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O cantinho do hooligan. Considerações sem amargura, 2.

por FJV, em 11.04.08

Dado que o resultado chegou a 0-3, aguardo a todo o momento a entrada da equipa da Polícia Judiciária e de uma procuradora-adjunta, a fim de averiguar que tipo de corrupção levou à marcação de três golos e qual o papel do árbitro neste resultado. Digo isto com todo o respeito, evidentemente, e sem ironia.

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O cantinho do hooligan. Considerações sem amargura.

por FJV, em 11.04.08
O Altíssimo, que me conhece, sabe que eu seria incapaz de mordacidade ou sarcasmo em se tratando de futebol. Neste momento (34 minutos da primeira parte do Benfica-Académica*), aliás, persigno-me e procedo a uma ligeira genuflexão, com muito respeito. Mas, diante do resultado actual, quero saber se já foi chamada a brigada da Polícia Judiciária para investigar mais este caso de falsificação de resultados, ou se foi o árbitro da partida que meteu as duas bolas lá dentro.

* - O resultado está neste momento em 0-2.

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Cabeça e html.

por FJV, em 11.04.08


Para quem não sabe onde anda a cabeça, aqui está uma sugestão: tenha sempre o código html à vista.
[Uma sugestão do José Nunes]

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Betão.

por FJV, em 11.04.08


1. Parece irremediável: chegados a esta altura, com necessidade de investimentos e de emprego, regressa a «política do betão». O Expresso de amanhã (edição impressa) explora este assunto e o dado mais relevante parece-me este: «Portugal já é dos países europeus com mais quilómetros de auto-estradas por habitante e por quilómetro quadrado. A região de Lisboa, por exemplo, é mesmo aquela que em todo o velho continente tem maior concentração destas vias rodoviárias.»
Portanto, é preciso fazer alguma coisa. E, se essa coisa não será acabar com as auto-estradas, então só vejo uma hipótese: aeroporto em Alcochete, mais obras da Brisa, mais viadutos e pontes, ou seja, ainda mais betão para baixar as taxas de desemprego e a crise das grandes construtoras. Eu gosto é dos velhos do Restelo.

2. Ora, as grandes obras públicas, que hão-de deixar a pátria coberta de estaleiros e de empregos por cinco anos, no máximo, também se devem a essa interessante familiaridade entre as empresas de construção e a política. Trabalhemos para o Estado, no sector público ou no sector privado.

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Eterna juventude.

por FJV, em 11.04.08

O presidente da República acha que há uma “obsessão” das empresas “sobre o contínuo rejuvenescimento dos seus trabalhadores”. A declaração merece ser retida – e aplaudida. Na verdade, não se trata apenas das empresas, em sentido geral. A ideia de “juventude” transfigura toda a gente mas ainda ninguém teve a coragem de dizer o óbvio, e o óbvio é isto: à juventude falta idade, bom-senso e muito conhecimento e experiência. A “ideologia da juventude”, ensinada desde cedo e difundida como se fosse uma obrigação inevitável, tem conduzido a erros de perspectiva pouco saudáveis. A sociedade portuguesa corre o risco de se transformar num jardim de infância onde nunca se passa da adolescência, enquanto se escondem os velhos e se desvaloriza a sua palavra. Daqui a alguns anos voltaremos à Idade Média, onde a esperança média de vida andava pelos 40 anos; a partir dessa altura devemos desaparecer por decreto para dar lugar a bandos de adolescentes decorados de piercings.

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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A moralidade olímpica.

por FJV, em 11.04.08
A ideia de que a China melhorará caso não seja provocada é defensável e, politicamente, parece ser a única que pode ser encarada com certo realismo. Mas a pressão internacional é muito mais útil. De qualquer modo causa certa impressão a defesa da moral, enunciado pelo COI: «O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, defendeu a escolha da China para receber os Jogos Olímpicos de 2008, mas não deixou de dar a entender que espera que os líderes respeitem promessas feitas, aquando da candidatura, quanto aos direitos humanos. "Certamente pedimos à China que respeite os seus compromissos morais.»

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Infantil.

por FJV, em 11.04.08
O presidente do Comité Olímpico Português acha que o boicote às cerimónias festivas dos jogos de Pequim «só prejudica os atletas». Claro que não se pede a Vicente de Moura apoio ao boicote e aos protestos pela repressão no Tibete. Mas, assim triste, parece-se com um bebé a quem querem tirar o barquinho de plástico da banheira.
[Da coluna do Correio da Manhã.]

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