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por FJV, em 27.02.07
||| Dedos.








Primeiro aniversário de Foram-se os Anéis / Os Dedos, de José Nunes.
P.S. - A TLEBS ainda se ressente.

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por FJV, em 26.02.07
||| Oscar.










Martin Scorsese. Cinema.

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por FJV, em 25.02.07
||| Notas do outro lado,1.













1. Washington debaixo de neve fica ainda mais interessante. Falo por Georgetown, claro. O nevão amplificou o silêncio da manhã de domingo. Tudo é pretexto para regressar à Barnes & Noble. Ontem à noite, o The Little Book of Plagiarism, de Richard A. Posner, a nova edição do guia de cervejas de Michael Jackson (são quinhentas!) e, por recomendação do Nuno Mota Pinto, Guns, Germs and Steel. The Fates of Human Societies, de Jared Diamond, uma leitura fantástica. Levo já a meio, lido e dobrado entre papéis, o The Conservative Soul, de Andrew Sullivan. Hoje foram revistas, as habituais. Um saco de livros no meio da neve.
2. Brunch no Peacock Cafe depois de um mini-corona fumado no meio da rua, a ver cair a neve dos beirais. Os americanos falam muito alto, o que, às vezes, é saudável. Mesmo enquanto lêem o jornal ao balcão, são barulhentos. Ementa saudável e recomendada pelos dietistas de todas as religiões e tendências médicas: calamares com molho picante e, depois, corned beef hash com ovos escalfados em molho holandês; para beber, água e Black Label. E um café expresso notável, muito bom, um ristretto perfeito. Depois, voltar à rua para fumar e andar entre gente que faz o mesmo.
3. As lojas de tabaco são lugares muito confortáveis rodeadas de um mundo hostil. Há alguns anos tinha estado nesta mesma loja de charutos – continua confortável. Compro dois Partagas churchill, maduros (dominicanos, claro), dois robustos e um small black robusto (sou adepto da tradição da Connecticut leaf). As pessoas que entram têm um ar saudável e parecem preparadas para um bom charuto de domingo.
4. Na melhor loja gourmet de Washington, a libra de queijo da Serra amanteigado custa 36 dólares. E os sabonetes de banho Ach. Britto custam $16,92; os mais pequenos «apenas» $6,92. É o sucesso português fora de portas; são os mais caros de toda a loja. Parece que Madonna usa os produtos Ach. Britto. Imagino-a a espremer a bisnaga de creme de barbear Musgo Real.
5. Caminhada do centro até ao campus da universidade. Um rapaz, em calções, esfrega neve pelas pernas; deve ser uma cerimónia ritual.

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por FJV, em 25.02.07
||| Urgências.
1. O problema das urgências não é o plano de encerramento de algumas delas -- se bem que eu recomendasse a certas pessoas que fossem percorrer a estrada Montalegre-Vila Real depois das 10 da noite, deitados numa maca, ou a de Vinhais-Bragança a qualquer hora do dia. As declarações do ministro é que são sempre inábeis. Sobre a arrogância, tem direito a ela, evidentemente. Mas há uma coisa imperdoável: fazer humor sem ter jeitinho nenhum. Esta piada sobre Marques Mendes como eterno líder da oposição lembra o embaraço geral quando alguém quer armar-se em engraçadinho. Ora, o ministro Campos não tem graça nenhuma.

2. O problema das urgências não é o plano de encerramento de algumas delas; é a via sacra dos acordos que agora vão estabelecer-se. Depois de o ministro ter dito o que disse das manifestações e dos autarcas do PSD e do PS, os acordos vão ser bonitos de sinalizar.

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por FJV, em 25.02.07
||| O cantinho do hooligan. Isto é.







Do outro lado do mar, não vi o jogo, que terminou bem, mas ouvi o essencial pela rádio. É um grande aborrecimento para estes senhores que fazem a festa todos os dias; aliás, durante a semana, vários comentadores sonharam com o desaire do FC Porto.

É claro que o Beira-Mar é o Beira-Mar, mas este resultado lembra-me outros 5-0, aquele em que Artur, aos 3 minutos, marcou o primeiro, Edmilsson marcou o segundo aos 42m, Jorge Costa marcou o terceiro a abrir a segunda parte, Wetl marcou o quarto aos 12m, e Drulovic fechou a conta mais tarde.

