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por FJV, em 30.04.06
||| A irrelevância da Microsoft.
Muito bom, o artigo de Paulo Querido sobre a irrelevância da Microsoft (e dos seus Windows), essa empresa cujo dinheiro «compra comunicados de imprensa e até governantes, o que dá jeito para aguentar as coisas mais uns tempos na Europa» mas que, em matéria de criatividade, é «um colector de vírus e outros lixos».

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por FJV, em 30.04.06
||| Mourinho.













Ele é bom, certamente; muito bom. E um chato, um grande chato.

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por FJV, em 29.04.06
||| O Estado, que sabe tudo de nós.
A ideia de que a família é a célula da sociedade não me incomoda, mas não tenho nada a ver com o assunto. Mas a de que as famílias numerosas são a célula da sociedade e devem ser premiadas pelo facto de serem numerosas, é muito criticável. Penalizar os celibatários, casais sem filhos, casais com um ou dois filhos -- diante das famílias com seis ou sete --, já devia fazer-nos pensar mais neste Estado que sabe tudo de nós. Porque não é apenas uma questão de baixa natalidade, fiscalidade ou de segurança social. É uma discriminação negativa para quem opta por viver como quer viver. O Estado que vá ter filhos onde quiser.

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por FJV, em 29.04.06
||| Eduquês.
Há umas semanas, em plena rua, um professor admitiu que eu «devia levar um estalo» por ter convidado o Nuno Crato para uma emissão de televisão, na qual discutimos o livro O Eduquês em Discurso Directo. Que Nuno Crato não percebia nada do assunto e odiava era os professores e o pessoal do Ministério da Educação -- coisa em que não acredito, porque o livro é uma defesa dos professores contra a palermice em que resultou a ideologia dominante durante muito tempo no ME. Depois, cheguei a este post do João Caetano Dias, em que ele transcreve uma crónica de Pedro Norton, na Visão. Na verdade, eu suponho que Júlia, personagem fictícia citada na crónica do Pedro, devia poder processar o ME ou a Escola Superior de Educação Almeida Garrett. Vejam porquê.

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por FJV, em 28.04.06
||| Polémica na Academia sobre os lexicógrafos.
O dicionário da Academia, lembram-se? Magnas questões se travam entretanto entre a direcção da Academia e os lexicógrafos. Coisas de dinheiro em vez de léxico mesmo. Eu já era um céptico em relação do dicionário da Academia -- mas isto só me faz continuar a tecer loas ao Houaiss, bom Houaiss, e ao Aurélio, bom Aurélio. Não há nada como dicionários sérios.

Ver também Eduardo Pitta.

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por FJV, em 28.04.06
||| Livros em Desassossego.









Agitada e concorrida, mais uma sessão dos Livros em Desassossego dedicada à «tentação de editar», na Casa Fernando Pessoa. Carlos Vaz Marques moderou, e participaram Manuel S. Fonseca (Guerra e Paz), Bárbara Bulhosa (Tinta da China), Luís Oliveira (Antígona), João Rodrigues (Dom Quixote) e Valter Hugo Mãe (Objecto Cardíaco) que leu e apresentou o seu novo romance, O Remorso de Baltazar Serapião (edição da QuidNovi). Terminou depois da meia-noite como de costume.
[A pedido, informo: desta vez os vinhos foram da Fundação Abreu Callado, e a varanda do jardim também encheu depois da função.]
Adenda: Ver a reportagem sobre a sessão no sempre atento Extratexto, por Nuno Seabra Lopes.

Dia 4, na próxima quinta-feira (às 18h30), estarão lá Eduardo Pitta e Miguel Real, que iniciarão o ciclo de conferências dedicadas à obra de Fernanda de Castro.
Dia 6, sábado (16h00), é a vez da apresentação do novo livro de António Ramos Rosa.
Dia 9, terça-feira (18h30), começa o ciclo Antes que Venha o Mundial (a primeira sessão, coordenada por Joel Neto, conta com Álvaro Magalhães, Ferreira Fernandes, Ivan Nunes, Ricardo Araújo Pereira e Torcato Sepúlveda).
E dia 10? Na quarta-feira (às 18h30): a vez da poesia brasileira, numa sessão dedicada ao Curso Breve de Literatura Brasileira e à edição dos títulos de Carlos Drummond de Andrade e João Cabral Melo Netto, com Abel Barros Baptista e Carlos Mendes de Sousa, além da leitura de poemas por Dora Ribeiro.

