Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



...

por FJV, em 31.03.06

||| O maradona mudou.
O maradona e a Causa «mudaram»: agora também estão aqui. A reportagem sobre a festa da FHM já está lá. Cheira-me a roubo descarado («Um blogue de serviço público para as gerações futuras à revelia do maradona»), mas enfim.

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 30.03.06
||| Por falar nisso.













Hoje, quinta-feira, na Casa Fernando Pessoa, debate sobre a crítica & os amigos, moderado por Carlos Vaz Marques. Com Abel Barros Baptista, João Pedro George e Eduardo Pitta -- mas vai estar lá muito mais gente. Antes disso, Manuel Valente, editor, fala dos livros que gostaria de ter roubado aos outros editores; e Rodrigo Guedes de Carvalho lerá alguns trechos do seu novo livro. É às 21h30.

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 30.03.06
||| Interrupção no O Cantinho do Hooligan.










Paulo: tu tá doido, homem? Motivos racionais? Li o teu post há uma hora e ainda não parei de rir, amigavelmente. Motivos racionais para apoiar o Benfica? Paulo: tu nem sabes do que um hooligan é capaz depois de a nossa equipa ter falhado queles golos...

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 30.03.06
||| Revista de blogs. Providência cautelar à vista.
«Depois de José Rodrigues dos Santos recolher os louros da sua obra-prima Codex 632, o governo tenta a sua sorte e lança a genial sequela Simplex 333
{Helena, no Tristes Tópicos}

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 30.03.06
||| Revista de blogs. Dieta mediterrânica.
«Os melhores rapazes são alimentícios. Pão e pêssego são fórmulas de sucesso. Evitem-se os pudins.»
{Susana Bês, no Lida Insana}

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 30.03.06
||| O Estado, 2.
Vai uma grande animação nos comentários ao post do Francisco Mendes Silva sobre o assunto logo aqui abaixo. Mas a pergunta fica feita: «A decisão do tribunal arbitral declara que há vítimas?»

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 29.03.06
||| O Estado.
A punição ao Estado devia ser assinalada, de facto. Se há alguém que tem responsabilidade, já provada no âmbito processo da Casa Pia, é o Estado. O que levanta um problema, não é? A decisão do tribunal arbitral declara que há vítimas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 29.03.06
||| É hoje, Reverte.













Arturo Pérez-Reverte
na Casa Fernando Pessoa, às 18h30. [Campo de Ourique, Rua Coelho da Rocha, 16]

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 29.03.06
||| Revista de blogs. Atenção às zonas erógenas.
«Muitas mulheres compensam a falta de orgasmo com o patético fetiche de dizer que, se tivessem um desses tais orgasmos, ele seria múltiplo. Gabam-se de sua complexidade porque não a conhecem. Ninguém se gaba daquilo que sabe. O único idiota que se orgulha de ter o Discurso do Método na estante é aquele que nunca leu o Discurso do Método. [...] O socialismo e a democracia, no sexo, não funcionam. Se todos governam, ninguém governa. Se toda zona é zona erógena, não há zona erógena e a mulher teria um orgasmo ao pentear o cabelo.»
{Sesti, no Manobra 1979}

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 29.03.06
||| Revista de blogs. Problemas com as pessoas.
«O problema com pessoas preconceituosas é que elas não têm um bom dicionário.»
{Nico Hideyo, no Million Dollar Kiss}

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 29.03.06
||| Endogamia. [Actualizado.]
«A endogamia é o processo que conduz à contratação preferencial de docentes residentes na universidade contratante. Para assegurar a endogamia usam-se, frequentemente, duas de três estratégias. Primeiro, perfila-se o concurso de acordo com o currículo do candidato previamente escolhido. Segundo, abre-se o concurso divulgando-o o menos possível. Terceiro, preparam-se, cuidadosamente, armadilhas administrativas que permitam desqualificar os candidatos indesejáveis, ou seja, os que por mérito próprio teriam a possibilidade de destronar o candidato da casa numa avaliação curricular independente.» Este é o princípio de um texto de Miguel Araújo, publicado no Ciência Hoje. Vale a pena ler todo. Araújo é professor Associado na Universidade de Copenhaga e Senior Research Associate em Oxford.

Adenda: O André propõe a leitura de outro texto interessante, de Orlando Lourenço, da FC da UL. Eu recomendo também que se visite o Fórum Ciência em Portugal.

