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por FJV, em 22.11.07
||| Atrevimento.
O senhor ministro da Justiça acha que as declarações do Procurador-Geral se devem a desconhecimento ou a atrevimento. De facto, se são um atrevimento, então o senhor ministro sempre pode castigar o atrevido. Metê-lo na ordem. Ou ele não é um funcionário público?

Note-se que a frase «Ou ele não é um funcionário público?» é uma pergunta.

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por FJV, em 22.11.07
||| TVLula.
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) entrará em formação em Dezembro: é a rede pública de televisão, uma espécie de TV Lula, criada com a Radiobrás e a TV Educativa e destinada a veicular «informafão pofitiva fobre o Brasil». Para dirigir a EBT, Lula nomeou Tereza Cruvinel, jornalista e militante da Convergência Socialista na fundação do PT, e Orlando Sena, ex-director da Escuela Internacional de Cine y Televisión de Cuba. No conselho-geral está um dos novos indefectíveis lulistas de eleição, Delfim Netto. Sim, Delfim Netto, ex-ministro, ex-deputado, foi um dos signatários do AI5 que instituiu o período mais negro da censura durante a ditadura militar brasileira, além de ter sido um dos responsáveis pelo encarceramento de vários oposicionistas, entre os quais Mário Covas. Eba.
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por FJV, em 22.11.07
||| Vacas.
Aquelas vacas da Cowparade, agora no Rio de Janeiro, foram atacadas pelos defensores dos animais.
Há umas semanas já tinham sido humilhadas, coitadas, quando um jornalista pediu à cantora Björk para não andar nas ruas do Rio, para não ser confundida com uma delas.
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por FJV, em 22.11.07
||| Ele não gostava.
Mas não interessa. Está na rede já desde há dias o blog do Pedro Rolo Duarte; tem uma secção a seguir com interesse, «As Coisas que eu Sei».
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por FJV, em 22.11.07
||| Cartão único.
A princípio leva-se a notícia na conta de uma anedota: em Inglaterra, os dados pessoais de milhões de pessoas andam a flutuar, na rede, ou na poeira da rede, ou em lado nenhum. Que engraçado, olha o que os ingleses perderam. Claro que «was no evidence the information “has found its way into the wrong hands”»; claro que é fácil encontrar um culpado para o desastre; claro que ainda não se sabe bem o que se perdeu. Mas pensem, pensem bem no que pode andar a flutuar.
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por FJV, em 22.11.07
||| Música portuguesa, cultura portuguesa, todos nós, 2.
Dos comentários a este post, um dos últimos, assinado pelo João Bonifácio, questiona-me directamente: «Não percebo porque é que tem de vir a conversa do bacalhau e da sardinha e da Claudisabel. Portugal é isso? Ou o Francisco tem medo que Portugal seja isso (ou tem medo disso)?»
Não. Não e não. Eu acho que a Claudisabel é Portugal e não me envergonho disso (sei que a menção à Claudisabel tem alguma coisa a ver com a minha tendência para a devassidão). E o bacalhau também é nosso. E a sardinha. Do que eu discordo é, também – e muito – do benefício atribuído aos compositores e executantes de «música portuguesa», que estão supinamente defendidos da «invasão estrangeira» por meio da política de quotas.
O João Bonifácio pede para que se «discuta racionalmente a questão». Pois cá estamos. Primeira pergunta: por que razão há uma vantagem da «música portuguesa»? Acha que é «caricatural» invocar os nomes de Claudisabel, de Clemente ou dos Delfins (para nos mantermos naquilo que é tendencialmente kitsch)? Eu acho que são exemplos naturais e elementares. Segunda pergunta: se o princípio das quotas é válido para a «música portuguesa», por que razão não há-de ser válido para outros domínios? Se o legislador pode «evangelizar» a propósito da «música portuguesa» (falando do património, dos valores, das nossas coisas), o que o impede de evangelizar acerca da gastronomia, do futebol, da arte em geral, das raças caninas? Está bem; estou a chegar à caricatura. Mas se a racionalidade tem medo da caricatura, então quer isso dizer que se vão punir as caricaturas, ou se vai perguntar porque é que «isto» dá para caricaturar?
Outro tema: as playlists das rádios. Nada tão absurdo como discutir as playlists sem discutir a formação cultural e as directrizes dos programadores de rádio. Pode assumir-se que os dj das rádios são apenas dj, e então sabe-se que eles são apenas passadores de música; parece assumir-se que as playlists são inimigas da música portuguesa. Esse sim, é um tema que merece debate. Proposição: só não existe uma rádio que passe exclusivamente «música portuguesa» por falta de visão comercial. Argumento contrário: «Ah, mas ninguém ouvia...» Então, é necessária uma lei, mascarada de «cultural», que beneficie o comércio da «música portuguesa», de Claudisabel aos Da Weasel? Discutamos isso racionalmente, porque de «O Carteiro» (saudosos versos: «“Traz carta p’ra mim” / e o carteiro que é gago/ espera um bocado/ e responde-lhe assim:/ “Não não não não não/ não não não trago nada/ só só só só só/ só trago o pacote/ da sua criada”) até às «sonoridades características» (cito da lei) da música de Roberto Leal, há muito para falarmos. Segundo argumento contrário: «Ah, mas então iam passar Claudisabel, Tucha, José Malhoa, Toy, Ágata ou Madalena Iglésias...» Tem isso. Mas não se pode pedir que o legislador faça a playlist.
Nesta matéria, como em quase todas as outras, sou pela antropofagia cultural. Devoremos e reproduzamos. A vida é assim.

No caso da Antena 2, por mais que gostemos de peças de Carlos Seixas, de Bomtempo, Emmanuel Nunes, Frederico de Freitas, Vianna da Mota, Luís de Freitas Branco, João Pedro Oliveira ou Fernando Lopes-Graça, talvez seja impraticável, eu entendo.
[FJV]

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por FJV, em 22.11.07
||| O cantinho do hooligan. De resguardo.
O empate com a Finlândia compôs o ramalhete desta série de empates e vitórias curtas ou pouco exigentes. Mas já está. Scolari irritou-se no final, ao seu jeito. No entanto, não me parece, depois de tanta cretinice por parte das estrelas da bola, tê-los visto (a todos) dirigirem-se às bancadas para saudar a multidão que os aplaudiu e que não os assobiou. Fica para depois. Guardamos tudo.
[FJV]

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