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por FJV, em 25.04.06
||| Infelicidade.
Afinal, não se confirmou a manchete do Expresso. O presidente não dedicou o 25 de Abril a dar puxões de orelhas aos deputados. Pelo tom e matérias do discurso de Cavaco Silva no Parlamento, não sei como vão acusá-lo de tentar mais um golpe contra o regime.

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por FJV, em 25.04.06
||| Capitães.













O capitão comemorando o 25 de Abril. (Obrigado pelo envio, F.)

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por FJV, em 25.04.06
||| Revista de blogs. O par.













«Convidam-me para jantar. Educadamente, compareço. Porém, sei ao que vou. Vou ao par. Mais concretamente: vou ver o par. Apreciar o par. Avaliar o par. Cobiçar o par. Toda a minha existência gira em torno do par. Qual par? Bem, recorro aos clássicos: o peitinho de rola. Um lugar-comum, eu sei. Mas, ainda assim, um óptimo lugar. Com o passar do tempo, desenvolvi uma relação tu cá tu lá com o par. Se bem que eu muito cá e o par muito lá.»
{Tiago Galvão, no Pif-Paf.}

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por FJV, em 25.04.06
||| Barroco, sim.













Compreendo que exista alguma reacção aborrecida acerca de um fim de semana dedicado ao Barroco. Mas compreender é uma coisa totalmente diferente de concordar. Eu gosto, lamento. Como também aturo a excitação de uma semana dedicada aos acrílicos U2 e ao Rock'in Rio, e ao Ermal, e ao Sudoeste, e ao Vilar de Mouros e ao que for -- e me limito a compreender.

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por FJV, em 25.04.06
||| 25 de Abril no Brasil.
Artigo de Francisco Seixas da Costa no Globo.

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por FJV, em 25.04.06
||| Revista de blogs. O sentido da vida.
«Os meus amigos de direita estão sempre em desacordo com os meus amigos de esquerda. Ou melhor, os meus amigos de esquerda fazem questão de estar permanentemente em confronto com os meus amigos de direita. A hostilidade vem sempre do lado onde o sentido de humor escasseia.»
{No Tristes Tópicos.}

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por FJV, em 25.04.06
||| Revista de blogs. Dia de Portugal e das Comunidades.
«A minha irmã morena parece uma baiana. O meu irmão moreno parece um marroquino. O meu pai grisalho e encarnado, parece um americano. A minha mãe redonda e morena parece uma italiana. O meu gato gordo parece um leitão peludo. A minha gata esquiva parece a Ava Gardner. A minha sobrinha morena parece uma índia. O meu sobrinho parece-se com o meu filho. O meu urso de peluche parece o Dr. House. O meu carro parece ter saído das Balcãs. O teclado do meu computador parece o Camões.»
{No Diotima.}

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por FJV, em 25.04.06
||| Serviço público, 1. O top ten das cervejas brasileiras.













Uma cerveja é avaliada em circunstâncias muito diferentes, e há factores a alterar o nosso juízo de valor: a temperatura, a companhia, a comida que acompanham, a hora do dia (há cervejas para horas diferentes) ou o tempo de armazenagem. É esta, para já, a lista das dez melhores cervejas brasileiras, provadas por mim. Há algumas artesanais de SP, RJ e PR que ainda esperam atenção.

1. Eisenbahn Pilsen; 2. Eisenbahn Pale Ale; 3. Baden Baden Red Ale; 4. Eisenbahn Dunkel; 5. Devassa Tropical Ale; 6. Schmitt Ale; 7. Baden Baden Premium Bock; 8. Devassa Tropical Lager; 9. Schmitt La Brunette; 10. Bohemia Weiss.

