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Imprensa de outros tempos.

por FJV, em 03.12.07












































Homenagem à Agência Portuguesa de Revistas, claro.
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Daniel Morais, um português na Venezuela.

por FJV, em 03.12.07


















Quando se fala tanto, nos últimos dias, sobre a comunidade portuguesa na Venezuela, recordo a figura de Daniel Morais, um português que nunca capitulou. Estas são as últimas fotografias de Daniel Morais, tiradas a 9 de Junho deste ano (morreu a 24 de Agosto) pela sua filha Laura, que vive no Panamá.

A outra foto é a da igreja da Candelaria, em Caracas, um bairro que recebeu muitos emigrantes portugueses que fizeram a sua vida na Venezuela. De algum modo este poema é uma homenagem à memória de Daniel Morais. Como escrevi noutro lugar, «ele seria uma figura de romance, certamente. Aliás, ele é uma figura de romance».

CARACAS

Eles jogavam à bola na Candelaria, os primeiros portugueses.
Melhor: viam os seus filhos jogar. Eles sentavam-se debaixo
das árvores que depois abrigaram revoluções e casamentos
proibidos. Era outro século, havia paredes cobertas de fotografias,
cortinas, penteados, ombros nus tinham muito sucesso
entre adolescentes que não tinham rumo nem passado. Só
havia La Guaira, o Cerro Avila, os subúrbios, o caminho
para as cordilheiras ou para Maracaibo, praias para lá dos muros,
céu sem melancolias, enumerações de bens inocentes
e de trabalhos circulares. Os seus filhos jogavam à bola
na Candelaria, conheciam-se os seus passos, os seus esconderijos.
Muitos anos depois contam-se pelos dedos os casamentos
desfeitos, as fortunas construídas, a pequena economia
de vizinhos que aprenderam a viver em terras estranhas.
Construíram casas nos planaltos, nos declives, aprenderam
a ler, a escrever, a contar, a sentar-se sob as árvores
para apreciar melhor a doçura da Praça Bolívar,
a cerveja, a maledicência amorosa. Amo esta gente, os primeiros
portugueses que chegaram a La Guaira e fundaram orquestras
ou plantaram amendoeiras para que a terra não lhes
fosse tão estranha nem as trovoadas tão adversas.
Se me Comovesse o Amor
[Edição Quási. Colecção Uma Existência de Papel.]

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Os dias que começam.

por FJV, em 03.12.07
1. Segundo o vice-ministro de Relações Exteriores da Venezuela, não se soube «vender o modelo socialista»: «Chávez tiene que entender que la reflexión es de todos. Él tiene que escuchar las reflexiones de nosotros. El Presidente necesita estar acompañado de gente que le diga las cosas. || En principio, que no se puede subestimar a la disidencia interna, el debate de ideas. Tiene que haber en el chavismo la necesaria reflexión para encontrar el camino de la crítica. Nos hace más daño el silencio hipócrita, que la crítica. || No fueron digeridos los contenidos, no supimos vender el modelo socialista. La gente asoció la propuesta a lo negativo. Se demostró que esta sociedad no está madura para el socialismo.»

2. Para Hugo Chávez, ainda é cedo para o socialismo do século XXI: «
Puede ser que no estamos maduros para asumir el bombardeo socialista (…) Antes de estar buscando culpables, tengo que decir que pude equivocarme en la selección del momento para hacer la propuesta. Eso pudiera ser. [...] Todavía no estamos a tiempo. Habrá que madurar más para construir el socialismo.»

2. Tomás Vasques, como sempre, acerta na questão venezuelana. Um pormenor a ter em conta, este.

3. Ter em atenção, de novo, esta reportagem de El Clarín.

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Miguel Real.

por FJV, em 03.12.07









Um fôlego único, capítulo a capítulo, pela voz de uma mulher que não perde a voz. Tal é o programa do romance de Miguel Real, O Último Minuto de S. (edição Quid Novi), uma encenação romanesca que tem como personagem central Snu Abecassis e, inevitavelmente, a sua relação com Francisco Sá Carneiro. Comovidíssima incursão de Miguel Real no discurso de uma mulher e, em tão poucas páginas, um enorme lamento por Portugal.
Aí está um livro que eu não me importava de pôr na primeira página de um suplemento de livros. Este, sim. Por exemplo.
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Noite.

por FJV, em 03.12.07
Nestas coisas, vale a pena lembrar aspectos desagradáveis como o caso Meia Culpa (e sucedâneos). Nessa altura, por causa de um «crime de província», viu-se que Portugal não era bem um país cheio de lavadeiras, com melros a cantar nas oliveiras. Agora, este crime e mais outros avulsos (o caso Luanda foi um epifenómeno) mostram que a grande noite urbana não está apenas colorida de glamour...
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Escrever. O diabo em qualquer lado.

por FJV, em 03.12.07
O blog da Rita comemora o quarto aniversário. A Rita Barata Silvério escreve muito bem (nada de amenidades, nada de nhenhenhén; tudo ali tem bastantes calorias), e deveria escrever mais. Que comemore. Nós, apesar de tudo, também a merecemos.
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Venezuela, dia seguinte.

por FJV, em 03.12.07
Sobre a Venezuela, nada de deitar foguetes. Os verdadeiros problemas vão começar agora; em primeiro lugar porque Chávez não vai desistir das reformas; em segundo lugar, porque haverá retaliações.
Por isso, a pergunta de Tomás Vasques tem toda a razão de ser. Só que esse «e agora?» não é puramente retórico; o que está em causa é verdadeiramente preocupante para os que vivem na Venezuela.

Ler este artigo do enviado de El Clarín a Caracas: «Un modelo com signos de desgaste.» E este.

Filipe Nunes Vicente escreve: «A resposta do povo, numa réstea de democracia formal, vai lançar a Venezuela numa guerra civil ou numa ditadura do proletariado (sim, essa mesmo, basta ler os clássicos) . Chávez deu o tom: "Vocês obtiveram uma vitória de Pirro e, nestas condições, eu não a celebraria."» Bem visto.

[FJV]

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