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por FJV, em 21.10.07
||| O cantinho do hooligan. Já me esquecia.









1. Evidentemente que eles, os sul-africanos, mereceram ganhar. Tanto assim é, que ganharam mesmo. Mas, transportando o assunto para o hooliganismo de blog, fiquei com dúvidas depois daquele ensaio não validado, de quatro obstruções não assinaladas em período fatal e até de um fora de jogo. Enfim, se fosse em Portugal, eu diria que se tratou de uma grande roubalheira, mesmo que não tivesse sido. Mas eles ganharam e bem. E fiquei contente por ver o jogo dos The Boks, Die Bokke, ou apenas Amabokoboko.








2. Esta é uma imagem do Tia Alice, um dos melhores restaurantes de Portugal, em Fátima. Já tenho ido lá em romaria e nos últimos tempos fui obrigado a pensar bastante nele; os meus amigos sportinguistas que façam reserva porque há mesas para todos.

3. A bola não entra. Há muito tempo que ninguém era tão honesto no futebol português como Jose Antonio Camacho, que revelou o grande motivo de alguns empates e desaires do Benfica: a bola não entra, que é que querem que eu vos faça? Porque, como se sabe, só se ganham jogos quando há golos, e só há golos quando a bola entra na baliza dos adversários. Essa bola nefanda e orgulhosa que não entra na baliza. Aí está como tudo se explica, afinal. Apoiem a bola, sejam solidários com a bola, façam mimos à bola, e ela acabará por entrar. O guarda-redes Quim já chegou a essa conclusão: «A bola insiste em não entrar na baliza.» É chato.
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por FJV, em 21.10.07
||| A queda de um anjo.
Os «condes, viscondes, marqueses e duques» do Ministério Público e outras agremiações contestam os termos da entrevista de Pinto Monteiro ao Sol, e querem que ele se demita. Ontem, quando li a entrevista (de que gostei bastante), pensei que isto iria acontecer. Evidentemente que há aqui questões processuais; é nelas que «os condes, viscondes, marqueses e duques» se detêm (o telemóvel sob escuta, pouco mais). O resto é mesmo isso, boa entrevista.
Mas, evidentemente, para lá do ar escandalizado da reacção, há uma evidência: o Procurador-Geral da República não é Santana Lopes a almoçar em Canal Caveira. Agora, todos estamos com grande curiosidade acerca do seu telemóvel. Está sob escuta? Quem está a escutá-lo? É Nokia ou Siemens? É Vodafone, Tmn ou Optimus? Tem capas coloridas como as gravatas de Rodrigues Maximiano, ou é sóbrio como um juiz e nem câmara fotográfica possui? Que ruídos ouve o PGR quando fala ao telefone? Que campainha activou? Abrir a caixa e depois fechar a porta, não dá. Todos queremos saber, todos temos o direito de saber se alguém anda a escutar o nosso PGR. Também queríamos saber mais coisas (por exemplo: quem mais «ouve ruídos» no telemóvel ou no telefone do gabinete), mas ficamo-nos por aí. O que não obsta nada à existência de «condes, viscondes, marqueses e duques», estejam tranquilos.
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por FJV, em 21.10.07
||| Revista da imprensa.
A entrevista com Cécilia Sarkozy.
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por FJV, em 21.10.07
||| Cozinha.
Pergunta o Nuno Vargas, com toda a lógica: por que razão os bascos são bem tratados na 46th and 1st e os nossos cozinheiros não? Veja-se esta notícia do Correo Digital/Edição Vizcaya:
«Como ejemplo, lo visto el jueves en la cocina de la sede de la ONU, donde más de uno de estos gurús del buen comer untaba con gusto la mantequilla en un chusco de pan entre el tartar de pichón al curry rojo, la vieira con leche ahumada o el atún con almidón de percebes. Rostros acalorados por la cercanía de los fogones y sonrisas afables, más frecuentes a medida que avanzaba un banquete regado con tres tipos de txakolis vizcaínos y cuatro tintos de La Rioja alavesa. [...] Una traductora relataba la composición de los platos en inglés y más de uno se sorprendía por la presentación. Howard Goldberg, de 'The New York Times', describía los chipirones sobre puré como un cuadro de Paul Klee, aunque no acertaba con la identidad de la salsa. «¿Qué es, patata dulce?», preguntaba a su invitado de al lado, un comensal normal y corriente. «Creo que es calabaza», algo después confirmado por el restaurador Aitor Elizegi. «Fantástico. Buen paladar», dio su visto bueno el crítico, especialista en vinos y con un gran recuerdo del albariño. «Es el mejor vino de España».
Recordo então o que não aconteceu com os portugueses e aconteceu com os vascos: veja-se o post do Carlos Albino, e os reenvios para a notícia do Expresso e para o que estava anunciado e não aconteceu. Aí está, Nuno, «a razão porque os bascos são bem tratados na 46th and 1st e os nossos cozinheiros não».
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por FJV, em 21.10.07
||| Um tema a não esquecer.
O post é curto e aparentemente inócuo (excepto para o Pedro Mexia, evidentemente); mas é um grande tema. O Lourenço acaba por mexer num dos assuntos sérios da blogosfera: a que horas escrevem esses posts, mariolas? Nas horas de expediente? Logo de manhã? Enquanto o sono não vem? Num portátil, enquanto tomam um café da área de serviço de Pombal? O Origem das Espécies também omite a hora, evidentemente, mas posso esclarecer: entre as 8h00 e as 9h30, e entre as 23h00 e a 01h00. Excepto todas as outras horas.
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por FJV, em 21.10.07
||| Palavras.








