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por FJV, em 17.05.07
||| Lisboa, autarquias.
Só teria adjectivos. Os adjectivos não bastariam.

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por FJV, em 17.05.07
||| Pontuação.
Alguns jornalistas com quem trabalhei lembram-me a minha obsessão com pontos de exclamação e reticências (além de fotos de animais) – que eu proibia em redacção onde mandasse. Fico sempre extasiado diante daqueles textos dos jornais desportivos onde se lê que «Simão recupera de operação… inesperada» ou onde se aprende que Anderson «está atento à cobiça de outros clubes mas prefere continuar… no Dragão» ou que o «Aves espera… a manutenção», ou que se trata de «uma vitória… tangencial». Nunca percebi por que razão as frases têm de ser gagas e soluçadas.

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por FJV, em 17.05.07
||| O progresso tecnológico e a digestão famalicense.
Três horas entre Lisboa e Famalicão, de comboio. Fico sempre fascinado com este género de progresso (sim, também gosto do túnel do Marquês). Primeiro, ao fim da manhã, «a coisa literária», falar numa escola, cumprir a função. Depois, almoçar. Apenas acho que, depois de um almoço em Famalicão, o comboio de regresso deveria providenciar camas confortáveis.

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por FJV, em 17.05.07
||| A falta de sentido.
A estupidez reproduz-se a si própria, e com bastante facilidade. Vejo-a na televisão, mas não digo isto como moralista. Tanto me faz que «os telespectadores» vejam «A Bela e o Mestre» como o «Só Visto», ou as telenovelas portuguesas ou o que for. É a vida das pessoas. Não quero defendê-las contra a barbárie; não são piores por isso; não quero que se salvem aos olhos dos que «pensam bem» e lhes têm horror. A televisão da canalha é a televisão da democracia, não há volta a dar-lhe. Meninas imbecis transformadas em «apresentadoras» que fazem trejeitos e ironizam sobre os outros; meninos com graça transformados em «comunicadores»; reportagens sobre «as festas» onde as pessoas fazem ainda mais trejeitos e não deviam ser filmadas naquelas figuras (ou: porque é que são filmadas essas pessoas?). A falta de sentido das coisas não tem a ver com o absurdo desta falta de sentido. É a estupidez a reproduzir-se a si própria.

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