um controlo automático de detecção de sinais exteriores de riqueza?» 

Não sei se se percebe o incentivo, mas, se ele existe, é perigoso demais para ser verdade. Controlo automático?

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