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 29.03.06
||| Brasil. Radiolula não falava verdade(*).
Não referi ontem a demissão esperada de Antônio Palocci, o Ministro da Fazenda de Lula; não foi consumido no mensalão, acabou devorado pelo grupo de que fazia parte na célebre casinha de Brasília. Lula voltou a não saber de nada e a irritar-se com os ataques ao companheiro. Aliás, Lula pode ainda ser envolvido no mensalão, apesar dos truques usados no Planalto.
Entretanto, Palocci está nos braços do seu mensalão particular, o de Ribeirão Preto, onde foi prefeito e onde é acusado «pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica e corrupção passiva». Além disso, o ex-ministro é referido como «integrante da suposta quadrilha que fraudava documentos para desviar cerca de R$ 400 mil mensais» que, além de ajudar nas contas pessoais, também eram destinados a financiar o PT.
Entretanto fica provada a instrumentalização política da Caixa Económica Federal para a colocar ao serviço do PT e de Palocci, ao violar o sigilo bancário da «testemunha Nildo».

(*) - Já ouviram falar de «Rádio Moscovo não Fala Verdade», uma operação de propaganda do regime de Salazar, na vetusta Emissora Nacional? Por outro lado, às vezes apetecia-me chamar a estes posts «a Veja mentiu»; sempre que uma notícia se acrescentava ao rol de escândalos do Brasil de Lula, os evangelizadores apareciam corrigindo: «A notícia veio na Veja? Ah, então não é verdade.» Em Portugal isso pegou. Na altura eu estava no Brasil a acompanhar a política local -- e até agora não há uma única notícia da Veja, sobre o mensalão e outros aspectos do lulismo, que tenha sido desmentida com factos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 27.03.06
||| Feridas fatais.
Completamente de acordo. Um dia voltaremos a isto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 25.03.06
||| Revista de blogs. Leituras antes que venha a mudança da hora.

«Tinham uma relação perfeita. Ele gostava de mulheres e ela também.»
{No Tristes Tópicos}

«Como já vi as cinco séries dos
Sopranos, a única série que vou seguindo com genuíno interesse é o campeonato regional de dominó, com o mafioso Lar de Idosos da Parede a dar baile aos casais do Clube Recreativo "O Ajudense", o mais empolgante que se tem visto desde aquele mítico jogo em que o sr. Casimiro encostou os adversários com dezassete pontos e duas dobras em apenas cinco jogadas.»
{No Tristes Tópicos}

«Estivemos meses a brincar ao telefone estragado. Eu escrevia Queres vir ter comigo? e tu lias Senti a tua falta. Se querias saber Como estás?, eu percebia Só quero estar contigo. Quando respondi Estou apaixonada, tu perguntaste Por quem?»
{No Figuras de Estilo}

«Os portugueses apreciam amores de arquivo.»
{No Sem Pénis nem Inveja}

«Procura-se. Dono de casa minucioso ou esposa funcional. Oferece-se retribuição compatível.»
{No Lida Insana}

«Questões verdadeiramente fracturantes: o cavalheirismo sabe bem, mas não é uma boa ideia.»
{No Quatro Caminhos}

«Os homens casados (com outras, claro!) vêm com um chip de enconanço perene incorporado no cérebro.»
{No Sociedade Anónima}

«Algumas vezes as paixões recuam, ou dormem, ou um ser noctâmbulo rouba-lhes a alma.»
{No Caderno Lilás}

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 25.03.06
||| Poetas dizem versos.













Quem não pôde estar na Casa Fernando Pessoa na passada terça-feira, 21 de Março (Dia Mundial da Poesia) para ouvir Adília Lopes, Ana Hatherly, António Osório, Bernardo Pinto de Almeida, Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz, Maria do Rosário Pedreira, Nuno Júdice, Pedro Mexia e Pedro Tamen, tem a oportunidade de os ouvir pela rádio, nas próximas duas semanas, pela Antena Um: na noite de quarta para quinta-feira (à meia-noite) e ao sábado às 14h05. Também nos próximos dois domingos na Antena Dois (ao meio-dia).

