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por FJV, em 06.06.06
||| Museu da Língua.







O José Pacheco Pereira menciona hoje no Abrupto o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. Na verdade, trata-se de um monumento importante sobre a Língua Portuguesa, ligado a mais de 20 000 escolas, com espaços de exposições, conferências -- e com um roteiro sobre a história do Português. O que impressionou, logo na inauguração (além da exposição de Bia Lessa sobre Guimarães Rosa e Grande Sertão), foi o gigantesco planetário da Língua, onde -- já agora-- os autores portugueses (sobretudo Pessoa, Sophia e Camões) têm sempre um lugar de destaque. Ver mais aqui -- e aguardemos as fotos prometidas de JPP.

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por FJV, em 06.06.06
||| Imposto europeu sobre sms e e-mail. O regresso. {Actualizado mas não retirado.}
Notícia: «Segundo contas do “Jornal de Negócios”, os portugueses teriam de desembolsar 156,44 milhões de euros, ou seja, cerca de 15,6 euros por pessoa. Recorde-se que o Parlamento Europeu está a estudar o lançamento de um imposto sobre SMS e e-mails, para financiar os fundos comunitários.»
O Pedro Figueiredo insistiu (e fez bem) em acrescentar que esta história tem sido muito exagerada e que tem circulado por todo o lado sem ter sido confirmada junto das fontes. Ver este e este outro link, que nasceram, também, desta notícia da Reuters.

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por FJV, em 06.06.06
||| Sim, sim. Nada de livre-escolha, nada de opções. Ou de como o Estado pensa por nós todos, fumadores e não-fumadores.
Texto do Diário de Notícias: «A proposta do ministro Correia de Campos mantém, pois, a medida mais criticada e polémica: a proibição de fumar em todos os estabelecimentos. O Ministério da Saúde reitera esta medida invocando a Constituição da República e argumentando que todos os cidadãos têm o direito à protecção da saúde. Num documento disponibilizado ontem no portal do ministério, o Executivo alega ainda que a eventual livre escolha dos proprietários retiraria eficácia à medida[destaques meus.]

«De fora da segunda versão da lei do tabaco fica, no entanto, uma das principais reivindicações do sector turístico e da restauração: a possibilidade de poderem optar por um estabelecimento com ou sem fumo. À semelhança do que acontece na vizinha Espanha.»

«Se os clientes acenderem um cigarro num restaurante, café ou discoteca, os donos deverão adverti-los da violação da lei. [...] os donos de cafés, restaurantes e discotecas ficarem com esta missão de alertar e, no limite, chamar as autoridades para punir os seus próprios clientes [...]» [Projecto de Correia de Campos aqui.]

Até agora, pensei que a medida moralizadora seria civilizada e justa; mas os sinais levam a pensar que ocorrerá em Portugal o que começa a acontecer em Espanha -- as pessoas desrespeitam a lei. O sr. Ministro merece ser desrespeitado.

Ainda bem que há dois dias apenas citava o texto de Javier Marías:
«La idea antigua de que sólo las dictaduras eran totalitarias resulta ingenua, porque el totalitarismo consiste, sobre todo, en la intromisión de los Gobiernos en todas las esferas de la sociedad, en el afán de regularlo, controlarlo e intervenir en todo, de condicionar la vida de los ciudadanos e influir en ella, en no dejarles apenas márgenes de libertad y decirles cómo han de comportarse y organizarse, no sólo en lo público y común, sino asimismo en lo personal y privado.»

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por FJV, em 06.06.06
||| Humores.
O que leva uma pessoa como Eduardo Prado Coelho a escrever o que hoje escreve no Público é provavelmente um mistério. O mundo, portanto, divide-se em bons e maus; entre aqueles que dizem bem de nós e aqueles que pensam mal de nós; entre os que conhecemos (e portanto existem) e aqueles que não mencionamos (e portanto não existem); entre aqueles a quem emprestamos a aura e aqueles que não queremos conhecer. É simples. Uns são bons, outros são débeis mentais, outros (se nos conhecerem e se nós os incluirmos na lista dos nossos conhecidos) são interessantes, e ainda há a massa anónima que, claramente, não existe porque nunca foi simpática para nós.

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por FJV, em 06.06.06
||| Incêndios. {Actualizado}
Há uma coisa que não percebo nisto dos incêndios. Não estava previsto que tínhamos meios e que ia estar tudo mais atento?

