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por FJV, em 28.07.06
||| Diotima.
O bom M. Alves pergunta-me por mail: o que se passa com a Diotima? Desapareceu. É um direito das pessoas, o de desaparecer. Mas ficou a dever-me uma receita de cachupa.

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por FJV, em 28.07.06
||| As indignações.
O Ministério da Educação e o da Cultura confirmam que apoiaram Belgais com bastante dinheiro. Ou que não se justificava mais dinheiro. Contas feitas, confirmo o que disse: opção sensata de Maria João Pires. Melhor partir. Mas não venham queixar-se da Pátria.

Como já disse antes, quem quer fazer o que tem a fazer, deve procurar o melhor lugar. É essa a nossa pátria. Eu já parti e nunca pedi ajuda. Parti, não me queixei, não tinha queixas a fazer. Voltei, continuei sem queixas. As queixinhas dão sempre para desconfiar.

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por FJV, em 28.07.06
||| Kanguru.
Blogar e postar num café, numa esplanada, numa varanda. O Kanguru salvou a parte nómada da minha vida nómada.

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por FJV, em 28.07.06
||| Anúncio pessoal.
Recebi há tempos um mail a que gostava de responder e que trazia, anexo, um tema de Stina Nordenstam. Perdi o mail. Não sei como hei-de responder.

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por FJV, em 28.07.06
||| O que é a vergonha.
«Estou a ficar velha. Quero trabalhar em casa. Quero pintar e escrever. Não quero ir a festivais de cinema», diz Sylvia Kristel, a actriz de Emmanuelle. Há uns anos, conheci Hugo Claus, o de Le Chagrin des Belges, e, enquanto falávamos de literatura, da Bélgica, de Antuérpia, eu procurava naquela sala branca, de grandes tapetes claros, diante dos óculos escuros de Claus, um sinal qualquer de Kristel. Que vergonha.

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por FJV, em 28.07.06
||| Posta restante.

Sobre A tortura sofrida durante anos.

«Fiquei um pouco perplexa com o texto e sem conseguir ler bem as entrelinhas para perceber o grau de ironia. Never mind! Li a notícia e, pelo menos aqui estou de acordo com o Francisco, cada um dever viver e querer viver onde lhe apetece. Se ela acha que consegue fazer Belgais em São Salvador, desejo-lhe sorte, mas confesso (séria amante de música clássica que sou) que Belgais e o seu conceito, por muito mérito que tivesse, me fez sempre comichões (eu tenho uma sensibilidade cutânea assinalável). Nunca percebi porque é que ela (MJP) esteve sempre à espera de salamaleques e subsídios, tratamentos de excepção, glórias e reconhecimentos sentidos, por um projecto todo seu, num país como o nosso, em que pura e simplesmente o Estado deveria deixar de subsidiar tanta porcaria por aí, e em que os contribuintes não sabem distinguir Mozart de Mahler (muitos nem sabem quem são). O apreço com a música clássica é da mesma ordem que o apreço pelos "clássicos" e anda de mão dada com os níveis de literacia. MJP tem a sorte e mérito seu, claro, de ver as suas qualidades reconhecidas pelo mundo e teve a sorte e mérito seu, claro, de ter ganho muito dinheiro. Belgais foi uma opção sua, neste tempo, naquele sítio, com os seus objectivos... E se o mundo é como é, Portugal não escapa dessa máxima. Se Belgais tivesse sido noutro local, quem sabe!» [Joana C. D.]

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por FJV, em 28.07.06
||| O cantinho do hooligan. O regresso.








Na verdade, Vila Real de Santo António é uma cidade comovente e o Guadiana um rio cheio de bons augúrios. Desenhado a esquadro.

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por FJV, em 28.07.06
||| A tortura sofrida durante anos.


















Maria João Pires vai viver para o Brasil -- para a Bahia. Opção sensata. Depois do massacre de Belgais, em Castelo Branco, onde gastou grande parte das suas energias e alguma da sua fortuna, a pianista decidiu ir viver para os arredores de Salvador. Eu acho que ela fez bem. Daqui a alguns anos se ouvirão os lamentos.
Há quem vá anotar esta saída de Maria João Pires com o habitual ressentimento -- «a Pátria que enxota os seus melhores filhos», «o país que não apoiou Belgais», etc. Não acho que valha a pena. É certo que havia um problema logístico com Belgais (era em Castelo Branco), mas nada justifica as sucessivas recusas em apoiar condignamente um projecto daquele valor num país insensível à música, onde os intelectuais nem sequer conseguem enumerar meia dúzia de compositores que conhecem. Esse é um ponto.
Mas o ressentimento que vai ouvir-se é mesquinho e insignificante, além de, como se sabe, improdutivo. Maria João Pires percebeu que não conseguia levar o seu projecto adiante -- e partiu. Quando menciona «a tortura sofrida durante anos», acho que se compreende. Se o projecto conseguir desenvolver-se em Salvador, tanto melhor -- para Salvador, para Maria João Pires e para a música. A pátria é o lugar onde se consegue viver. Onde cada um consegue fazer a sua casa de Belgais. E é assim. Em Salvador vive-se muito melhor.

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por FJV, em 28.07.06
||| Revisão da matéria, 4.
Entrevista com Hussein al-Hajj Hassan, deputado do Hezbollah (no Estado de S. Paulo).
E com
Ron Ben-Yishai, assessor militar israelita.

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