Sábado, 08.03.08

Têm saudades do bigode? Pois aí está
um blog essencial.
Começam no Brasil as comemorações dos
cem anos da morte de
Machado de Assis. Nem que seja para reler
Memórias Póstumas de Brás Cubas.
De facto,
Pedro Norton tem razão. Aqui está um
site que nos alivia de certo desconforto português. Um presidente da câmara francês ameaçou os seus concidadãos de severas penas caso morram nas imediações: o cemitério local está cheio. O Supremo Tribunal italiano considera crime punível por lei que os homens cocem os seus
attributi em público.
É ver, é ver.
Sobre alguns comentários acerca da posição do Ministério da Educação, convém dizer que a questão não é a de desvalorizar e punir a ministra por estar a ser contestada na rua; digamos que até é um ponto a seu favor. Não ceder à rua é meritório hoje em dia. O problema é outro, completamente diferente: a proposta do ME está errada, cheia de maus critérios. Para os que nunca ou raramente visitam as escolas, ou as conhecem, ou falam com professores, seria melhor ver o que ME fez da vida das escolas e dos bons professores, antes de disparar para os alvos mais à mão para parecerem valentões. Anda tudo de peito cheio a pedir «ponha-os na ordem, senhora ministra».
Lamento muito. Concordo que deve existir uma avaliação de professores (ao contrário de Vasco Pulido Valente), mas não deixo de notar o tom de ressentimento, que é sempre mau conselheiro, naqueles que não vêem nesta questão mais do que um confronto do governo com o Partido Comunista ou com a Fenprof. A arma é tratar todos como se pertencessem ao mesmo saco («pseudoprofessores», «soldados do Partido Comunista», «preguiçosos», etc.) e, pior, tratar uma manifestação de professores como um ataque ao coração da democracia. É de um exagero absolutamente notável e deselegante.
Agradecia aos espíritos disciplinadores que lessem o artigo de Vasco Pulido Valente no Público de hoje.
Se
estas declarações forem verdadeiras, trata-se de pura esquizofrenia. O ministro Santos Silva primeiro alertava contra o golpe de Estado que vinha aí caso Cavaco fosse eleito; agora, fala de intimidação. É esquecer a sua própria biografia.
Adenda: O mesmíssimo se deve dizer, evidentemente, dos
«democratas» que antes lhe chamaram «fascista», um conjunto de patetas que defenderam o muro de Berlim, que em 1975 queriam uma «comuna de Chaves» e que chamavam o Copcon para pôr os estudantes na ordem. Eu conheço-os bem.