Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Cidadãos alerta.

por FJV, em 16.12.07
O Ministério da Administração Interna anunciou a abertura de um novo endereço na internet, o Sistema de Queixa Electrónica (SQE) que pode ser usado “pelos cidadãos que tenham sido ofendidos ou tomaram conhecimento da prática de um crime contra terceiros”. Parece que é inspirado no Simplex. O denunciante pode enviar fotografias, narrar os acontecimentos e identificar pessoas em casos de crimes de ofensa à integridade física, violência doméstica, maus-tratos, tráfico de pessoas, lenocínio, furto, roubo, dano, burlas e extorsão, mas ainda auxílio à imigração ilegal, angariação de mão-de-obra ilegal ou até casamento por conveniência. Eu temo bastante que esta simplificação acabe por explodir nas mãos da polícia e dos tribunais.
Como se diz noutro lugar, «não é o crime que tem aumentado, mas sim a iniciativa de denunciar comportamentos suspeitos».

Autoria e outros dados (tags, etc)

Livraria da Travessa, Ipanema.

por FJV, em 16.12.07
No Sushi Leblon, fotos de uma livraria muito saborosa: a Livraria da Travessa, na Visconde de Pirajá, Ipanema. Livros, muitos livros gerais, boa secção de arte, boa secção de design, muito bom atendimento, discos escolhidos e um restaurante simples e simpático onde se pode almoçar e jantar até tarde.


Autoria e outros dados (tags, etc)

Revista de blogs. Crítica literária.

por FJV, em 16.12.07
«Muito mais importante do que escrever bem é não ser chato. Rousseau escrevia bem mas era chato. Stendhal não escrevia muito bem, mas era incapaz de ser chato. Defoe escrevia horrivelmente, mas todos nos esquecemos disso, porque ele nunca foi chato. Flaubert, que escrevia sublimemente, era chatíssimo. Escrever bem não serve para coisa alguma: é apenas o último recurso dos chatos.»
{Luís M. Jorge, no Vida Breve.}

Autoria e outros dados (tags, etc)

Revista de blogs. Book Club.

por FJV, em 16.12.07
«O último número da Harper's traz um conto inédito do grande Donald Barthelme, escrito pouco antes da sua morte em 1989. Eu já o li, mas não empresto a revista a ninguém, por causa deste mau feitio que tenho. Nem uma citaçãozinha levam.»
{Rogério Casanova, no Pastoral Portuguesa.}

Autoria e outros dados (tags, etc)

Revista de blogs. Comentário desportivo.

por FJV, em 16.12.07
«Dez pontos. Noutra qualquer actividade humana, talvez esta repetição se tornasse aborrecida. Mas, tratando-se de futebol, a previsibiliade tem sempre bastante piada. Há imensa gente disposta a defender as nossas tradições, o galo de Barcelos, o bacalhau e mais não sei o quê, mas ninguém se lembra que também é preciso assegurar a sobrevivência dos cabeçudos.»
{Manuel Jorge Marmelo, no Teatro Anatómico.}

Autoria e outros dados (tags, etc)

O mundo perfeito.

por FJV, em 16.12.07


Eu bem os compreendo. O mundo seria perfeito, mas não é. Não vai ser. Pensamos que basta dar o exemplo, ler, ouvir música, oferecer livros, sermos honestos – e generosos, educados, prestáveis, interessados, tolerantes. Com isso o mundo seria melhor. Mas não basta, infelizmente não basta. Com isso, os adolescentes das escolas seriam pessoas melhores, não usariam aquela gramática de grunhos, não faltariam às aulas, não desdenhariam dos professores que se esforçam e lhes ensinam a diferença entre o culto e o inculto, o cru e o cozido, o bem e o mal, o frio e o quente. Mesmo dos outros, que não acreditam que existe um bem e um mal. O mundo seria perfeito. As famílias seriam honradas, pacíficas, passeariam ao domingo, fariam piqueniques, todos ajudariam a arrumar a cozinha e dormiriam a horas. Os nossos filhos leriam Dickens e Eça – ou, na pior das hipóteses, arrumariam os livros nas estantes. Eu bem os entendo – mas não basta. É necessário ser cruel, é preciso usar a autoridade quando não se quer, é indispensável dizer não quando até poderíamos dizer sim, pensar no que significa, de facto, a palavra exigência. A vida não é fácil. Não nos basta sermos o que somos; é sempre necessário sermos perversos e sentirmos culpa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Taxas pedagógicas e úteis.