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por FJV, em 25.04.06
||| O cantinho do hooligan. Festejos finais.
Agora que se aproximam os festejos finais do campeonato, faço um apelo público e inútil às televisões: não nos massacrem com pessoal aos saltos nas avenidas a repetir os estribilhos do costume. O que é bom é ganhar e daqui a duas semanas vai haver festa, sim -- não há outro remédio, e há quem tenha direito a isso. Vai buscar! é a essência do futebol e não há nada a fazer. E depois das vitórias há sempre a revanche necessária e compreensível. Mas aquele excesso televisivo é um massacre, uma das antecâmaras do horror português. Digo o mesmo todos os anos, repito-o em vésperas de finais europeias e durante os festejos (no ano passado a vitória do Benfica teve direito a uma semana de comemorações), sem hipocrisia. Seria um milagre, eu sei. Mas não custa nada pedir.

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por FJV, em 25.04.06
||| Estrangeirados.
A Dia D, do Público, apresenta hoje alguns investigadores portugueses que vivem nos EUA e que Portugal devia aproveitar melhor. Há um ponto curioso e comum nas respostas deles quando se lhes pergunta o que gostariam de mudar em Portugal: o chamado défice português de auto-estima. Mas o tom das respostas não é o do Portugal Positivo, calma. Antigamente, eu tinha dúvidas sobre este desejo de o pessoal vir de fora e querer disciplinar a pátria; depois de estudar Verney, Ribeiro Sanches, D. Luiz da Cunha e essa geração estrangeirada, vejo que eles têm razão no essencial, sem dúvida, sem dúvida. E alguns deles parecem pessoas generosas e bem intencionadas. Mas alguns falam de ajudar, de cooperação, de entusiasmo, de partilhar informação, de fazer mais. É isso que faz de mim um céptico; não em relação a eles, vejam bem.

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por FJV, em 25.04.06
||| Jordi.

















Jordi Bruch começou há umas largas semanas uma viagem pelo mundo fora, arrancando na América Latina (as suas fotografias sobre as eleições no Peru apareceram na Pública). Antes da exposição que fará em Dezembro próximo, em Lisboa (Estamos Juntos), aqui ficam duas fotos do Peru (a preto e branco) e mais duas de Angola (a cores, naturalmente).
[clicar nas imagens para ampliar]

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por FJV, em 25.04.06
||| Saudades do pampa.










Jantar num restaurante quase gaúcho – costela, já aportuguesada, mas lembrando priscas eras, em churrasquinho decente. Havia matambre enrolado e arroz, charque acebolado e, felizmente, nem sinal de sagu ou ambrosia. Mas, felicidade foi quando percebi que todo o pessoal era gremista, excepto o patrão, um colorado que sorriu tristemente quando lhe lembrei o último grenal. De certo modo, era a inversão da luta de classes portoalegrense.

P.S. - Tradução?

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por FJV, em 22.04.06
||| O cantinho do hooligan.





Obrigado. Foi reposta a legalidade.

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por FJV, em 22.04.06
||| Barroco.













Em viagem de carro este final de semana, a rádio é a Antena 2 obrigatoriamente: transmite alguns dos concertos da Festa da Música. Barroco em todo o seu esplendor. Hoje (o dia de Vianna da Mota, já agora -- nasceu a 22 de Abril de 1868, em S. Tomé e Príncipe), ouve-se Carlos Seixas. E pode ser que se possa escutar de novo a Divino Sospiro que ontem, ao final da tarde, ouvi também dentro do carro.

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por FJV, em 22.04.06
||| Obrigado, ó nórdicos.
«As estações públicas da Dinamarca, Suécia e Noruega rejeitaram participar na versão infantil do Festival Eurovisão da Canção por considerarem que o espectáculo se tornou muito comercial, com demasiadas barrigas à mostra e mini-saias. Os responsáveis das TV escandinavas acusam o certame de ter deixado de ser um espectáculo para crianças. O Festival da Eurovisão júnior começou em 2003 e pretende imitar o Festival da Eurovisão com adultos, pondo crianças entre os oito e 15 anos a cantar.» No Público de hoje.

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por FJV, em 22.04.06
||| Números, 2.
Ver o post do Rui Branco acerca deste assunto.

