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O cantinho do hooligan. Considerações.

por FJV, em 06.03.08
Mesmo considerando que «o futebol é uma alienação das classes dominantes para distrair as massas populares do essencial: as manifestações dos professores» devo dizer que o Sporting jogou bem a segunda parte e que o Bolton Wanderers se assemelhou a uma manada de bisontes. E mantendo a hipótese de que Getafe quer dizer, no dialecto da Bronx do Sul, «get the f**k», devo dizer que Camacho teve razão na conferência de imprensa ao dizer que a expulsão do paraguaio não foi a expulsão de quatro jogadores mas apenas de um. Se me entendem.

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Joel Serrão. 1919-2008.

por FJV, em 06.03.08


Conheci-o na universidade e assisti a meia dúzia de aulas suas. Joel Serrão levou a História por outros caminhos, pelos mapas da literatura, da filosofia -- e fez-nos interessar, a muitos, pela história contemporânea portuguesa. Relembro de Joel Serrão uma grande generosidade, a par do grande instrumento que era o Dicionário de História de Portugal, verdadeiramente monumental para a época. Na verdade, foi ele que me levou a ler Fernando Pessoa e Cesário Verde.

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A onda de crimes.

por FJV, em 06.03.08

Basta atravessarmos uma “onda de crimes” para logo aparecerem estudos que garantem que a criminalidade não aumentou. Tiro e queda, salvo seja. Anteontem, como se esperava, lá foram apresentados os números de mais um “observatório” que tem “acompanhado a situação”. A fase seguinte seria, logicamente, encabeçada por uma douta reflexão sobre a necessidade de não reagir “a quente”. Foi por isso que o ministro da Justiça anunciou que confia na Policia Judiciária e que se prepara mais legislação. Esse é um golpe baixo, caro Alberto Costa. Mais legislação? Os bandidos estão encurralados. Com essa novidade, eles tremem, do Minho ao Algarve. Mas há uma terceira reacção; ainda não apareceu à luz do dia, mas calculo que se prepara: um sociólogo, ou equiparado, virá dizer que a culpa deve ser atribuída à imprensa, que dá espaço a mais aos crimes que têm vindo a ocorrer. Nessa perspectiva, a imprensa não deve pingar sangue; devia, para proteger as instituições, pingar mentira.

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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