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 25.03.06
||| Imigrantes.
Queria escrever sobre o assunto outro dia, a propósito da rusga efectuada no restaurante do Jardim Zoológico durante a qual foram detidos imigrantes ilegais brasileiros (que mereceu uma crónica do Ferreira Fernandes no Correio da Manhã, e uma nota do João Miguel Tavares no Diário de Notícias). À luz da lei, nada a fazer; trata-se de imigrantes ilegais, e alguns deles já tinham recebido ordem de saída do país. Evidentemente que há outras questões implicadas no assunto. Em primeiro lugar, o espaço onde decorreu a rusga, um restaurante onde brasileiros costumam ir; em segundo lugar, como apurei, o cruzamento de denúncias (por parte de portugueses que não gostam de brasileiros nem do barulho que faziam no restaurante, de um lado; por parte de negociantes de imigração, por vingança). Evidentemente que o gesto é deselegante, mas puramente legal. Ir a uma festa de brasileiros e apanhar brasileiros é canja -- mas a polícia podia ir aos lugares onde eles trabalham e onde os seus empregadores lucram com o negócio.
Agora, o que eu queria dizer é isto: não vejo razão para que, num processo rápido, com documentos claros e com boa-fé (naturalmente, a análise do registo criminal e de outros papéis constantes do processo actualmente em vigor), não se legalizem todos os imigrantes residentes em Portugal, que provem estar a trabalhar e em condições de trabalhar e que, por consequência, aceitem as leis portuguesas. Depois desse processo decorrer é mais fácil e mais justo aplicar as leis de controle à entrada de estrangeiros imigrantes e falar de legitimidade para esse controle. Uma das razões: regularizaria a vida de milhares (muitos milhares) de cidadãos estrangeiros que estão a trabalhar em condições precárias e facilitaria em muito o trabalho do aparelho fiscal (além das contas da segurança social, creio eu).
Por outras razões, defendo a concessão de cidadania portuguesa a filhos (nascidos em Portugal) desses imigrantes agora legalizados. Não só porque Portugal precisa de mão-de-obra, como se diz sem pensar bem no assunto; mas também porque Portugal precisa de estrangeiros para crescer e melhorar. Não é apenas de choque tecnológico que precisamos; fazem-nos falta mais cor, mais choque cultural, mais contribuição dos outros para podermos melhorar um país que vai ficando muito cinzentinho.

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 25.03.06
||| Serendipity.




















Livro-me do Desassossego, de Onésimo Teotónio de Almeida (edição Temas e Debates), com apresentação na segunda-feira, 27, na Casa Fernando Pessoa, às 18h30. Diz o Onésimo, a abrir, que «a crónica é um ensaio em mangas de camisa». Conhecendo-o, e à sua fama também, acho que a sessão vai ser divertida e longa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 25.03.06
||| Em cima da mesa.













O Papel e o Pixel. Do Impresso ao Digital, de José Afonso Furtado, foi publicado no Brasil pela Escritório do Livro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 24.03.06
||| Steiner, o regresso.







Sai para a semana este livro com as quatro entrevistas de Georges Steiner a Ramin Jahanbegloo. Edição da Fenda.

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 24.03.06
||| Revista de blogs. Questões de fé.

«(A minha biblioteca reflecte também a minha vida sentimental, que dolosamente não digo amorosa – coisa feia, essa, de repetir o possessivo na mesma frase. Sobre a materialização dos afectos, ocorre-me apenas um critério seguro: não acredito num homem que não me leve a comprar livros.)» {Inês, no Educação Sentimental}

«A Inês não acredita num homem que não a leve a comprar livros. Eu, bem mais prosaica como é meu apanágio, não acredito num homem que não me leve a jantar fora. É que eu não sei cozinhar.» {Sara, no Vidro Duplo}

«Juntando-me ao clube, eu não acredito num homem que não goste de carne.» {Vasco, no Memória Inventada}

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 24.03.06
||| Contratempos.
Tiago Barbosa Ribeiro faz pensar em X, Y e Z a propósito da França e do CPE.

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 23.03.06
||| Uma explicação desnecessária mas que mesmo assim vale a pena.





