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por FJV, em 20.02.07
||| A maioria.
Toda a gente bate forte e feio «no Alberto João». É bom que a República tenha um bombo da festa, uma espécie de Bei de Tunes para todos os momentos. À falta de estupor, bate-se no homem, o que até lhe faz bem. Nesta matéria sou insuspeito, como já expliquei. Mas faz-me impressão a unanimidade, que geralmente é burra; ver a República, inteira, a bombardear a Vigia parece-me suspeito. Suspeito e, também, meio caminho andado para a derrota. Tire-se-lhe o chapéu, João Gonçalves foi o primeiro a colocar reticências, juntamente com Medeiros Ferreira. E, à medida que a história se desenrola, é bom ser espectador desta farsa.

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por FJV, em 20.02.07
||| O interesse público.
Na passada segunda-feira, no Público, Helena Matos chamava a atenção para o facto de os referendos serem pouco participados (Helena referia-se ao da Andaluzia, por exemplo) porque os eleitores não estão interessados nas questões colocadas pelos políticos («não reconhecem interesse naquilo que lhes é proposto»). Concordo. O mesmo se passa, por exemplo, em eleições pouco participadas (como as europeias). Fico sempre surpreendido com a pouca abstenção nesse género de eleições (talvez ronde os 60%); é muita gente a votar.

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por FJV, em 20.02.07
||| Os ditadores eloquentes.
Um aviso de Tomás Vasques: «Se, daqui a um ou dois anos, os Tribunais se decidirem pela inocências dos arguidos, é preciso cobrar a esta gente estas “condenações” sovietizadas; é preciso, então, puxar o autoclismo».

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por FJV, em 20.02.07
||| Júdice e o PSD, ou de como o deserto avança.
Artigo desta semana no JN.

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por FJV, em 20.02.07
||| Vejamos.











As pernas de Condoleezza Rice fizeram a primeira página de El Pais, recorda o Pedro Correia. «Pormenores que lhe valorizam o currículo.»

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por FJV, em 20.02.07
||| Mauvaises Nouvelles Littéraires.
Petit scandale na república das letras francesa em redor de uma escritora perseguida. Joëlle Guillais, historiadora, romancista, admiradora de Bourdieu e Duras (sirvo-me da pequena biografia do Nouvel Obs) vive na província. De entre os seus escritos, La Ferme des Orages, romance, ou La Berthe, ensaio (sobre uma mulher «qui a travaillé la terre toute sa vie et réussi à s'imposer dans un monde toujours masculin et souvent machiste»), além de trabalhado numa Histoire du crime passionnel au 19 ème siècle. Histórias de gente que resistiu ao mundo camponês, de mulheres que venceram o machismo de província, a ignorância e o passado (o pai de Joëlle suicidou-se, pertencia a esse mundo). Os agricultores reagem e insultam a autora, ameaçaram-na com forquilhas (a imagem é boa mas não sei se corresponde à realidade), perseguem-na, fazem da sua vida pacata um inferno. Joëlle fugiu para Paris e não quer voltar; escreveu Mauvaises Nouvelles Littéraires, para contar a sua experiência e vingar-se dessa França velhaca e camponesa. Pierre Assouline escandaliza-se. O Nouvel Obs também. Paris treme de indignação diante dos infortúnios da «romancière engagée». A França descobre que tem um diabo a estragar o cosmopolitismo e que nem tudo é Paris ou que nem tudo é tão civilizado como Ségolène. Esses camponeses da Perche!

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por FJV, em 20.02.07
||| Blog.
1. Há opiniões sobre tudo, e é isso que se espera da blogosfera. Mas olhe-se a demissão de Alberto João Jardim. Dizer o quê? Que está visto: ganhará as eleições, mas em Lisboa continuaremos a pensar que Alberto João é Alberto João? E o facto de Mário Lino ter ficado aborrecido com a entrevista do presidente da Ordem dos Engenheiros; dizer o quê? Veja-se, no entanto, a estatística que diz que somos os mais pobres da União; há comentários?

2. Estamos a ficar muito plebiscitários. Quer dizer, substitui-se a convicção pela ideologia da vitória eleitoral. Recordo a pergunta de Judite de Sousa a Marcelo Rebelo de Sousa mal se conheceram os resultados do referendo: «O que correu mal na campanha do não?» Teria de correr mal alguma coisa para que os resultados do não fossem esses? Ou, pura e simplesmente, as pessoas votaram sim?
As opiniões maioritárias têm de ser tão absolutas?

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