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por FJV, em 25.02.07
||| Com restos de neve.
Num restaurante libanês em Washington, uma cimeira entre o Origem das Espécies e um dos «velhos lobos» do Mar Salgado (NMP). Depois de uma passagem nocturna pela Barnes & Noble, evidentemente.

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por FJV, em 23.02.07
||| Ingrid Betancourt, 7 anos.









Sete anos de cativeiro de Ingrid Betancourt, raptada pelas FARC na Colômbia.
Como lembra o Jorge Ferreira, é preciso lembrar mesmo quando não há Festa do Avante.

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por FJV, em 23.02.07
||| Revista de blogs. Assistência.
«Há mulheres que gostam de ter prazer sozinhas. Eu prefiro ter alguém a assistir.»
{No 3 de 30.}

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por FJV, em 23.02.07
|||Teoria política para os tempos (de intriga) que correm.
Pior do que ser pequenino e bailarino, é dizer-se que nem sabe dançar.

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por FJV, em 23.02.07
||| Luís Carmelo.
Já está online a entrevista do Escrita em Dia com Luís Carmelo (link para wmp) Mais uma porta para Rute Monteiro.

(Links para versões mp3 e realaudio)

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por FJV, em 22.02.07

||| O que é feito dos suplementos literários?











Está neste momento a decorrer (sala ao lado, Casa Fernando Pessoa) o habitual debate mensal Livros em Desassossego, coordenado por Carlos Vaz Marques, hoje dedicado ao tema «O que é feito dos suplementos literários?», com Helena Vasconcelos (responsável pela revista electrónica Storm), Inês Pedrosa (escritora e jornalista), Torcato Sepúlveda (jornalista da revista NS, suplemento de sábado do Diário de Notícias), Guilhermina Gomes (editora nas casas Bertrand/Quetzal/Círculo de Leitores/Temas e Debates) e a escritora Lídia Jorge (que apresentou o seu novo romance Combateremos a Sombra, a publicar em Março pela D. Quixote). Sala cheia. Informação online.

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por FJV, em 22.02.07
||| Um referendo com resultados interessantes.










O «Inquérito aos estudantes da Universidade de Coimbra: consumos culturais, participação associativa e orientações perante a vida», realizado por Elíseo Estanque e Rui Bebiano.

Comentário de Rui Bebiano
, no seu blog: «Cerca de 18,3% dos inquiridos revelou jamais ler livros. Destes, 7,3% pertencem às Artes e Letras, 10,9% ao Direito e 13% às Ciências Sociais, áreas que estão num dos extremos da escala. No outro, quase 48% de Desporto e 40% dos alunos das diversas Engenharias afirmaram jamais pegarem em tais objectos. Do conjunto, para cada rapariga que declarou não ler livros, existem três rapazes que nunca o fazem. Partindo do princípio - não provado, mas que me parece admissível - de acordo com o qual muitos dos inquiridos terão, por pudor ou incerteza, entendido que raramente lêem quando de facto nunca lêem, os valores reais poderão ser ainda mais desoladores.»

Comentário de Luís Mourão, no seu blog: «A questão é: se os universitários não lêem, quem lê? É que me parece razoável dizer-se que hoje se lê mais, embora me pareça também razoável dizer-se que não se lê na mesma proporção em que se edita entre nós. Este "razoável" é enganador? A outra questão é: se os jovens urbanos até aos trinta anos votam maioritariamente à esquerda e apoiam as causas ditas fracturantes, onde aprenderam eles isso? Haverá já questões de sociedade e cultura que prescindem dos livros e mesmo de um tratamento mais profundo dos jornais? Bastará o Prós e Contras e o eco disso na conversa do dia-a-dia?»

[Fotografia de Chema Madoz.]

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por FJV, em 22.02.07
||| Os Grandes Portugueses e os outros.







Obrigado Miss Pearls. Na verdade, embora o concurso seja o que é, engraçadinho, acho que tem de haver uma certa equidade no tratamento & divulgação dos documentários sobre os portugueses a concurso. Não houve. Para as audiências é bom; ter Salazar, Cunhal e outro qualquer na disputa final, é bom. Mas eu quero lá saber.

