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Best-sellers.

por FJV, em 26.01.08
Portugal é o país dos números incertos. Nunca se encontra uma feliz coincidência entre os números do Instituto Nacional de Estatística e os do Banco de Portugal, os dos estudos realizados por agências e os do governo. O estudo de que acabam de ser divulgados os pontos essenciais pelo Ministério da Cultura e pelo Observatório das Actividades Culturais sobre a venda de livros em Portugal, também suscita observações dessas. Por exemplo, quando José Soares Neves, do Observatório das Actividades Culturais, diz que «best-sellers a vender 400 mil ou 500 mil exemplares era algo impensável há uns anos atrás», toda a gente gostaria de saber onde estão esses 400 mil ou 500 mil exemplares...

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Quem paga?

por FJV, em 26.01.08
Uma das coisas que devia despertar a curiosidade dos defensores do Estado a todo o custo é esta: quem paga as custas dos processos instaurados pelo excesso de zelo da ASAE?

«A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) está a multar as agências de viagens por fazerem reservas em hotéis sem licenciamento de utilização turística, mas tem perdido a esmagadora maioria dos processos em tribunal.» [...] «Nos casos em que há recurso para tribunal, a ASAE tem perdido a causa.»

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Todos gostam.

por FJV, em 26.01.08
No primeiro diálogo travado com a jornalista da SIC, durante o Jornal da Noite, o ministro tratou de pôr a coisa em pratos limpos: a política editorial da SIC é que estava errada ou, pelo menos, não tratava o que era essencial. Eles têm todos esta tentação, do ministro até Luís Filipe Menezes.

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Um triunfo para a autobiografia.

por FJV, em 26.01.08
Ao almoço, e pela segunda vez em dois dias, a minha filha (enquanto me roubava uma fatia de bolo): «Afinal és bastante divertido.» Uma pessoa cora com esta idade.

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Revista de blogs. Adiamentos.

por FJV, em 26.01.08
«Sim, confirmo, sou uma gorda deliciosa, e gira, para além de discreta, modesta, submissa e sensata, qualidades que o homem português muito aprecia. No entanto, lamento, nesta fase do ano não ando à procura de namorados, até porque só começo a fazer a depilação em Maio.»
{Isabela, no O Mundo Perfeito}

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Uma coisa nobre.

por FJV, em 26.01.08
  

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Adega Faustino. O conceito de «ashram». (2) “Faustino & Filhos” em neerlandês.

por FJV, em 26.01.08



A Adega do Faustino é, na verdade, um emblema da cidade. O município deve atribuir-lhe uma distinção que a eternize no património cultural da cidade. Mas, para recuar no tempo, nada melhor do que saborear uma crónica de José Rentes de Carvalho publicada originalmente em neerlandês no diário De Volkskrant, de Amesterdão, em 27 de Novembro de 1991, e que a generosidade do autor permite que a publique aqui em Português:


«… Se entro num café, também nunca falha que um dos bêbedos presentes me tome por alvo do seu interesse. Ora se é grande a minha piedade para com os doentes do espírito, e vasta a paciência que tenho com bêbedos, há entre estes últimos um tipo que facilmente me irrita: aquele que insiste em me contar a sua vida e os seus problemas. E que quando recuso ouvi-lo se torna inconveniente. Para depois, agressivo, desatar aos berros, às patadas no chão, e finalmente ameaçador, arregaçar as mangas pronto para o soco.
Devo dizer que só por inadvertência deixarei as coisas chegar a esse ponto. Em regra, quando ele vai a meio da sua biografia, arranjo modo de discretamente me safar. Acontece, porém, que alguns passam com tal rapidez de uma fase para a outra que, quando me dou conta, já eles seguram a garrafa pelo gargalo e exigem que lhes preste atenção ou me racham a meio.
Por isso a minha frequência dos cafés se tornou esporádica e foi sem entusiasmo que, tempos atrás, em Chaves, acompanhei um amigo a uma taberna. Para me convencer tinha ele usado um argumento de peso: tratava-se de “Faustino & Filhos”, a maior taberna de Portugal.
De facto logo de entrada me surpreenderam as dimensões e a particularidade do recinto ser redondo. O tecto é sustentado por enormes vigas de ferro forjado que vão das paredes para o centro, onde pousam numa gigantesca roda do mesmo material. Tudo na construção aponta para os fins do século dezanove, época áurea do consumo do vinho, e da taberna como centro da vida social.
Nessa tarde bebiam ali umas cem pessoas, mas sem aperto se acomodariam duas mil ou mais. Atrás do balcão estão cinco tonéis, cada um para cinco mil litros de vinho. Na adega, escondida atrás de uma porta, guardam-se as reservas: dois tonéis de quinze mil litros cada, e outro, verdadeiro monumento, que leva dezassete mil e quinhentos litros. Todos três tão colossais que, para os lavar por dentro, o pessoal precisa de escadotes.
Surpreenderam-me as dimensões de tudo, como me surpreendeu também a paz que ali reinava. Numa prateleira onde se esperaria a televisão, estava um velho rádio, empoeirado e silencioso. Os grupos conversavam em murmúrios, bebiam calmamente o seu vinho, iam ao balcão buscar mais.
Ouviam-se alguns risos, mas ninguém gargalhava. Faustino Júnior, bisneto do fundador, explicou-me que era sempre assim: umas vezes mais gente, outras vezes menos, nos domingos e dias de festa casa cheia, mas por tradição bebia-se ali em harmonia e sem barulho.
Nos quase cem anos de existência não havia notícia de jamais lá se ter dado uma zaragata. E quando alguém se embebedava, levavam-no discretamente para a rua antes que fizesse distúrbios.
Esse ambiente de desacostumada serenidade e as dimensões monumentais do interior e dos tonéis, tinham resultado numa curiosa alcunha.
– Sabe como chamam cá ao nosso estabelecimento? – perguntou o proprietário. Eu ignorava.
– É a igreja do Faustino.»

