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por FJV, em 08.02.07
||| Assis Pacheco regressa hoje.









Continua, hoje, o ciclo sobre Fernando Assis Pacheco na Casa Fernando Pessoa, às 21h30: Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e Gustavo Rubim falam sobre Assis Pacheco «e as novas gerações». E lerão poemas.

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por FJV, em 08.02.07
||| Anos depois, muitos anos depois.
Artigo de Francisco Seixas da Costa sobre Aristides de Sousa Mendes e a «honra perdida do convento» (das Necessidades):
«Não é com agrado que constato que a minha geração diplomática, a primeira que entrou para o Palácio das Necessidades depois do 25 de Abril, foi habituada a ouvir sobre Sousa Mendes, quase sempre, palavras pouco simpáticas de colegas mais antigos do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Repito: tudo isto, depois do 25 de Abril! Não exagerarei se disser que, com muito poucas e bem honrosas excepções, a opinião largamente maioritária entre os poucos que se manifestavam sobre o tema, que durante anos foi sempre "incómodo" nas conversas nas Necessidades, continuava a ser muito pouco generosa para a memória do colega rebelde, como que prolongando no tempo a condenação da sua decisão de não cumprir quanto lhe fora ordenado pelo poder instituído e assistindo, com desagrado, à valorização pública desse dissídio.»
A história do isolamento e da condenação de Aristides de Sousa Mendes é das mais tristes da nossa covardia. Infelizmente, mesmo aqueles que lhe deviam uma protecção especial não agiram bem na época.

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por FJV, em 08.02.07
||| Pessoa & Machado.
«Fernando Pessoa, Antonio Machado e a dialética da intersubjectividade em Vigília de los sentidos», é o tema da conferência do poeta e professor peruano Jorge Wiesse organizada em colaboração com a Embaixada do Peru. Hoje, na Casa Fernando Pessoa, às 18h30.

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por FJV, em 08.02.07
||| Termostato.









Não, não tenho essa nostalgia do Inverno, nem da lareira, nem da neve nas ruas, nem a melancolia do agasalho. Com a idade, o meu termostato está afinado, digamos, pela Costa Rica. Florestas, praias, temperaturas a condizer. Passo o Inverno à espera de que o Inverno passe. O conforto intelectual diminui, mas a vida é assim mesmo. Um selvagem.

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por FJV, em 08.02.07
||| Necessidades elementares.









O Presidente da República assinala a «necessidade de legislação e procedimentos administrativos claros, não só sobre o tabagismo, mas no combate ao consumo excessivo de álcool, obesidade e estilos de vida sedentários». Percebe-se o que está em causa, diminuir o consumo de álcool entre miúdos ou nas estradas, fomentar caminhadas nos jardins e bosques, tudo isso. O mayor de Nova Iorque também quer uma cidade mais saudável e proibiu o tabaco, o colesterol e os fritos, prometendo combater a obesidade, o foie gras e o bacalhau salgado (no restaurante de Bourdain & Meireles). Já em outros locais, a vontade de uma vida saudável leva a outros excessos. Nunca sei o que é melhor. Se a liberdade, se o comando da nossa saúde por políticos que elegemos. A saúde pública é um domínio vasto que frequentemente entra nos caminhos da moral & dos costumes. Os queijos com alto teor de gordura serão perseguidos, da Serra da Estrela a São Jorge e ao Pico. Um dia haverá fiscais vigiando o teor de sal no bacalhau. As casas de família irão, com o tempo, transformar-se em antros de pecado – aí podemos comer pastéis de massa tenra, pataniscas, bacalao al pil pil, feijoadas e compotas preparadas com açúcar em vez de adoçante (havendo até quem fume um charuto no final, mais perigoso do que uma erva simplória, muito bem admitida socialmente). Um dia, mais tarde, entrarão em nossa casa e desaprovarão as migas gatas de bacalhau ou o feijão no forno. Na escola, os institutos da saúde perguntarão subtilmente às crianças se os pais têm por hábito comer fritos e barrar o pão com manteiga, essa substância perigosa. Justificarão. Justificarão sempre. Querem o nosso bem. Nunca sei o que é melhor.

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por FJV, em 08.02.07
||| Trinta.
Elas gostam de Cristiano Ronaldo e falam de tudo: «Ex-líbris de Portugal: O galo de Barcelos, de barrete e manguito, com uma erecção das Caldas, na capa da Caras ao lado da Cinha Jardim.»

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por FJV, em 08.02.07
||| Futebol, ou talvez não, ou o que quiserem.
Obrigado ao Pedro Correia por iniciar a antologia das melhores frases de O Comentador: «Passa a ser muito difícil fazer previsões no futebol português», diz ele. A quem o dizes.

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