por FJV, em 16.12.07
Sempre que pode, o Estado encontra maneira de juntar o útil ao agradável. Por exemplo, no caso dos sacos de plástico. Evidentemente que qualquer pessoa, usando uma parcela de bom-senso, acha necessário reduzir a utilização de sacos de plástico (como os dos hipermercados, de má qualidade); por mim, tento. E reduzo. Não uso do saco plástico do Expresso, que nunca trago (bem como metade do jornal), não quero sacos plásticos na farmácia ou na livraria (meto tudo na mochila), recuso sacos em muitos lugares só para transportar uma ou duas compras. Em vez de alertar os cidadãos e de lhes pedir que não abusem dos sacos de plástico, o Estado lançaria uma taxa pela sua utilização. Ganhava cinco cêntimos por unidade, o que não seria pouco. Os cidadãos seriam punidos pedagogicamente. Aumentando em cerca de 10% o preço dos cigarros, o governo continua a punir pedagogicamente: por um lado, trata de dificultar a vida dos fumadores; por outro lado, arrecada algum para o Plano de Estabilidade e Crescimento e «consolida» as contas do Estado. Há aqui uma incongruência indiscutível: se os cidadãos decidem deixar de fumar de um dia para o outro, o Plano de Estabilidade e Crescimento vai por água abaixo; mas se continuam a fumar, desobedecendo às directrizes do governo (cujo primeiro-ministro deixou de fumar; e deve ter sido bem recentemente), ajudam as contas do Estado.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sant Jordi punido.

por FJV, em 16.12.07

Em matéria de futebol espanhol, sou do Real. Mas causa impressão esta desfiguração do escudo do Barça, justificada com problemas de marketing no mundo islâmico. Pessoalmente, ainda, acho que o dia de Sant Jordi (cuja cruz está mo escudo do Barcelona) é uma comemoração feliz: dia dos namorados, dia das rosas e dia dos livros. É um problema do Barça mas, a breve prazo, será um problema de todos nós, mesmo dos que (como eu) não apreciam cruzes. Enfim, como dizia um célebre ministro português, temos de ser compreensivos quando nos atacam, não podemos ofender mesmo sem saber, e não podemos favorecer a licenciosidade.

[Via O Insurgente.]

Autoria e outros dados (tags, etc)

O cantinho do hooligan. Foram os três jogos mais difíceis.

por FJV, em 16.12.07
.
O essencial é isto: Tarik e Lisandro marcaram, mesmo com falhanços pelo meio (aquele de Ricardo Quaresma é de bradar) e o perigo de Alan. Foi uma sequência de três jogos difíceis (Setúbal, Benfica e Guimarães) e agora vem a imbecil paragem de Inverno.

Já agora, reparem na imagem, na pose daqueles rapazes lá ao fundo, dando razão à teoria das encolhas:



Sou um admirador confesso de José Antonio Camacho. Depois de defender a teoria de «não há golos quando a bola não entra», justifica a mais valia de Cardozo (que os narradores de rádio pronunciam sempre «Cárdôzo») com a nova teoria: «A bola entrou.» Por isso Camacho contrapõe, ao jornalista que lhe falou do perigo que representava o Belenenses, esta tirada a reter: «Nós também somos uma equipa muito perigosa.»
Entretanto, uma comitiva do clube vagueia pelo México, com total cobertura da imprensa (é preciso valorizar a marca), como um bando de mariachis cantando aquelas canções de gloria y muerte com que se anunciam os suicídios mais esperados. É evidente, caro José, que está escrito nas estrelas.

Se isto é verdade (contratação de Belluschi), trata-se de uma boa notícia. Sempre é do River Plate, Carla, sempre é do River.

Fotos MaisFutebol e ASF/A Bola

Autoria e outros dados (tags, etc)

Política & Sociedade.

por FJV, em 16.12.07
É a nossa categoria, portanto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:



Blog anterior

Aviz 2003>2005


subscrever feeds