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por FJV, em 31.07.07
||| O cantinho do hooligan, Mohammed Saeed al-Sahhaf.










Simão, o melhor jogador do Benfica, foi embora para o simpático Atlético de Madrid; isso prova que o Benfica é grande. A oferta de Berardo sobre as acções do Benfica está abaixo do seu valor de mercado; isso prova que o Benfica é grande e que a sua situação económica é invejável. O Benfica perdeu com o Al Ahly, no Egipto; isso prova que o Benfica está a melhorar e que o seu plantel está muito melhor. O Benfica conseguiu 20 milhões com a venda de Simão, enquanto o Porto vendeu Pepe e Anderson por 30 cada, e o Sporting vendeu Dani por 26; a saída de Simão é o melhor negócio do ano segundo José Manuel Delgado, o que prova que o Benfica é grande e que foi o clube que conseguiu maiores receitas com transferências de jogadores.
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por FJV, em 31.07.07
||| Ninguém está a salvo.
É no que dão as liberdades.
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por FJV, em 31.07.07
||| O homem novo.









«Durante o regime dos Khmer Vermelhos (1975-79), Duch dirigiu a prisão de Tuol Sleng (com o nome de código S-21), um antigo liceu de Phnom Penh transformado em centro de tortura, onde se estima que 14 mil pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram torturadas antes de serem executadas. Os detidos, acusados de serem inimigos da revolução lançada por Pol Pot, eram sujeitos às piores atrocidades e forçados a confessar os mais variados crimes – na maioria das vezes de serem agentes da CIA ou do KGB – antes de serem levados para campos nas imediações onde seriam executados a tiro.» Duch, aliás Kang Kek, foi hoje formalmente acusado de crimes contra a humanidade, cometidos no Camboja sob o regime de Pol Pot. Ele não queria saber de minudências. Também quis construir o homem novo.
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por FJV, em 31.07.07
||| Dez dias que abalaram o mundo.









Ana Catarina Almeida e
Miguel Urbano Rodrigues publicaram um romance intitulado Etna no Vendaval da Perestroika (edição Campo das Letras), e dedicado «aos portugueses que estudaram na União Soviética e permanecem comunistas». José Milhazes leu e comenta, chamando a atenção para «o grande número de orgasmos bem conseguidos por Etna, intervalados com citações de discursos e declarações de Mikhail Gorbatchov e de outros dirigentes soviéticos». As «aventuras “kama-sutristas” do vulcão sexual luso, fundamentalmente com homens de países oprimidos», fazem-no evocar uma reunião de militantes comunistas portugueses em Moscovo, em 1978: «Joaquim Pires Jorge, nosso controleiro e representante do PCP junto do irmão mais velho, decidiu colocar na ordem de trabalhos a discussão dos namoros e casamentos de estudantes portugueses com estrangeiros, alertando para o perigo de se estar a assistir “a uma perda de quadros para a futura revolução portuguesa”.» O «vulcão sexual luso» (daí o nome Etna, portanto) «tenta-nos convencer que Mikhail Gorbatchov conseguiu realizar, quase sozinho, aquilo a que se opunham a maioria dos dirigentes comunistas soviéticos e do povo, ou seja, a destruição da União Soviética. Um estudante que cursou História numa universidade soviética, que queimou muitas pestanas a decorar a História do PCUS, o Materialismo Histórico e Dialéctico, o Ateísmo e Comunismo Científico, apresenta-nos o decorrer dos acontecimentos, grosso modo, como uma operação planeada e realizada por Gorbatchov (claro que a CIA deveria estar algures) contra a vontade de “verdadeiros comunistas” como Vorotnikov, Ligatchov e Krutchkov e com a “passividade das massas”.» Texto de José Milhazes, completo, aqui.
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por FJV, em 31.07.07
||| À atenção das autoridades, 2.
A propósito deste post, que dava conta da situação no Chile, onde o governo se formatou em Microsoft, o leitor João Moreira, por mail, informa que há alguma polémica na adopção dos modelos do Office da Microsoft. A notícia vem aqui: «O parecer português será conhecido no próximo dia 31 de Julho e resultará da votação da Comissão Técnica (CT) – fortemente criticada pela comunidade open source por alegada proximidade à Microsoft – formada pelo Instituto de Informática. Inicialmente formada por oito membros votantes, a composição da CT foi alargada para 18 vogais representantes de empresas e instituições ligadas às TIC na reunião decorrida a 16 de Julho. »
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por FJV, em 31.07.07
||| Polícias portugueses de papel.
Ainda a propósito do «policial português», chamo a atenção dos mais distraídos para Dick Haskins, aliás António Andrade Albuquerque, bisneto de ingleses nascido em 1929 (publicou o seu primeiro livro em 1954) e que hoje vive em Peniche, diante das Berlengas. É um dos autores portugueses mais traduzidos e publicados no mundo, com livros que serviram de suporte a filmes, um best-seller na Nova Zelândia, no Canadá ou na Alemanha (milhões de exemplares vendidos). Bibliografia actualizada aqui, no catálogo Asa, mas nos alfarrabistas podem encontrar-se muitos dos seus livros publicados na Ulisseia, na DH, na Europress ou na Ática.
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por FJV, em 31.07.07
||| O estripador de Lisboa.