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por FJV, em 22.02.07
||| Uma suspeita.
«Truth, lies and anti-semitism»: Irène Némirovsky's last novel, written before her death in Auschwitz, caused a sensation when it was discovered in 2004. But the charge that she might have been anti-semitic - even though she was Jewish - threatens to stain her reputation.

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por FJV, em 21.02.07
||| O cantinho do hooligan. E agora, uma coisa completamente diferente.





1. Tenho uma solução: daqui em diante os adversários do FC Porto passam a designar-se, sem excepção, Chelsea. Durante todo o jogo, só o FC Porto tentou ganhar o jogo, tirando os dez minutos finais. E foi isto o jogo aberto: dez minutos finais debaixo de chuva que desequilibraram as estatísticas de posse de bola.
2. Aliás, sejamos justos: o nosso remate aos ferros da baliza (o de Quaresma) foi muito melhor do que o deles (de Drogba).
3. Parece, ao que me dizem, que Shevchenko marcou um golo. Confirmei: é verdade. Sinceramente, esse golo do ucraniano estragou as contas; mas não estragou a festa, mesmo que ela tenha de ocorrer em Stanford Bridge, a 6 de Março. Só se o futebol for muito sacana é que o Chelsea é campeão este ano.

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por FJV, em 21.02.07
||| Luís Carmelo.
Hoje, no Escrita em Dia, da Antena Um, Luís Carmelo, o autor de E Deus Pegou-me Pela Cintura: Évora, estudos árabes, Holanda, o novo romance, a escrita de romances, a blogosfera. À meia noite. Pode ouvir-se aqui em directo, à meia-noite.

Pré-publicação do romance de Luís Carmelo, aqui.

Ainda online, as entrevistas com Urbano Tavares Rodrigues, Patrícia Reis e Manuel Jorge Marmelo.

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por FJV, em 21.02.07
||| Justiça, 3.
Não. Pinto Monteiro esteve bem. Mas posso concordar com João Gonçalves sobre a necessidade desta entrevista. Vejamos. Se o PGR dá uma entrevista, tem de admitir que lhe sejam colocadas as perguntas mais banais e palermas. É um risco. Mas parece que o PGR tinha necessidade de ir à entrevista.

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por FJV, em 21.02.07
||| Justiça, 2.
Por várias vezes, o Procurador insiste em que há uma diferença essencial entre «ser investigado» ou haver «uma investigação», e «ser acusado» ou haver «uma condenação». Não vale a pena. Quando os novos sovietes estão na rua e na imprensa, o ambiente está criado; basta ser nomeado.

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por FJV, em 21.02.07
||| Justiça.
A entrevista a Fernando Pinto Monteiro revela que o Procurador-Geral da República está em boa forma e adoptou uma atitude razoável e serena; que a caça a Pinto da Costa se tornou numa obsessão comum e infeliz; que dificilmente o público conseguirá separar a condição de arguido, ouvido do processo, acusado, testemunha e condenado; que a necessidade de sangue é evidente.

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por FJV, em 20.02.07
||| A maioria.
Toda a gente bate forte e feio «no Alberto João». É bom que a República tenha um bombo da festa, uma espécie de Bei de Tunes para todos os momentos. À falta de estupor, bate-se no homem, o que até lhe faz bem. Nesta matéria sou insuspeito, como já expliquei. Mas faz-me impressão a unanimidade, que geralmente é burra; ver a República, inteira, a bombardear a Vigia parece-me suspeito. Suspeito e, também, meio caminho andado para a derrota. Tire-se-lhe o chapéu, João Gonçalves foi o primeiro a colocar reticências, juntamente com Medeiros Ferreira. E, à medida que a história se desenrola, é bom ser espectador desta farsa.

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por FJV, em 20.02.07
||| O interesse público.
Na passada segunda-feira, no Público, Helena Matos chamava a atenção para o facto de os referendos serem pouco participados (Helena referia-se ao da Andaluzia, por exemplo) porque os eleitores não estão interessados nas questões colocadas pelos políticos («não reconhecem interesse naquilo que lhes é proposto»). Concordo. O mesmo se passa, por exemplo, em eleições pouco participadas (como as europeias). Fico sempre surpreendido com a pouca abstenção nesse género de eleições (talvez ronde os 60%); é muita gente a votar.