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por FJV, em 21.04.06
||| Nós, o Estado.
Rui Pena Pires chamou a atenção para um artigo de José Lello, no Público de segunda-feira (transcrito aqui, para não assinantes do Público). É um artigo muito importante pelo que deixa supor. Confesso que simpatizo bastante com Lello pessoalmente, mas esta ideia de que os portugueses não podem falar sobre Angola senão para defender os interesses de ambos os Estados, parece-me esdrúxula:
«O que muita imprensa e opinion makers mais gostam de focar são os problemas de corrupção, da falta de democracia e da violação dos direitos humanos. Estão de tal forma obcecados nesse registo que não se percebe bem se estão mesmo interessados em descodificar os contornos reais da actualidade angolana e se estarão verdadeiramente determinados em apoiar a reconstrução nacional, a reinserção social e a normalização política e cívica que a paz tornou possível. [...] É preciso bom senso nesta floresta opinativa e, por vezes, nas cortinas de fumo que se pretendem lançar sobre Angola, que só prejudicam desnecessariamente a percepção e as relações entre os dois países. Se Portugal não faz juízos de valor em relação a outros países, porque simplesmente não tem de se intrometer nos assuntos internos de Estados soberanos, por que razão havia de o fazer em relação a Angola?»
Meu Caro José Lello: depreendo que o último livro de Pepetela, por exemplo, é uma grande prova de falta de patriotismo do escritor angolano, ao preocupar-se com «a corrupção, a falta de democracia e a violação dos direitos humanos». E que a obra de José Eduardo Agualusa, que se preocupava com «corrupção, falta de democracia e violação dos direitos humanos» quando ainda o PS cabeceava entre UNITA e MPLA, é totalmente anti-patriótica. Evidentemente, como são angolanos, o Estado local pode tratar-lhes da saúde à vontade.
Eu compreendo, toda a gente compreende a natureza do negócio com Angola e a sua delicadeza. Mas não vale a pena reeditar a «doutrina Freitas do Amaral sobre os cartoons» a propósito de Angola.

(O Rui Pena Pires tinha já comentado a significativa reacção de outro dirigente partidário, Jorge Coelho, que achava que «nenhum de nós tem o direito de estar agora a definir como deve ser a governação de Angola». Como se confirma, a «doutrina» está a ser adoptada aos poucos. Um dia destes alguém vai dizer que «nenhum de nós tem o direito» de pensar que a Rainha de Inglaterra tem o nariz pequeno. E tem.)

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por FJV, em 20.04.06
||| Revista de blogs. Os meus amigos budistas.
«Sinto profunda inveja de amigos calmos, que se conhecem e não se preocupam com essas coisas, que lêem um livro de cada vez (eu não me lembro qual foi o último romance que eu li inteiro, parei em Seymour e não consigo voltar, a família Glass me deixa deprimida, contente, mas deprimida, ou contente, deprimida, mas contente). São todos budistas. [...] Eles insistem que eu preciso de um conflito mas nunca é de uma maneira budista.»
{Nico Hideyo, no Million Dollar Kiss.}

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por FJV, em 20.04.06
||| Comentários.
José Pacheco Pereira, hoje no Público sobre as caixas de comentários nos blogs.

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por FJV, em 20.04.06
||| Parlamento, 2.
Depois das faltas dos deputados (naturalmente que já tinha havido situações idênticas), tanto o PS como o PSD avançam com a ideia de impor regras mais duras e formas de controle mais apertadas no parlamento (já estamos a ver Alberto Martins e Marques Guedes a percorrer os corredores, de lápis na mão). E com conselhos de ética, vigilância e disciplina. E com normas de comportamento, moral e o costume. Ó Portugal, se fosses de plástico e acrílico eras muito melhor! Esta gente sonha com leis que não cumpre, com retratos que não tirou, com regulamentos que não se aplicam, com vergonha que não tem. Não era mais fácil recuperarem o bom-senso em vez de nos tomarem por parvos?

Ou trata-se de reduzir a ética parlamentar ao controle das votações?

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por FJV, em 20.04.06
||| Parlamento.
O silenciamento de Santos Cabral, ex-director da PJ, deixa no ar todas as perguntas colocadas pela oposição. E deixa Vitalino Canas, mais uma vez, na posição de controleiro extemporâneo (já o fora na questão dos cartoons...). A limpeza de opinião e a censura a Santos Cabral deixam muitas dúvidas sobre tudo o que o ministro da Justiça disse no parlamento. E deixam muitas dúvidas sobre o que pessoas assim podem fazer com uma maioria absoluta. Neste caso, de acordo com Vital Moreira.

