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Um Goya para Carlos do Carmo e Fernando Pinto do Amaral.

por MAV, em 03.02.08
Deu há pouco em directo na TVE. O "Fado da Saudade", de Fernando Pinto do Amaral, que Carlos do Carmo interpreta a abrir a película "Fados", de Carlos Saura, ganhou o "Goya" para a melhor canção original. Como disse o Fernando, é uma grande vitória da poesia (portuguesa)... e do fado.

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Casa Fernando Pessoa.

por MAV, em 03.02.08

Pode parecer compadrio, mas duvido que, com os mesmos meios, alguém faça melhor do que Francisco José Viegas.

À atenção de António Costa e Rosalia Vargas: os pretendentes vão ser certamente muitos, mas é em situações como esta que se vê a estatura e a independência de um político. Cuidado com os boys...

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Já cheira a esturro...

por MAV, em 03.02.08
...a obsessão do "Público" com o passado de Sócrates. José Manuel Fernandes faria melhor em preocupar-se com a qualidade do seu jornal, que tem vindo a decrescer de uma maneira mais do que notória.

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Lembrar Fernando Assis Pacheco.

por MAV, em 03.02.08

Lembrado (e bem) aqui.  A famosa fotografia do manguito, convém dizê-lo, é de João Rodrigues, seu grande amigo e agora editor da Sextante.

Eu e o João Rodrigues (então na ASA) fomos os editores do seu único romance, esse excepcional "Trabalhos e Paixões de Benito Prada". Quando anunciámos ao Fernando que iríamos tentar que o livro fosse traduzido algures, ele respondeu, peremptório, que esse algures tinha de ser a Galiza. E assim foi - na editora "Ir Indo". Nasce aí a sua (e depois nossa) amizade com Paco Feixó, um grande cozinheiro galego que tinha na época, em Vilagarcia de Arousa, o hotel (e restaurante) "Balneário". Alguém sabe onde ele pára agora?

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Por que razão «Finnegans Wake» é como é?

por FJV, em 03.02.08
Rogério Casanova explica isso e muito mais numa entrevista com James Joyce, daquelas logo a seguir ao jogo.

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Do «Blog».

por FJV, em 03.02.08
O português de antigamente era poupado, juntava moedas, sabia de economia doméstica, passajava as meias e sabia o que eram meias-solas. O mundo mudou radicalmente mas sobreviveram os certificados de aforro, uma instituição conservadora feita à medida de portugueses conservadores e timoratos, que desconfiavam da Bolsa e dos fundos especiais negociados pelos bancos. O mundo flutuava; os certificados eram sólidos. Não é preciso perceber de economia e Finanças para detectar a marosca, que vinha na primeira página do CM de ontem: “Governo tira 144 milhões a aforradores”. Foi-lhes ao bolso, como costuma? Não. Foi aos certificados, uma coisa fácil de subscrever e um incentivo à poupança efectiva – para o dia de amanhã, para os anos de intempérie. Baixou 0,8% os juros e ficou com 144 milhões para combater o défice e financiar os seus gastos. A Banca e o Governo agradecem em conjunto, desafiando o espírito comezinho dos portugueses que conheciam a palavra “poupança”.
[Da coluna do Correio da Manhã.]

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Informação & conspiração, 2.

por FJV, em 03.02.08
Imaginemos o mais extremo dos cenários: a demissão de José Sócrates. E novas eleições. Ganharia as eleições de novo? É provável (o factor Menezes conta...). O que quereria isso dizer? Que os eleitores não são sensíveis a essas notícias. Dir-se-ia, então, que foi tempo perdido. Ou seja, que é tempo perdido avaliar ou conhecer o trajecto dos nossos políticos. Que o homem comum é sempre desculpado, porque o eleitorado gosta de pessoas comuns, aprecia manigâncias, tem um secreto gosto por desenrascados, gente que trata da sua vida. Eu tenho admiração por alguns deles, pantomineiros, gente que subiu a pulso, que enriqueceu ou rompeu com o passado de humildade. Mas não aceito que eles me forneçam, com abundância ou com parcimónia, lições de moral ou exemplos para a minha vida.
Ora, pode acontecer que os eleitores até nem sejam sensíveis a estas notícias sobre José Sócrates. Quer isso dizer que devemos desculpar ou deixar passar os factos como irrelevantes? E, se deixarmos passar os factos como irrelevantes, por que razão nos aborrecemos com a cigarrilha de António Nunes no Casino Estoril, com os presentes oferecidos a um autarca, com o sobrinho nomeado por um ministro ou um gestor público, com uma multa de trânsito desculpada? Não são essas as características do homem comum?

