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por FJV, em 22.10.07
||| Então?
Se há coisa que acho desagradável é o silêncio do Tomás Vasques.
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por FJV, em 22.10.07
||| Tratado Europeu. Não é Tratado Português.
Como diz o Álvaro, «Portugal, que no sistema de votos ponderados pesava 3,47%, passa a "valer" apenas 2,14%, enquanto a Alemanha, que tinha 8,4%, passará a pesar o dobro, com 16,75% do total dos Vinte e Sete». Isto são contas feitas.
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por FJV, em 22.10.07
||| Morram de inveja.











Rubem Fonseca, o novo livro: O Romance Morreu (edição Companhia das Letras), crónicas sobre literatura, escrita, vida de escritor, viagens, charutos, tudo o que Rubem tinha vindo a publicar em avulso. Morram de inveja porque este já cá canta. E como canta.
«Uma coisa talvez esteja acontecendo: a literatura de ficção não acabou, o que está acabando é o leitor. Poderá vir a ocorrer este paradoxo, o leitor acaba mas não o escritor? Ou seja, a literatura de ficção e a poesia continuam existindo, mesmo que os escritores escrevam apenas para meia dúzia de gatos pingados?
Kafka escrevia para um único leitor: ele mesmo. Recordo Camões. Ele era um arruaceiro, e acabou na prisão, ou por motivos de suas rixas ou por ter se envolvido com a infanta Dona Maria, irmã do rei João III. Para obter o perdão do rei ele propôs-se a servi-lo na Índia, como soldado. Lá ficou 16 anos e, afinal, a bordo de um navio voltou para Portugal, acompanhado de uma jovem indiana, que ele amava, e a quem dedicou o lindo soneto "Alma minha gentil, que te partiste". O navio naufragou e Camões só pensou, durante o naufrágio, em uma coisa: salvar o manuscrito dos Lusíadas e dos seus poemas. Deixou a mulher amada morrer afogada (confesso que especulo), e perdeu todos os seus bens, mas salvou os seus manuscritos. Para quem ler? Estávamos no século XVI e muita pouca gente em Portugal sabia ler. Mas Camões pensou nesse punhado de leitores, era para eles que Camões escrevia, não importava quantos fossem eles.»
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por FJV, em 22.10.07
||| Livros que deviam ser vendidos na farmácia.
Defendo há muito que há livros que deviam ser vendidos na farmácia, com ou sem receita médica. Uma pessoa chegava ao balcão e dizia: «Não tenho dormido bem.» «Ah», o farmacêutico com ar triunfal, mas preocupado, «e o que anda a ler?» «Bom, tenho andado a ler isto e aquilo.» «Deve ser por isso. Tenho aqui um livro que vai ajudá-lo. Depois traz-me a receita.»
Ou: «Digestões difíceis, sabe como é, eu tomo Kompensan e Rennie, mas nada.» «Sei.» «E passo mesmo mal.» «Sei, sei o que é. Não me diga que anda a ler esse livro novo, esse que anda aí.» «De facto.» «Pois não pode. É acidez a mais, um nadinha de mau ressentimento, isso provoca mal-estar. Acho que tenho aqui o livro ideal, e não precisa de receita, já é antigo, um clássico. Vai ler uma página à hora de almoço e pelo menos dois capítulos depois de jantar.» E embrulha o livro.








Estou a ler a biografia de Shakespeare, de Peter Ackroyd (edição da Teorema): é difícil não sermos transportados, desde as primeiras páginas, para esse mundo de florestas dizimadas em Stratford-upon-Avon (é uma das imagens mais fortes), participando num filme de época, conhecendo o nome das ruas, a fortuna de John Shakespeare, a inteligência da mãe de William, a infância de um homem que usou todas as máscaras.
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por FJV, em 22.10.07
||| Espionagem com Z de Chávez.
Eh, eh, eh, eh. Z de Zapatero foi espiado por Z de Chávez.
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por FJV, em 22.10.07
||| O PSD a 100%.
O PSD é de esquerda ou de direita? Depende. Manuel António Pina no JN.
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por FJV, em 22.10.07
||| Escutas ilegais: não sei.
Ferreira Fernandes lembra o óbvio sobre as escutas telefónicas ilegais; mais uma razão para que o PGR deva esclarecer o assunto. É evidente que a PJ vai ter dificuldade em trabalhar o assunto, mas o aviso fica.
Também é evidente outra coisa: os condes, viscondes, marqueses e duques protestam contra a história do telefone; mas deviam protestar contra os casos não resolvidos.

Ler o post de Filipe Nunes Vicente: «No entanto, é frágil: o chefe está sob escuta, um autarca pode ser morto por causa de um caminho vicinal ( aqui há tempos um foi mesmo morto), a Guarda é recebida à pedrada e a tiro qual matilha de cães raivosos. Há uma dissonância evidente, as pessoas percebem isso. Quando um preso preventivo é posto em liberdade, os media uivam como lobos e o aparato é enorme; quando o Estado é enxovalhado num rincão longínquo, a notícia é de rodapé. O Estado parece reservar para si o monopólio da violência no sentido em que a exerce apenas quando e como quer.»
[FJV]

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