Uma série de comentários e de mails alertam-me para o carácter amoral, imoral e vergonhoso dos posts deste blog intitulados «O Cantinho do Hooligan». Eu sei. Sei que são amorais, sei que são imorais e que a maior parte deles, não sendo vergonhosa, me devia fazer corar de vergonha caso se tratasse de uma coisa séria. Mas não. É futebol. Não lhes retiro uma linha, uma vírgula ou um pigmento de desvergonha. Sou um hooligan. Interesso-me vagamente pelo 4x4x2 e não posso dizer que pelo 4x3x3 tenha uma paixão de vários anos; o 3x3x4, esse, deixa-me a pingar de comoção, mas só porque serve para contrariar. Rio-me depois de escrever isto. Conheço os alas, o papel do trinco, a beleza do jogo tirado a régua e esquadro, mas nada me deixa mais comovido do que uma jogada bem feita, se for da minha equipa. Também ouvi um cavalheiro que passa por ser o Rui Santos perorar durante 35 exactos minutos sobre questões estratégicas e de «planificação política» acerca de um penalty mal assinalado, de uma coisa que chamam «património do clube» ou de um tornozelo especialmente preparado para levar traulitada. Há mails e posts de outros blogs que referem os meus «cantinho do hooligan» como produto de uma alma perturbada, se se der o caso de eu ter alma, ou de um cérebro desequilibrado, coisa de que eu abdico quando se trata de ver futebol como eu gosto de ver futebol, que é entre gente que dispensa sermões, moralidade a todas as horas do dia e declarações de concordância com Gabriel Alves. Quando eu menciono Gabriel Alves ou Rui Santos, esclareço que não ponho em causa a idoneidade profissional dos cavalheiros enquanto comentadores de futebol, coisa que não me interessa grandemente. Eu sou um hooligan nessa matéria e já vi jogos de futebol entre os Super Dragões, tal como entre o pessoal da Torcida Verde e até à beira dos Diabos Vermelhos -- mas só conheço os hinos dos Super Dragões («ninguém cala a nossa voz» é o melhor, esclareço desde já). Tenho cachecol, cartão, irresponsabilidade reconhecida e várias camisetas do FC Porto. Não estou muito interessado em reconhecer que o João Moutinho é um bom jogador (em momentos de sobriedade absoluta até gosto de Polga, porque era gremista, ou de Liedson e de Carlos Martins e Miguel Garcia) porque isso não faz a minha felicidade -- coisa que já acontece quando um dos meus marca um golo, sejam eles McCarthy, Lucho, Quaresma, Adriano ou Raul Meireles. Mas se me pedirem muito sou capaz de enumerar uma lista de onze bons jogadores da Liga, só contando com o Sporting, o Braga, o Guimarães, o Nacional ou a União de Leiria. Não me interesso pelos limites estritamente legais do jogo da bola. Prefiro que sejam tribunais comuns a julgar aquela gentinha que anda à volta do assunto. Acho que os ábritros não deviam obedecer à Liga nem à FPF. Acho que Scolari é um burro, futebolisticamente falando, mas gostava dele no Grêmio; tal como Mourinho era um chato tremendo antes de ter ido para a União de Leiria e para o FC Porto; o próprio Jardel era genial enquanto estava no FC Porto mas passou a ser um desgraçado de um cearense quando foi para a Turquia e depois se perdeu em Lisboa. Continuo a admirar Jorge Costa.
Não se enfureçam nem tentem evangelizar-me, chamar-me à razão, educar-me os modos, civilizar-me, lembrar-me «a beleza eterna do grande futebol» (sim, ela existe em algum lado). Agradeço as lições e os conselhos amigáveis para que recupere a minha sensatez e algum pudor além do sentido de justiça. Mas isto é só futebol. De cada vez que Petit cai rasteirado, de cada vez que Simão falha seja o que for, eu sinto-me mais próximo da felicidade. O mesmo acontece quando a França ou a Itália perdem um jogo. Para mim, Pavão jogava futebol como ninguém. Tenho um poster de Cubillas envelhecido, mas guardado nos meus caixotes. Se insistirem falo de Rolando, de Celso, Eduardo Luís, Madjer, Juary, Gomes, Derlei, Deco e também de Domingos, Jaime Magalhães, Bené, Marco Aurélio, Duda, Teixeira e Teixeirinha, Gabriel, Oliveira, Rolando – a primeira equipa da minha memória, que contracena com outros nomes mágicos de outros tempos: Monteiro da Costa, Pinga, Virgílio, Pedroto, Barrigana, Hernâni, Seninho ou Siska. Mas não é isso que me interessa. O hooligan do «cantinho do hooligan» não se interessa nem por isso. Ele só ri. Mesmo quando perde um jogo, ele ri. E é a vida, assim.