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por FJV, em 20.02.07
||| Os ditadores eloquentes.
Um aviso de Tomás Vasques: «Se, daqui a um ou dois anos, os Tribunais se decidirem pela inocências dos arguidos, é preciso cobrar a esta gente estas “condenações” sovietizadas; é preciso, então, puxar o autoclismo».

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por FJV, em 20.02.07
||| Júdice e o PSD, ou de como o deserto avança.
Artigo desta semana no JN.

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por FJV, em 20.02.07
||| Vejamos.











As pernas de Condoleezza Rice fizeram a primeira página de El Pais, recorda o Pedro Correia. «Pormenores que lhe valorizam o currículo.»

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por FJV, em 20.02.07
||| Mauvaises Nouvelles Littéraires.
Petit scandale na república das letras francesa em redor de uma escritora perseguida. Joëlle Guillais, historiadora, romancista, admiradora de Bourdieu e Duras (sirvo-me da pequena biografia do Nouvel Obs) vive na província. De entre os seus escritos, La Ferme des Orages, romance, ou La Berthe, ensaio (sobre uma mulher «qui a travaillé la terre toute sa vie et réussi à s'imposer dans un monde toujours masculin et souvent machiste»), além de trabalhado numa Histoire du crime passionnel au 19 ème siècle. Histórias de gente que resistiu ao mundo camponês, de mulheres que venceram o machismo de província, a ignorância e o passado (o pai de Joëlle suicidou-se, pertencia a esse mundo). Os agricultores reagem e insultam a autora, ameaçaram-na com forquilhas (a imagem é boa mas não sei se corresponde à realidade), perseguem-na, fazem da sua vida pacata um inferno. Joëlle fugiu para Paris e não quer voltar; escreveu Mauvaises Nouvelles Littéraires, para contar a sua experiência e vingar-se dessa França velhaca e camponesa. Pierre Assouline escandaliza-se. O Nouvel Obs também. Paris treme de indignação diante dos infortúnios da «romancière engagée». A França descobre que tem um diabo a estragar o cosmopolitismo e que nem tudo é Paris ou que nem tudo é tão civilizado como Ségolène. Esses camponeses da Perche!

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por FJV, em 20.02.07
||| Blog.
1. Há opiniões sobre tudo, e é isso que se espera da blogosfera. Mas olhe-se a demissão de Alberto João Jardim. Dizer o quê? Que está visto: ganhará as eleições, mas em Lisboa continuaremos a pensar que Alberto João é Alberto João? E o facto de Mário Lino ter ficado aborrecido com a entrevista do presidente da Ordem dos Engenheiros; dizer o quê? Veja-se, no entanto, a estatística que diz que somos os mais pobres da União; há comentários?

2. Estamos a ficar muito plebiscitários. Quer dizer, substitui-se a convicção pela ideologia da vitória eleitoral. Recordo a pergunta de Judite de Sousa a Marcelo Rebelo de Sousa mal se conheceram os resultados do referendo: «O que correu mal na campanha do não?» Teria de correr mal alguma coisa para que os resultados do não fossem esses? Ou, pura e simplesmente, as pessoas votaram sim?
As opiniões maioritárias têm de ser tão absolutas?

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por FJV, em 19.02.07
||| Ainda no sul.




























E ainda em viagem.

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por FJV, em 19.02.07
||| O Apedeuta, rei das gaffes.
A frase de Lula: «Se a gente estivesse naquele lugar, naquele instante, e a gente pudesse fazer alguma coisa, o que a gente faria? Certamente nós faríamos quase que a mesma barbaridade que ele fez com aquela criança.»

Via Destaques a Amarelo.

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por FJV, em 19.02.07
||| Uma Carta no Inverno.
O Prémio Max Jacob acaba de ser atribuído, em França, a Vasco Graça Moura – pelo livro Une Lettre en Hiver, publicado pelas Éditions de la Différence (tradução de Joaquim Vital). É um livro magnífico a que já tinha sido atribuído em Portugal o Prémio APE em 1997.

Em 2001, Sophia de Mello Breyner tinha também recebido este prémio, com Malgré les Ruines et la Mort.

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por FJV, em 19.02.07
||| Umbral.
Francisco Umbral: «Me da la impresión de que se están consumando y consumiendo temas y sistemas del siglo XX. Hay menos novedades y sorpresas. Ya no se inventan bicicletas geniales en el pensamiento, la ciencia, la técnica...»

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