Fotos de Dinis Ponteira, Fernando Ribeiro e Eduardo Pinto.

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Adega Faustino. O conceito de «ashram».

por FJV, em 26.01.08


O Jansenista desferiu um golpe fatal, cujas consequências são, até agora, imprevisíveis. Não se publica impunemente uma fotografia destas (a fachada de um dos emblemas da minha adolescência) sem se recordar que fica na Travessa do Olival (entre a Rua de Sto. António e a Rua do Olival), em Chaves, que está aberta entre o meio-dia e a meia-noite, e que o seu cardápio constitui uma provocação. Não sei bem a quê, mas uma provocação.

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Os rostos do cinema.

por FJV, em 26.01.08


Homenagem de Philip Scott Johnson.

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Ma-Schamba.

por FJV, em 26.01.08
O Ma-Schamba, do José Flávio Pimentel Teixeira também entrou em casa nova.

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Pó dos livros.

por FJV, em 26.01.08


Já tinha referido o blog da Pó dos Livros na coluna do Correio da Manhã; é mais uma fonte de informação para leitores e, também, para os visitantes da livraria (que fica na Avenida Marquês de Tomar, 89 A, em Lisboa). Esta é a equipa da livraria: Jaime Bulhosa, Isabel Nogueira, Carlos Loureiro e Débora Figueiredo.

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Como é que se chama aquele passe de fintar o touro em plena arena?

por FJV, em 26.01.08
Também não vejo razão para tanto escândalo em redor das declarações do bastonário da Ordem dos Advogados, a que o Procurador-Geral reagiu tão célere. Em Portugal, ainda mais baratas do que as opiniões (que são de graça na maior parte dos casos), são as acusações. Pode ser-se processado (ou anunciado como processado) por opiniões, o que constitui um absurdo mas um facto a que os tribunais se encarregam de dar a volta. Mas as acusações são muito solicitadas, até a coberto do anonimato, pela máquina fiscal, pela polícia (na internet), pela administração pública e até pelo anterior presidente da República (ah, sim, eu não ia esquecer). Santana Lopes acusava Canal Caveira de ser o maior centro de corrupção no mapa da pátria; toda a gente lhe pedia: «Diga, diga.» Nada. Saldanha Sanches, nem é preciso lembrar, porque todas as autarquias estão maculadas pelo fantasma da corrupção. Marinho Pinto pôs-se a jeito; vai ter que ir ao parlamento. Vai ser um festival, espera-se. Como é que se chama aquele passe de fintar o touro em plena arena?

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Maria da Fonte.

por FJV, em 26.01.08
Tomás Vasques recordou há dias no seu blog a Maria da Fonte a propósito do ministro Correia de Campos e das reformas na saúde. Tem razão. Por mais que o ministro tente explicar como as populações vão ficar melhor servidas depois do encerramento de unidades de saúde, elas teimam não entender, o que dá bem uma ideia do grau de incivilidade e de má-fé das populações de Favaios, Alijó, Chaves, etc. Não menciono Anadia por respeito e sensatez. A Maria da Fonte foi explicada durante anos, pela historiografia vitoriosa, como um movimento reaccionário que impedia os enterros nas igrejas. O cabralismo e os Cabrais eram apenas faróis de civilização que as mulheres do Minho não entenderam.
Periodicamente, o fantasma da Maria da Fonte é agitado como um padrão inaceitável de revolta nos tempos modernos, em que tudo se dirime sem recorrer aos pobres rurais, que não dão votos nem contribuem para o combate ao défice; mas são mais numerosos os Cabrais e o seu sorriso final. Aquele sorrisinho.

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Dão tão poucos votos. (E agora este.)

por FJV, em 26.01.08

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Para quê preocuparem-se? Dão tão poucos votos. (Depois este.)

por FJV, em 26.01.08

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Para quê preocuparem-se? Dão tão poucos votos. (Primeiro este.)

por FJV, em 26.01.08
 

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