Escreve Duarte Moral, assessor de imprensa do Ministro António Costa (além de meu amigo e blogger):
1. É verdade que temos mais meios do que sempre. Basta consultar os dados comparativos dos anos anteriores com este. E, sobretudo, vamos ter uma reserva de meios próprios, não alugados e que estarão sempre ao nosso dispor. Mas o dispositivo, como compreenderás, não pode ser sempre o mesmo, todo o ano. Tem que ser adaptado ao risco. Talvez o País ficasse impressionado se tivesse noção do que é que se gasta para ter esse dispositivo. E, das duas uma. Ou se tem, e se paga. Ou não se tem e não se paga. E se se quer ter mais, paga-se ainda mais.
2. Se verificares no site http:// incendiosflorestais.snbpc.pt tem havido quase trezentos incêndios por dia e muito poucos têm ultrapassado a fase do fogacho, o que significa, objectivamente, que tem havido eficácia no combate à maioria deles, que têm sido apagados logo no início.
3. Este ano, a directiva operacional tem uma estratégia que passa pela utilização dos meios aéreos sobretudo na primeira intervenção, para tentar apagar fogos ainda no seu início. Quando os fogos ganham alguma proporção, os meios aéreos deixam de ser eficazes (é como tentar apagar uma lareira com um conta-gotas...) e devem concentrar-se a apagar outros fogos nascentes. Nessa altura, só o combate terreste faz sentido. Não perceber isto é ceder ao populismo e aos impulsos mais primários das pessoas, certamente compreensíveis, mas para quem o fogo que está à porta de sua casa é sempre o fogo mais importante do mundo. É também a isso que o teu
post sobre incêndios parece ceder. É por isso que a gestão dos meios aéreos deve estar a cargo não de políticos, ou de jornalistas, ou de populares, mas de técnicos que saibam o que estão a fazer e tenham uma visão global da situação.
4. Poderás dizer certamente muita coisa sobre aspectos estruturais da questão florestal em Portugal, sobre questões da prevenção, etc, etc. Mas quando a casa arde, só se lembram das questões que têm a ver com o combate.

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por FJV, em 06.06.06
||| Serviço público, 2. As cervejas portuguesas. Primeira parte.








Depois de ter proposto o top ten das cervejas brasileiras, eis algumas das notas de prova (já com dois meses, mas enfim) de algumas das cervejas portuguesas (de * a *****): Sagres, Sagres Chopp, Sagres Bohemia, Sagres 1835, Super Bock, Super Bock Abadia, Super Bock Preta, Magna, Coral, Cergal e Tagus.
Conclusão até agora: vitória, nas cervejas escuras, da Super Bock Stout (seguida de perto pela Magna); nas ruivas, da Sagres Bohemia 1835 (seguida da Bohemia); nas loirinhas, da Tagus.

Seguem-se, durante esta semana, mais algumas.

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por FJV, em 06.06.06
||| E portanto.
«Governo deixa cair penalização para quem tem menos filhos. [...] A proposta entregue aos parceiros sociais previa que o valor da taxa social única iria diminuindo para os casais com três filhos ou mais e aumentando para quem optasse por não os ter.»
Ver, neste blog, algumas das opiniões contra a fantástica ideia agora abandonada.

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por FJV, em 06.06.06
||| Coimbra.








Está certo que a Central de Cervejas já produz a Sagres Selecção, que é muito boa. O revivalismo também está, aí, nos frigoríficos onde há Cergal (mazita) ou ate Clock (mazinha). Mas, de todas as vezes que vou a Coimbra -- como agora aconteceu -- pergunto sempre a mesma coisa: «Então e a Topázio?» Eu gostava da Topázio. Bebia Topázio e levava Topázio, de Coimbra para onde fosse. A última vez que a bebi (no Ticino, onde nunca mais voltei) não sabia que era a última vez.
Na semana passada, entre gente de Coimbra e em Coimbra, perguntei a certa altura: «Então e a Topázio?» Esperava essa demonstração de sabedoria e de bons conhecimentos (saudosismo e, vá lá, choraminguice, nunca me convencem), associada a um revirar de olhos que reenviava para um copo de cerveja num Verão distante. Os meus interlocutores variaram. Um diz que não bebe. O outro não conhecia. Eu envelheci.

(Filipe, diz-me que isto não é verdade e que eles nem eram de Coimbra...)

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por FJV, em 06.06.06
||| Mails, gentis e perplexos.
O Público noticia que há correntes de mails contra a Ministra da Educação. Deve haver. Recebi alguns deles mas ri com aquele que apelava para que se protestasse junto do Presidente da República porque a situação é tal que até houve «um economista» que escreveu uma crónica indecente na Notícias Magazine (JN & DN, ao domingo): «Colegas, temos deixado que nos enxovalhem e ficamos calados. [...] O senhor que assina a carta do JN devia ser processado. Creio que, neste momento isto toca as raias do abuso.» Fui ver (como no poema do Augusto Gil). Tratava-se do texto de Manuel Ribeiro «economista», que toda a gente sabe que é «página de humor» na NM (aliás, Manuel Ribeiro nem existe). Portanto, Blog dos Marretas e Inimigo Público, cuidado.

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por FJV, em 06.06.06
||| Recepcionar.
Vital Moreira ouve poucos comentários de futebol na tv. De contrário, já teria saltado da cadeira com o «recepcionar», que agora «recebeu» de uns «serviços competentes». Quanto ao «educacionar» que cita no seu post, o Vital também não está atento ao que dizem certos docentes da área de ciências da educação, aí de Coimbra, pois não?

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por FJV, em 06.06.06
||| Dualidade de critérios.
«Na TSF repete-se até à exaustão que bandos armados de delinquentes lançam o pânico nas ruas de Díli: longe vão os tempos parisienses da procura das causas da violência, das entrevistas a sociólogos e activistas, das reportagens de investigação feitas pela própria rádio.» [...] «Em Timor, são jovens deliquentes que se entregam ao vandalismo e à pilhagem; nos arredores de Paris, são jovens marginalizados que protestam politicamente contra a exclusão e o neo-liberalismo.» No Mar Salgado.

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