Prescreve, hoje, o caso do estripador de Lisboa e aparentemente ficam por esclarecer os crimes de 1992 e 1993. Uma equipa da Polícia Judiciária lidou com o caso durante anos (mesmo com o apoio pontual do FBI) sem chegar a estabelecer pistas concretas, sobretudo depois do afastamento da equipa do inspector João de Sousa.
O caso interessou-me e interessa-me. Cerca de 10 anos antes era publicado em Portugal um livro com esse título, da autoria de Luís Campos, aliás Frank Gold, aliás Luís Campos. Conheci o autor e entrevistei-o duas vezes, uma no JL (em 1986), outra na SIC («Escrita em Dia», em 1996), além de ter falado com ele várias vezes durante esses anos em que se investigavam os «crimes do estripador». Na vida real, Luís Campos era professor do Instituto Superior de Agronomia; depois era autor de «romances policiais». Como Frank Gold escreveu livros como A Rapariga de Tânger, Longa é a Noite, A Mulher de Hong Kong ou A Dama de Singapura e ainda uma homenagem a um dos históricos do romance popular, Roussado Pinto, aliás Ross Pynn, em Eu, Ross Pynn. Mas como Luís Campos, nome que passou a assinar os seus livros da década de oitenta, publicou A Morte Indecente de Mónica B., Fogo, Gata em Noite de Chuva, ou As Donzelas da Noite.
Luís Campos era um homem tranquilo, solitário e culto; várias vezes o encontrei num certo bar lisboeta onde era costume haver agentes dos homicídios da PJ e as chamadas «fontes» da noite lisboeta -- sempre sozinho. Em O Estripador de Lisboa há descrições, dados, alguns pormenores materiais que se repetem depois no caso real dos anos noventa, e Luís Campos foi alvo de investigações, tais eram as coincidências.
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por FJV, em 31.07.07
||| O ónus da prova.
Desde que o ex-presidente Sampaio resolveu propor a inversão do ónus da prova em matéria fiscal para pôr o país na linha, que este assunto mereceria fiscalização. O que o presidente da República acaba de fazer, enviando para o Tribunal Constitucional o decreto que alterou a Lei Geral Tributária e o Código de Processo Tributário é simplesmente dizer que a liberdade dos cidadãos e a sua dignidade não podem ser postas em causa, independentemente daquilo que o TC possa vir a decidir.
No entanto, se o TC decidir que o decreto não está (como se diz?) «ferido de inconstitucionalidade», isso não significa que seja justo ou que os cidadãos não tenham o direito de protestar contra ele. Como extensão de um outro princípio («Mais vale ter razão do que pertencer à maioria.»), a constitucionalidade de uma lei não significa a sua razoabilidade. Mas, para já, esta etapa.
[FJV]

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