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Robbe-Grillet, sem ressentimento.

por FJV, em 19.02.08
Antes que comecem os elogios, naturais depois da morte, vamos ao essencial: quase tudo o que Alain Robbe-Grillet escreveu era muito aborrecido. Vamos aos factos: era chato. O mais chato de tudo, aliás, era um princípio geral chamado ‘nouveau roman’, que encostou a literatura francesa (em especial o romance) ao beco sem saída onde adormeceu durante os últimos trinta anos. Robbe-Grillet era um homem simpático e engenheiro agrónomo, mas a literatura que produziu e, pior, a literatura que ‘autorizou’, eram exemplos de como se podem afastar milhões de pessoas da leitura e da escrita. Há quem pense, com toda a legitimidade, que o ‘nouveau roman’, essa enormidade sem personagens, sem vozes, sem paixão, é que é a ‘grande literatura’. Felizmente, aos poucos, a literatura francesa vai abandonando aquele torpor em que os mandarins dos anos sessenta a deixaram. A morte de Robbe-Grillet, ontem, deixa um travo de melancolia e de cinza. É um mundo que desaparece. É o destino.
[Na coluna do Correio da Manhã.]

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Sócrates na Tv.

por FJV, em 19.02.08
A entrevista de José Sócrates não teve, ao que vejo, grandes momentos. Mas ter a imprensa toda a cair na esparrela do «tabu» é que já me parece muito mais pobrezinho. Como é possível que, hoje de manhã, todas as rádios (fora os jornais) mencionassem o «tabu» como se fosse um assunto credível? Tabu? Tenham juízo.

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Sierra Maestra.

por FJV, em 19.02.08

Fidel renuncia. Perestroika nas Caraíbas.

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