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por FJV, em 15.08.07
||| Viagens, 2.

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por FJV, em 15.08.07
||| Viagens, 1.

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por FJV, em 15.08.07
||| Venezuela, reforma constitucional.










Não há limites para «o caminho para a felicidade». Com endereço certo, aí vai esta notícia de hoje:

«O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, apresenta nesta quarta-feira um projeto de emenda constitucional que permitirá que ele continue no poder até a morte. O projeto, que deve ser aprovado com folga no parlamento venezuelano, acaba com o limite para as reeleições do presidente. O benefício não será estendido aos governadores e aos prefeitos eleitos – só Chávez, reeleito no ano passado para um mandato que vai até 2012, poderá se perpetuar no poder.
De acordo com o ministro das Comunicações, Willian Lara, Chávez anunciará os termos do projeto na Assembléia Nacional, onde todos os 167 parlamentares apóiam seu governo. Chávez também tem controle da Suprema Corte, de toda a burocracia federal, das estatais de petróleo e infra-estrutura e de quase todos os governos estaduais – só dois têm oposicionistas no poder. Segundo Lara, o projeto de Chávez "garante ao povo o máximo de felicidade possível".»
Ou este despacho da Reuters: «Chávez, que conseguiu uma nova Constituição em 1999, iniciou seu novo período constitucional em 2007 com o anúncio da reforma, na qual assegura que eliminará os limites para a reeleição presidencial. Atualmente, são permitidos apenas dois mandatos consecutivos.»

O antigo Presidente da República, Mário Soares, escreve hoje no
Público. Mais uma vez defende o encerramento da RCTV por Hugo Chávez, não se esquecendo de invocar o seu percurso como combatente pela liberdade em Portugal. Infelizmente, esse estatuto não é bastante para autorizar as suas opiniões.

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por FJV, em 15.08.07
||| Ainda sobre esta vergonha do governo brasileiro.
«Sai da área de boatos para entrar na História a versão de que uma ordem de Fidel Castro a cobiçado celular em São Paulo selou a sorte, em dois dias, dos pugilistas cubanos.»
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por FJV, em 15.08.07
||| Viagens na minha terra.























































«O reino maravilhoso já não existe. Existem – em seu lugar – paisagens, declives, montanhas, enseadas junto do rio , esconderijos pelas colinas, florestas que resistem ao granizo do tempo. E existe a luz, a luz fantástica do Douro, a luz das suas águas e da poeira que vai de uma margem a outra; falo dessa luz porque sempre identificou, na minha memória, uma paisagem condenada a ser admirada não apenas pela sua beleza monumental – criada do nada – mas também pela sua história e pelo sofrimento. Construída degrau a degrau, elaborada nos seus muros, nas suas pedras, nas suas sombras, nos seus carreiros de pó e lama, subindo e descendo as serras, levando a aldeias inóspitas ou a clareiras no meio da desolação geral. O reino maravilhoso apenas existe se for visto do céu, sim: e é uma paisagem. Os geógrafos falam da aridez, do clima mediterrânico, da doçura dos seus frutos, tal como os economistas mencionam a importância do seu vinho e o isolamento das suas terras. Mas são evocações. Esse reino, decifrável pelos seus sinais – a charrua, a enxada, a luz heróica e melancólica dos seus crepúsculos, a vegetação nobre, a força das tormentas, os corpos arrastados pelo rio, os episódios de heroísmo narrados em nome dos seus habitantes, a beleza desesperada dos seus campos delimitados pelo granito e pelos outeiros, a solidão inteira de um sino invadindo o silêncio dos vales –, esse reino, pois, é uma evocação. O tempo interrompeu o seu curso, a memória é o que nos resta.»
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por FJV, em 15.08.07
||| Gourmandises, 2.
É evidente que a existência de uma ética do «bom gourmand» levanta, só por si, alguns problemas. O Vasco é um «bom gourmand» e dedica o seu post a pessoas que têm discutido a relação entre os restaurantes e o tabaco (como eu próprio – além destes posts, ver esta série de três – o Eduardo Pitta, o Carlos Loureiro e o Daniel Oliveira). Eu acho que não sou um «bom gourmand» no sentido em que a gourmandise possa supor um estatuto absoluto da comida (seja lá o que isso for) e dos sentidos directamente «estimulados pela comida». No acto de beber, como no de comer, há uma natureza convivial que o gourmand pode dispensar em benefício do acto em si. Não eu. Posso comer sozinho, evidentemente – mas prefiro a mesa de amigos, o jantar em família, o almoço de domingo. Nesse sentido, estou disposto a abdicar de uma série de prerrogativas e exigências do «bom gourmand» em benefício dessa natureza convivial. Em última instância, o gourmand pode ser um «higienista», quase de certeza é um puro, certamente gosta de impor as suas regras. Em refeições desse género, que às vezes frequento por curiosidade ou dever, sigo as regras e fumo onde me é permitido, sem incomodar ninguém; caso contrário, sigo a minha vida.
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por FJV, em 15.08.07
||| Gourmandises.
O Vasco alinha, no Memória Inventada, três excelentes argumentos sobre a ética do «bom gourmand» na sua relação com o tabaco: «1. O fumo interfere com o olfacto e o olfacto é um dos sentidos estimulados pela comida; 2. Nos restaurantes, as pessoas não terminam as refeições ao mesmo tempo; 3. O direito de fumar após as refeições interfere com o direito de não levar com fumo durante as refeições.» Diante desta lógica irrefutável, o Vasco supõe que há duas possibilidades «de compatibilizar estes dois direitos» (o de fumar e o de não levar com o fumo): «1) sincronizando as refeições, recorrendo a uma sineta e a um fiscal; 2) proibindo o fumo na sala e convidando as pessoas a um passeio até à rua no fim da refeição.»
Nessa circunstância, alinho perfeitamente em dar um passeio até à varanda, ao jardim, à rua ou a uma sala onde se possa fumar. Não acho escandaloso nem absurdo e não quero privar-me de uma boa refeição com o Vasco, aqui ou nos EUA. Acharia escandaloso, sim, que me proibissem de fumar onde quer que seja; mas não incomodarei pessoas que se incomodam com o fumo de um charuto. Et voilá.
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por FJV, em 15.08.07
||| GPS.


