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por FJV, em 20.04.06
||| More.
Lançamento da edição (para bibliófilos) de Utopia III, da autoria de J.V. de Pina Martins e Miguel Mark Hytlodew. Partindo da Utopia, de Thomas More, os autores descrevem o modo de vida, a educação e os usos e costumes, em finais do séc. XX, do povo cujos leis e civilização no princípio do séc. XVI tinham inspirado aquele filósofo inglês. Referem ainda o que, no Portugal do séc. XX, mais os impressionou, positiva ou negativamente, destacando as obras sociais de assistência aos diminuídos mentais existentes no Entre Douro e Minho. O livro, publicado pela APPACDM de Braga foi o último dirigido por Félix A. Ribeiro, mestre das Artes Gráficas falecido em Dezembro de 2005.
(Via Henrique Barreto Nunes)

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por FJV, em 19.04.06
||| Enquanto não chovia.







A homenagem, a lembrança. Mais nada.
(Esta noite no Rossio às 21h20.)

(Ver aqui a notícia do Público sobre a concentração às 19h00, no Largo de S. Domingos.) (Ver o texto do Rui Branco, no Adufe, sobre a mesma cerimónia.)

(Aqui, texto de Luís Januário, no A Natureza do Mal.)

Adenda 1: Não estive na cerimónia das 19h00, portanto, como aliás já tinha dito antes. À noite, tanto eu como o Ricardo ficámos impressionados diante da praça quase vazia, tirando os turistas que passavam com a poeira da chuva miudinha. Bastava aquele conjunto de velas acesas, abandonadas, juntamente com as que me foram sendo anunciadas ao longo do dia, por mail, em Madrid, Los Angeles, N. Y., Toronto, Barcelona, Porto, Faro, Bragança, Almeida, Paris, Bruxelas, Vila Flor, Chaves, V.N. Foz Côa, Guarda, Coimbra, Castelo de Vide, Évora, Aviz, Ponta Delgada, Maputo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Buenos Aires, São Paulo, Washington, Díli, Tavira, Vila Real, Londres, Antuérpia, Telavive, Roma, Tomar, Paris, Torre de Moncorvo. Em cada um desses lugares, e em todos os outros, foi lembrada a natureza da intolerância, da xenofobia, da perseguição religiosa, da Inquisição e da maldade. Isso foi bastante para nos comovermos. Hoje, 500 anos depois, não tem apenas a ver com judaísmo, secreto ou público. Tem a ver com a natureza da intolerância e com a emergência do horror em qualquer período da nossa história.

Adenda 2: Recomendo a leitura de A Inquisição de Évora, de J. Borges Coelho (edição Caminho) enquanto não chegam às livrarias os livros sobre o pogrom de 1506. E recomendo, obviamente, o livro de Richard Zimler, O Último Cabalista de Lisboa (edição Quetzal).

Adenda 3: Como não estive na cerimónia das 19h00 não pude encontrar, entre outros, o Padre Peter Stilwell (agradeço ao Rui Almeida a informação) que, além de ser uma pessoa generosa e boa, é também responsável pelo Departamento das Relações Ecuménicas e do Diálogo Inter-Religioso do Patriarcado de Lisboa.

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por FJV, em 19.04.06
||| Números.
Ainda ninguém se riu da guerra de números sobre a descida do desemprego. Só o Instituto de Emprego murmurou, baixinho, para não estragar a festa: «Há é menos inscritos nos centros de emprego...»

Comentário do Pedro Almeida Vieira: «A questão da taxa de desemprego apresentada pelo Governo é sempre uma ficção, embora apenas uma vez em cada década se possa avaliar o seu grau: na altura em que são apresentados os resultados dos Censos. Aí sim, estamos a falar de números verdadeiros (relativos a 100% da população). A título de exemplo, recordo-me que a taxa de desemprego apontada pelas amostragem do INE no primeiro trimestre de 2001 - altura em que se fez o último recenseamento da população - rondava então cerca de 4% da população activa. Contudo, os valores dos Censos indicaram cerca de 7% da população. Ou seja, quase o dobro... Estas discrepância devem-se sobretudo aos métodos de amostragem das estimativas apontadas trimestralmente pelo Governo, que são, obviamente, fáceis de manipular ao gosto do freguês...»

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