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Informação & conspiração, 1.

por FJV, em 03.02.08
Não partilho a ideia da superioridade moral do jornalismo, e considero que José António Cerejo é um bom jornalista que criou justificados anti-corpos no PS. Entrevistei J. A. Cerejo no longínquo «Falatório» (RTP-2, 1997; às sextas à noite era dedicado aos média), no dia a seguir à demissão de António Vitorino provocada pelo seu artigo no Público. Era uma emissão com os média da semana, que antecedeu o «Primeira Página», que era diário. Lembro-me do corredor que dava para o estúdio; eu tinha escrito no meu bloco as primeiras perguntas a José António Cerejo, o jornalista que tinha levado o vice-primeiro-ministro e ministro da defesa à demissão. Foi já no estúdio que decidi alterar o guião; em vez de começar pelas perguntas da ordem (como se sente por ter provocado esta demissão?, quando começou a sua investigação em Almodovar?, etc.), disse «boa noite, J.A. Cerejo, tem os seus impostos em dia?» Lembro-me da resposta de Cerejo, resumida: «Mas eu não sou um político.» Era um facto. Mas era bom saber-se se um jornalista que investiga um suposto deslize fiscal de um político deve estar, ou não, sujeito ao mesmo escrutínio. Pessoalmente, penso que os jornalistas devem fazer as suas declarações de interesses e devemos conhecê-las para não desconfiarmos (enquanto cidadãos) do que escrevem. Talvez se acabasse com a ideia dos inconfessáveis interesses dos jornalistas, ou de um jornalista de cada vez. É exactamente a falta dessa declaração de interesses que tem mantido a ideia de que o jornalismo deve ser bacteriologicamente puro.
Acontece que a atitude de António Vitorino foi a de demitir-se, mesmo garantindo que estava inocente e que não tinha cometido qualquer ilícito fiscal. Claro, houve zunzuns sobre o apetite de Vitorino sobre o governo: que não lhe apetecia estar lá e que aproveitou a oportunidade. Não acredito, apesar de tudo.
A ideia de que o Público imprimiu estes artigos sobre José Sócrates movido pelo interesse da Sonae em derrubar o primeiro-ministro parece-me zunzum igual. Devemos desconfiar, sim; devemos sempre desconfiar. Mas convinha esclarecer o assunto, ou não? Devia o Público abster-se de publicar as notícias apenas porque o patrão é um grupo económico distribuído por telecomunicações, madeiras & hipermercados?
Vamos e venhamos: 1) primeira parte: do ponto de vista do rigor da informação, a primeira peça de Cerejo sobre as assinaturas de favor é inatacável; são factos; 2) segunda parte: tem interesse público o conhecimento desses factos? Essa é outra matéria. Não é crime, já se sabe, fazer aquilo que Sócrates fez, se o fez; mas não é nada ético. Sinceramente, e sem querer fazer piada, é um beco sem saída: se o fez, é mau; se elaborou os estudos e os projectos daquelas casas, é ainda pior. No primeiro caso, é mau politicamente. No segundo caso, é mau em geral. Interessa, à opinião pública, conhecer estes aspectos da vida anterior de José Sócrates? Não estamos a falar da sua vida pessoal;  não estamos a entrar na esfera da privacidade; são factos públicos. Provando-se que são factos, têm eles interesse político? Servem para avaliar o comportamento político de José Sócrates ou, até, do primeiro-ministro? Estas são as questões essenciais. As outras relevam do puro comentário e, aí sim, da teoria da conspiração e do combate político.
Fazer juízos de ordem moral é fácil, mas não é apenas isso que está em causa (ah, porque sim, porque estamos todos a fazer juízos de ordem moral, agora ou noutras circunstâncias), independentemente dos supostos «inconfessáveis interesses» do Público. Uma coisa é desconfiar das afirmações dos políticos; outra é desconfiar de todas as perguntas aos políticos.
Há uns anos, num dos seus textos, Agustina Bessa-Luís falava do novo exemplar de homem político; que seria o homem comum. Infelizmente, referia-se a Santana Lopes. Viu-se.

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O cantinho do hooligan. El Tecla.

por FJV, em 03.02.08



Uma antologia breve, no River Plate.

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