Portanto, como se depreende, estive mesmo na minha terra. Em cima, onde cresci: as vinhas da minha infância, de onde saía o Barca Velha (e continua a sair, na companhia do Vale Meão, por exemplo). Em baixo, um trecho acima do Pinhão, e um relance pelo Tua, em viagem pelo rio, o grande rio.
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por FJV, em 15.08.07
||| Sem querer ser indelicado.











Sem querer ser indelicado, informo que a prova incluía uma visita à carta de vinhos, que contava com 72 Portos de lei, não mencionando os 16 moscatéis genuínos e duas colheitas tardias do Douro. A lista de tintos favorecia a meditação, com cerca de 140 rótulos, de que se beberam muito poucos; os brancos novos eram formosíssimos (um verdadeiro festival de revelações do Douro) e havia seis rosés do Douro interior (naquela mancha que transita para a Beira). Ao longe (da bolsa e da alma, infelizmente), doze champanhes de Reims pulavam em robe-de-chambre (ah, sim, a mesa ficou pelo Cabriz, espumante a copo). Tudo para aplaudir a chamuça de alheira, os milhos de bacalhau com rodovalho ou os milhos com camarão e grelos (eu sou um apaixonado por milhos, a variante duriense e transmontana da polenta), lombinho de novilho maronês com isca de foie gras (daquele que é perseguido com ódio pelos vegetarianos, ecologistas e médicos do colesterol – havia também um papo d’anjo de foie gras de vinho do Porto e maçã, mas poupo-vos à descrição), outra peça de novilho do Alvão com creme de queijo da Serra, espargos verdes e um arroz de ervas e três tipos de cogumelos, um magret de pato com arroz de frutos secos e figos e – senhoras e senhores! – não resisto a mencionar a chamuça de queijo chèvre, gelado de mel e requeijão com doce de abóbora e amêndoa, além do crepe de leite-creme crocante com frutas e molho de framboesa (de queimar a alma) e de um portento, um vulcão, uma onda de devassidão concluída com a tarte de maçã com queijo de cabra e gelado de azeite. As ervas silvestres eram as campeãs da agricultura biológica, sim senhor, as da Eng.ª Graça, da melhor empresa do género, a Ervas Finas, de Vila Real – cheirar aquele manjericão é entrar na margem de um dos rios do paraíso (além dos seus chás de hissope, lúcia-lima, tomilho limão, hortelã pimenta e erva príncipe). Os Portos estavam finíssimos, ligeiramente refrescados. O Rui Paula é o culpado disto.
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por FJV, em 15.08.07
||| Espinho: pizzas e livros.
A Isabel de Sousa directora da Biblioteca Municipal de Espinho e uma campeã das bibliotecas públicas, lança uma iniciativa daquelas, na sua cidade: trata-se de uma parceria entre a Biblioteca Municipal e a Pizza Hut. Quem encomendar uma pizza para comer em casa pode, ao mesmo tempo, encomendar um livro, DVD ou CD que receberá em simultâneo com a pizza. As encomendas serão feitas pela Internet (pizza.livro@cm-espinho.pt) e obedecerão a algumas normas fixadas pela Biblioteca Municipal de Espinho (pode consultar aqui o catálogo). Este programa de promoção do livro e da leitura destina-se a todos os que tenham o Cartão Único da Biblioteca Municipal de Espinho (15 mil utentes no presente) e o serviço funciona até às 23 horas. O requerente não terá qualquer custo referente ao livro, DVD ou CD. Os livros, DVD ou CD serão transportados pelo estafeta que leva a pizza e não terá qualquer custo o empréstimo é gratuito. Está bem que é Pizza Hut, mas é um avanço.
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por FJV, em 15.08.07
||| A inversão do ónus da prova chumbada.
O Tribunal Constitucional «chumbou» o decreto que alterou a Lei Geral Tributária e o Código de Processo Tributário. Ou seja, como se escreveu neste post, «decidiu que a liberdade dos cidadãos e a sua dignidade não podem ser postas em causa» e que Jorge Sampaio também não tinha razão. Assim, a Direcção-Geral dos Impostos não vai poder aceder às contas bancárias dos contribuintes quando estes reclamam ou protestem judicialmente uma decisão sua; parece chumbada a lei «dos sinais exteriores de riqueza» com comunicação «ao Ministério Público» (e o agravamento da mesma quando se trata de funcionários públicos, quando «a comunicação de sinais exteriores de riqueza também deveria ser feita ao chefe de serviço»).
[FJV]

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