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Duas ou mais imagens por dia. Livros, 4.

por FJV, em 08.02.08




Imagens de Hay on Wye, País de Gales. A cidade dos livros.



Cork, Irlanda.

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Fundo bibliográfico.

por FJV, em 08.02.08
Materiais de bibliofilia no Jansenista.

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A shaaria no Reino Unido.

por FJV, em 08.02.08
O arcebispo de Cantuária acha que a Shaaria deve ser aplicada entre os muçulmanos britânicos. O João Miranda lembra, citando esta peça, que existem tribunais judeus. Acontece que a eficácia destes tribunais se centra sobretudo sobre matéria religiosa (questões de liturgia, halachah, divórcio e casamento religioso) ou regulação comunitária, com precedência da lei geral, civil, sobre matérias do foro civil. A questão levantada pelo arcebispo de Cantuária é mais grave: a Shaaria decide a aplicação de penas (o Beth Din de cada sinagoga ou comunidade limita-se a procurar um acordo entre as partes e supõe que ambas as partes aceitem a decisão e o processo) independentemente da aceitação, ou não, da lei islâmica. Por exemplo, a apostasia é um crime à luz da Shaaria, e é punido com a morte; mesmo que o apóstata já não se considere muçulmano, essa não é a opinião do tribunal islâmico. Levar a ideia do arcebispo até às suas consequências normais seria aprovar apedrejamentos, pena de morte, etc. etc.  Mas sim, é um absurdo. A lei geral deve ser lei geral -- aplicada a todos os cidadãos independentemente da sua fé, sendo que a fé deve ser colocada a salvo.

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Jantar corta-fiteiro. Crónica geral.

por FJV, em 08.02.08



Jantar magnífico, o do Corta-Fitas, ontem à noite. Recebem muito bem, os vizinhos, e a ementa estava apropriada. Os temas da conversa oscilaram muito, entre política e até alguma (pouca, felizmente) literatura, passando por assuntos vinícolas, quase nada de futebol, bastante blogologia, alguma gastronomia (evidentemente). Na minha qualidade de convidado, aprendi muito com eles, que estavam bem-dispostos e faladores, desde o Pedro Correia (que, além de ter feito o discurso comemorativo dos dois anos do blog, apontou a direcção da ementa, com um arroz de peixe e perna de galo; ficar ao seu lado significou ficar perto das melhores entradas & acepipes e ficar a par da vida política) ao João Távora (um monárquico muito divertido e cheio de sentido de humor, que dividiu comigo as melhores partes da salada de laranja), passando pelo Duarte Calvão (que escolheu os vinhos enquanto recordava os seus tempos de Brasil, muito vigiado por todos; depois conto os pormenores biográficos), pela Cristina Ferreira de Almeida (apesar de ter ficado à minha frente, foi quem esteve mais próximo do leite-creme), Teresa Ribeiro (mais sentido de humor, com tiradas no momento certo), João Villalobos (que chegou tarde, ocupado com a vida social, e me pareceu que começou pela sobremesa, ligeiramente cansado da vida social), Fernando Sobral (que chegou com o João Villalobos, ocupado com a vida social, mas saiu mais cedo, disciplinado), o Francisco Almeida Leite (que chegou tarde, ocupado com o jornal mas jantou bem e via saída para as coisas da política), o Rodrigo Cabrita (que, além de fotógrafo oficial, ficou com o melhor lugar da mesa, mesmo diante dos papos d’anjo) e o Luís Naves que é menos loquaz e (fiquei a saber) escolhe sempre ementa diferente. A Inês Almeida, muito grávida, esteve de viva voz pelo telefone. A Marta Rebelo também chegou tarde mas participou activamente, apesar de se se saber que, a partir de agora, o grupo parlamentar socialista vai passar a desconfiar da sua «correcção política». Fiquei a saber que se pode ser monárquico da facção trotsquista e da IV Internacional (eu só conhecia republicanos miguelistas com simpatia pela Internacional Situacionista), que a maioria dos elementos do blog é benfiquista apesar de ser voz corrente a sua inclinação sportinguista, que todos os semestres o Corta-Fitas tem objectivos definidos e tem conseguido cumprir a quase totalidade, que um dos próximos objectivos é altamente ambicioso mas muito louvável – e que o blog tem (como todos nós) o seu Bei de Tunes, evidentemente. Como gente civilizada, todos respeitaram a lei sem vacilar e só se acenderam charutos, cigarrilhas e cachimbos na rua, mas distinguindo-se dos outros cidadãos pela elegância, porte e elevação, saindo do restaurante a horas convenientes. Ou seja, tarde e bem-dispostos. Quando me cansar, passo a escrever lá.

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