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por FJV, em 19.05.07
||| Eis, finalmente, a colaboração prometida.
Aqui há tempos, levianamente, o Francisco José Viegas anunciou que eu iria colaborar neste A Origem das Espécies. O tempo foi passando, andei por Matosinhos e Gijón (coisas da literatura), perdi-me cá dentro, e por dentro, atravessei boatos e rumores, vi cair a Câmara de Lisboa, anunciei publicamente (e no Público) o meu apoio a João Soares, sofri com o empate do FC Porto - e adiei, fui adiando, a minha estreia neste blogue.
Hoje decidi-me. Aqui ficam, pois, as primeiras reflexões.




1. Quanto a mim, João Soares era a melhor escolha do PS para a Câmara de Lisboa. José Sócrates pensou de outra maneira e fez avançar António Costa. Conheço-o o suficiente para acreditar que poderá ser um bom presidente. É claro que terá o meu voto. Mas é uma jogada arriscada do PS: se por um bambúrrio da sorte António Costa perder Lisboa, Sócrates sairá duplamente ferido - no governo, que debilitou, e na Câmara da capital, que nesse caso não terá vencido.

2. Tenho admiração e amizade por Helena Roseta. Mas não consigo perceber a sua candidatura à Câmara de Lisboa, hostilizando abertamente o Partido Socialista e piscando o olho ao eleitorado que pretensamente se situa à sua esquerda.
Julgo que Helena Roseta sonha repetir o fenómeno Manuel Alegre. Mas as cirunstâncias são diferentes. Nas presidenciais, Manuel Alegre representava uma alternativa potencialmente "ganhadora" face a uma posição partidária que se adivinhava (e se veio a confirmar) condenada à derrota. No caso das autárquicas de Lisboa, António Costa é um candidato quase condenado à vitória e o avanço de Helena Roseta só pode ser lido como "divisionista". Depois do descalabro que foi a gestão de Carmona Rodrigues (e do PSD), e face ao estado em que Lisboa se encontra, as forças da oposição (PC e Bloco de Esquerda incluídos) deveriam apoiar o candidato socialista.

3. Sobretudo com eleições marcadas para 15 de Julho, quando meia cidade está de férias e a outra metade aproveita para ir passar o dia à Caparica...

4. Vi hoje, na televisão, o discurso de Portas. Hábil, como sempre, Portas tenta "pescar" nas águas do PSD. Não me admiraria muito se, dentro de meia dúzia de anos, ele se transformasse num Sarkozy português.

5. Sarkozy, esse, começa a ganhar pontos. Eis aqui um bom exemplo.

6. E agora é só aguardar pelos jogos de mais logo. Espero que o Porto vença, mas confesso publicamente que, em minha opinião, foi o Sporting a melhor equipa deste campeonato. Só que a juventude, por vezes, paga caro estar muito perto dos deuses...
[MAV]

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por FJV, em 19.05.07
||| D. Afonso.
Não compreendo, depois de ler os documentos disponíveis e o que vem na imprensa, a razão que leva o Ministério da Cultura a recusar a abertura do túmulo de D. Afonso Henriques. O argumento acerca dos danos que se poderiam causar na pedra tumular e nas ossadas do primeiro dos nossos reis são muito menores do que os causados pelas dúvidas agora instaladas na opinião pública: que os ossos não sejam os do rei, que o Ministério não queira apurar a verdade, que haja razões para desconfiar dos investigadores.

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por FJV, em 19.05.07
||| Também isso.
Pedro Mexia entre a clareza e a ecologia pura.

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por FJV, em 19.05.07
||| O cantinho do hooligan. Finalmente.
Encontrei um hooligan à altura. Já te reservei o lugar nos cuidados intensivos, João.

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por FJV, em 19.05.07
||| Zelo.
Há sempre gente zelosa, como a directora deste serviço. Leiam e aprendam. E respeitinho.

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por FJV, em 19.05.07
||| Erros meus.
Paulinho Assunção comenta, de Belo Horizonte, os erros de dioptria do Origem das Espécies:
«Tais erros, Francisco, são erros de júbilos e de êxtases. O júbilo é tanto que nosso querido Jorge Marmelo nem percebeu onde começava o L de Luana e o L de Luma. Convenhamos, porém, aqui entre nós: como perceber mesmo essas diferenças quando a saia sobe aos lugares paradisíacos e cegantes? Daqui de Belo Horizonte, convoco os anjos dos êxtases para dizer com veemência e um tanto de sem-vergonhice: errar assim é um roliço e torneado acerto. Até Gregório de Matos ficaria cego e turvo. E erraria. E acertaria. Pois errar, nesse caso, é um recôncavo para o olho errante.»
O Jorge também confirmou; mas, primeiro, evocou (inocentando Carlos Vaz Marques, que não tinha lentes de contacto nem óculos à mão, e reparava na arquitectura).

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