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por FJV, em 13.04.06
||| Museus.













Em Portugal e em Espanha, respectivamente:
«A greve visa contestar um decreto administrativo instituído pelo antigo ministro da Cultura Manuel Maria Carrilho, que determina a obrigatoriedade destes trabalhadores laborarem na sexta-feira Santa e domingo de Páscoa sem qualquer remuneração suplementar. Este despacho deveu-se ao facto de os museus, palácios e sítios arqueológicos portugueses serem muito visitados por espanhóis durante a época de Páscoa.»

«Los museos estatales dependientes del Ministerio de Cultura ampliarán su horario y organizarán actividades especiales durante esta Semana Santa.
La oferta cultural vendrá marcada por la apertura especial fuera del horario habitual de los museos, así como exposiciones temporales, conciertos, talleres para familias y niños, cine o representaciones teatrales, ampliando de esta manera la oferta de servicios culturales con el objeto de adecuarla a una mayor demanda provocada por el periodo de Semana Santa.»

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por FJV, em 13.04.06
||| Mas é uma pequena vergonha, sim.
A ideia de que o Parlamento foi impedido de funcionar, porque faltaram 120 dos 230 deputados, é francamente divertida para quem aprova leis sobre absentismo e desorganização da produtividade.

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por FJV, em 13.04.06
||| Pecar, segundo Stattford.
«Passar muitas horas a ver televisão, fazer buscas na Internet ou simplesmente ler o jornal são actividades consideradas pelo Vaticano como “novos pecados”, de acordo com a nova orientação enunciada pelo cardeal Francis Stafford.» Esta é a formulação da notícia segundo o Diário Digital, que inclui um parágrafo final que não é notícia: «Logo, passar muito tempo a ler jornais, ver televisão e navegar na Internet diminui a fé cristã.» A formulção do Portugal Diário é diferente. Mas parece-me que o erro de interpretação vai manter-se durante algum tempo.

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por FJV, em 13.04.06
||| As perguntas.










Não tem rosto, o Deus dos perplexos. Nem voz.
Nem arrependimento. Nem a alegria dos alegres
ou o medo da escuridão. Não posso dizer-vos como
se encontram os seus caminhos, se o melro poisa

nas hortas junto do rio, ao adivinhar a tempestade.
Deus predador, o nosso, prudente, interdito,
que desagrada ao canto mais simples. As nossas
pegadas ficam no deserto, aguardam a passagem

como um fantasma que se desprende da chuva.
Esta luz é incerta, balança sobre as varandas, ameaça
os dias, converte ou desarma todas as palavras certas,

todos os olhos abertos. Não tem rosto, o Deus dos
perplexos, não caminha nos precipícios, não arde
como a urze fitando o céu, não o comove a morte.

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por FJV, em 13.04.06
||| E sim, começou a Páscoa. Desde ontem.













Os perplexos têm o seu livro, mas porque não hão-de
eles colocar o kippah ou adornarem-se com os tefillin?
Não lhes chegam o livro nem a fé, porque as areias
do deserto se confundem umas com as outras, basta

chegar uma tempestade, um vento mais forte passar
entre os cedros ou os pomares. Em alguma coisa se
distinguem e por isso os expulsaram ou escolheram.
Rezam numa língua antiga, os perplexos, e esperam.

No mundo, servem o mundo. Mas o coração, fechado
como uma concha, aberto como os muros de Jerusalém,
é um terreno para os enigmas, a perturbação, a sede,

o que fica por dizer. Será tudo tão exacto, tão claro
como nas linhas do Livro? Olham as árvores, perplexos
da sua culpa, guardando a sua alegria, o seu exílio.


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por FJV, em 13.04.06
||| Dia 19 de Abril, uma vela onde quer que seja. 2.
Sobre este post e alguns comentários entretanto surgidos. Creio que algumas pessoas não entenderam a natureza da expressão «e isso é uma coisa que não se discute. Que nem sequer está em discussão» com que terminava o post. Mas explica-se facilmente: não estou na disposição de discutir com ninguém a ideia de eu acender uma vela em homenagem às vítimas do Pogrom de 1506 e da Inquisição portuguesa. Eu vou. Não obrigo ninguém a ir. Não exijo que ninguém vá. Pedi a alguns amigos que me acompanhassem. A minha decisão é puramente individual, e quando escrevo «nós vamos» refiro-me aos que vão e querem ir. Portanto, não estou disposto a discutir aquilo que a minha liberdade individual e as minhas opções e crenças me levam a fazer.
Aliás, não entendo nem a natureza da discussão nem o seu objectivo.

E sim, chamo abjectas às posições, manifestadas aqui e ali, que levantam dúvidas sobre a natureza relativa do massacre. Isso é abjecto. Releva da pura ignorância. São idiotas.

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por FJV, em 13.04.06
||| O cantinho do hooligan.
Fui derrotado. Ele conseguiu ultrapassar-me.

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