Para que servem as listas de palavras? Para nada. Para sabermos que elas existem; um dia fazem falta, uma delas faz falta. Hoje, um adolescente de 15 anos, no 10.º ano, por exemplo, tem dificuldade em reconhecer 95% dessa lista de palavras com que tenho brincado com a colaboração de amigos e leitores. Sei isso por experiência própria. Também recordo que, na redacção de um jornal onde trabalhei, a secção de palavras cruzadas (hoje substituída pelo Sudoku, nada contra o Sudoku) era frequentada apenas por leitores com mais de 45 anos. Eles eram de outro tempo. Recebíamos, de vez em quando, cartas de leitores protestando contra um erro de pormenor nas palavras cruzadas. Hoje, tenho dúvidas sobre se um pós-adolescente, de 18 ou 20 anos, pode fazer um exercício de palavras cruzadas do Expresso (eram as mais acessíveis e tinham prémios) ou do Público de há alguns anos. Comecei a fazer palavras cruzadas no Jornal de Notícias e no O Primeiro de Janeiro (as do O Século tinham um «grau de erudição» mais elevado e lá em casa, no Norte, só comprávamos O Século às quintas, embora só chegasse ao sábado), e episodicamente no O Comércio do Porto. Dizem-me que é um exercício inútil, mas a verdade é que falta vocabulário; na escola combatem literacia com textos «que todos compreendem»; palavras a mais fazem dor de cabeça. Basta ouvir uma conversa entre dois imbecis de 15 ou 16 anos numa sexta-feira à noite. A culpa é toda nossa.

Está aqui, por ordem alfabética, a lista de palavras que fazem cócegas e divertem.

As últimas entradas para o campeonato foram tranglomango, do Rui C Branco; siririca (em «bater uma siririca»), da Mónica; sapatinhos-de-ir-ver-a-deus, do POL; o José Carlos Barros propôs várias palavras «cómicas» de Trás-os-Montes, entre elas lapouço; do Três de Trinta, a Sofia propôs também várias, como escaganifobético ou pudicícia. Há ainda a promessa do Rui Almeida: as palavras que fazem cócegas no Cinco Reis de Gente, de Aquilino.
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por FJV, em 21.10.07
||| Tratado.









Para quem tem dúvidas, como é o meu caso, aí está o Tratado, anotado por Assunção Esteves. Edição da Cosmos.
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por FJV, em 21.10.07
||| José Aparecido de Oliveira.
Não é da minha geração, evidentemente, mas conheci-o numa daquelas intermináveis conversas sobre a lusofonia e a CPLP. José Aparecido, para os conhecidos, foi ministro da Cultura e governador do DF, embaixador do Brasil em Portugal e, como todos sabemos, uma das pessoas que sempre estendeu pontes entre os dois países e um dos criadores da CPLP, que acabaria por nunca funcionar como devia. O funeral foi em Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais, e é uma pena que tenha passado tão em silêncio o seu desaparecimento. Provavelmente com o sucesso do Tratado europeu, as nossas autoridades não anotaram, como nota o Carlos Albino, todos estes factos. Fica uma homenagem, que ele merece, mesmo que nunca se tenha estado do mesmo lado da rua.
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