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 23.03.06
||| Ainda a blasfémia.
Diálogo entre civilizações e multiculturalismo. Sei que exagero; trata-se apenas de uma ponte entre dois mundos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 23.03.06
||| Brasil. Caça ao Nildo.
A novela do momento é a despedida de Palocci, o bem-aventurado ministro da Fazenda que, lentamente, saiu com o retrato virado do avesso depois de se publicarem informações sobre a máfia da misteriosa casa de Brasília (que continuaria a saga dos negócios de Ribeirão Preto) Mais recentemente ainda, a novela Francenildo, aliás Nildo, zelador da referida casa, que é testemunha contra o ministro; não durou: a Caixa Económica Federal violou o sigilo bancário para encaminhar informações sobre Nildo à mesa do ministro. Na edição de sábado do Estado de São Paulo, a mãe de Nildo pede a Lula «para não fazer nada» com o filho. Essa denúncia a Palocci (a de que Nildo teria 40 000 reais na conta, depositados «pelo seu pai biológico») e quebra do sigilo bancário de Nildo teria partido de Clarice Copetti, vice-presidente da área de gestão tecnológica da Caixa Federal, nomeada pelo PT. Explico: Clarice é casada com o gaúcho Cézar Alvarez, sub-secretário geral da presidência de Lula em Brasília e foi funcionária do governo petista de Olívio Dutra no Rio Grande do Sul, além de assessora da prefeitura de São Paulo durante a gestão de Marta Suplicy. Mais ainda: em 2003 Clarice Copetti tinha já sido dada como responsável por «arrecadamento ilegal de fundos» para o PT, que teriam sido obtidos através de superfacturação em negócios do RS e de SP. Isto vai.

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 23.03.06
||| Ajudar.
O Altino Torres iniciou a mobilização: «Não é um comício, nem uma manif nem uma quermesse. É ajudar mesmo.» Já perguntei.

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 23.03.06
||| Felgueiras.
Caro Paulo: desculpe eu agora não ter os arquivos à mão, mas recorda-se da quantidade de pequenos pormenores que têm rolado no «caso Felgueiras» e da soma de indignações logo trespassadas?

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 23.03.06
||| Sermão por todas as montanhas.
Prédica de um sábio aos bombistas-suicidas, para que ponderem: «Fazei, pois, como os que são mais sábios e que de bom grado trocam a eternidade e as setenta virgens por mais vinte anos na Terra na companhia de setenta galdérias. Disse. Ide e ponderai!»

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 23.03.06
||| Isto é mau.
A TV Cabo vai passar a transmitir a emissão da TV Record, a televisão da IURD, terminando o acordo com o GNT/Globo.

Comentário do Jorge Marmelo: «O problema não é ser a televisão da IURD. O problema é que a Record é uma merda. TV Cabo anda a vigarizar-nos, mas isto já vem do tempo em que deixaram de transmitir o Canal Brasil e a Fashion TV.»

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 23.03.06
||| Ficam bem as coisas assim.







Um poema de José Luís Tavares que sempre me comoveu, retirado de Agreste Matéria Mundo:

«Apesar da ignorância da rota desses navios
que descem o tejo, da mulher que nos subúrbios
os vê passar tão rente à sua mágoa,
da moça tímida espiando o mundo
da janela que em breve o escuro virá selar,

ficam bem os sinos esvoaçando sobre a tarde
de inverno em que buscas a justa palavra
e não vê deus a tua aflição: o que cala,
o que finge, o que mente — agreste destino
que te cabe, tingido pelo clarão da dúvida.

Mas ficam bem, ficam bem as meretrizes
de rápido volteio, as matronas alvoroçando-se
para o chá, o aplicado médio funcionário
calculando o produto interno bruto, o amoroso
pagando diária corveia de soluços, os altos
dignatários recebendo honras e tributos.

Sobretudo fica bem a mulher gorda espremendo-se
num ginásio desfeita em suor e penitência.
Mas também ficam bem o contrafactor vigiado
pela lei, o usurário de sebo nos fundilhos,
o proxeneta de olhar felino e os desabrigados
desta rua (embora sobre eles caia o duro
gume do inverno, deles é o reino dos céus).

Ficam bem os poetas pobres que padecem
todo dia a fome da beleza, os críticos
impotentes ficam muito bem, os pretos desta praça
que são alegres e passam bem, o cívico
que ganha o dia de olho no parquímetro
fica bem apesar dos amáveis impropérios.

Ficam ainda bem os canídeos que defecam
nos passeios e as madames que os trazem
pelas trelas sempre prontas a pregar civilidades
a esses que falam alto e têm modos estrangeiros.
Mas que fiquem bem as raparigas de cabeças ocas
que têm como único tesouro a juventude
para que não seja a lamentação
o tributo dos vindouros dias.

Só eu não fico bem, senhor meu,
que aguardo toda a tarde pelo poema
que não vem, embora navios subam
o tejo aulindo através do nevoeiro.
Mas tudo está bem quando é o deus
quem assim o quer.»

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 23.03.06
||| O cantinho do hooligan.












A vida não é fácil.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 1/4




Blog anterior

Aviz 2003>2005


subscrever feeds