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por FJV, em 15.11.07
||| A amizade.
O Fernando fez o transplante, finalmente. Aguardava-o há meses. Não podia afastar-se de Lisboa porque podia ser chamado. Estive com ele na sexta-feira passada e falámos disso, do telemóvel sempre ligado, em estado de alerta. Fez o transplante, e está tudo a correr bem. Há uma comoção inteira e feliz quando repito a notícia: e está tudo a correr bem. Penso nele e acho que merece que tudo corra bem.
Depois de perder um amigo querido numa semana, outro amigo retoma a vida plena. Nenhuma coisa vale por outra; mas diante dessa ferida que não desaparece, há uma boa notícia.
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por FJV, em 15.11.07
||| Terminal 2.
Há quinze dias, aproximadamente, Medeiros Ferreira e eu tecemos alarvemente, e em lugar público, considerações cruéis sobre o que significava realmente a criação do Terminal 2 do aeroporto de Lisboa. Basicamente, o Terminal 2 é um barracão mal construído, desconfortável, onde nada funciona correctamente, onde quase tudo é feio e desastroso, e para onde a ANA e a TAP e a Groundforce e o Estado resolvem enviar os passageiros de voos domésticos. Ou seja, relegá-los para pessoal de terceira categoria, metidos num saguão onde não há lugares sentados, onde não há beleza nem conforto, onde tudo é desajeitado e de segunda e terceira ordem. Ainda o Inverno não está aí (e aí sim, quando vier, será realmente penoso), e já o Terminal (o barracão) está «avariado», a necessitar de reparações e de benfeitorias, metendo água e resvalando para a sujidade habitual. Esta é a forma como o Estado (e a ANA, e a TAP e a Groundforce) tratam os seus passageiros, os seus clientes e os seus contribuintes. É uma imagem perfeita da ideia que o Estado (e a ANA, e a TAP e a Groundforce) tem de nós todos: gente para maltratar. Eles não merecem senão que os tratemos mal.
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por FJV, em 15.11.07
||| Página 161, quinta frase.












Para responder ao repto da Carla (que até aceita que eu não cite livros técnicos, logo agora que tenho à frente as receitas de Augusto Gemelli, acabadinhas de sair) e do MacGuffin, aqui vai a quinta «frase completa» da página 161 do livro que estou a ler:
“Vender milhões de livros?”, perguntei. “Não, não. Viver num mundo regido por Deus.”
Trata-se de um diálogo entre Remo Bellini e Gala, em Bellini e o Demônio, de Tony Bellotto (edição Companhia das Letras). Descartável, hein?

[FJV]

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por FJV, em 15.11.07
||| Cállate!
Interrompo a programação normal para ofender voluntária e deliberadamente os puritanos e restantes amigos que acham que o rei de Espanha não podia mandar calar o mandatario Hugo Chávez. Qualquer um poderia mandar calar o sujeito. Aliás, qualquer um devia mandar calar o indivíduo, até para podermos ouvir Zapatero, que tentava articular uma frase que não chegou a dizer. A ideia de que temos de desculpar o coitadinho do venezuelano que o rei de Espanha mandou calar é tão absurda que até faz rir; Chávez foi autorizado a falar mais do que qualquer outro dos presentes, faz acusações imbecis onde e quando quer, ameaça usar o petróleo para punir quem se lhe atravessa (faz bem, que é seu), sai da cimeira e vai perorar contra a cimeira, e toda a gente acha bem. Quer dizer: os amigos de Chávez passam-lhe, amistosamente, um atestado de insanidade e de inimputabilidade (como se dissessem «deixem lá, é o nosso palhaço de serviço, até o dr. Soares gosta dele»), e depois esperam que seja respeitado. É só o palhaço de serviço. Mas, afinal, o que queria dizer Zapatero?
[FJV]

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por FJV, em 15.11.07
||| Gare de Oriente.








Caro Duarte: demolir e deitar fora, não digo; mas tentar corrigir aquela merda toda, contem comigo. A Gare de Oriente (incómoda, feia, desagradável, pouco amigável para os frequentadores de comboio, escura, suja, desprezível no seu conjunto) é um espelho do bacoquismo que nasceu, floresceu e cresceu à volta da Expo 98. Tudo imagens do iniludível progresso que essa grande geração plantou e ameaça continuar a plantar pelo país fora. Bacocos com nome de gente.
[FJV]

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