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por FJV, em 14.02.06
||| Que fazer?
A pergunta, caro Paulo, tem aquele simpático desvio leninista, e deve ser feita. Mas, salvo mais e melhores informações, vamos esperar pouco para que se demonstre a seriedade e a maravilhosa sensatez do governo. A menos que alguma insensatez maior venha ao de cima; ou seja: a menos que a indignação do ministro dos Estrangeiros deixe de ser, digamos, tão caricatural.
Mas há aqui uma vergonha histórica: a de o ministro dos Estrangeiros transigir (já lá vão umas horas largas desde a declaração do embaixador iraniano) com coisas desta natureza. O que deve Freitas do Amaral fazer?

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por FJV, em 14.02.06
||| Sensatez.
Há muito tempo que não via tanta gente blasfema a querer ser religiosa à força. O fascínio da ortodoxia (muitos ortodoxos com quem me cruzei apenas pediam para não os incomodarem), eu compreendo-o, como o fascínio pela sensatez; coisa de ser adulto finalmente (assumir as responsabilidades, engravatar-se, ser sóbrio, vê lá que agora estás nessa posição, esquece o teu riso de outros tempos), de apanhar a boleia da realpolitik. Mas não compreendo o fascínio pela genuflexão, que reescreve a história a partir do vazio. Como se não bastassem as declarações paródicas de Freitas do Amaral, é enternecedor ver a quantidade de gente compreensiva carregando o fardo do cruzado. Eu não fui cruzado nem precisei de ler Amin Maalouf para não ter sido cruzado. Não tenho desculpas a pedir. Não sou colectivo. Não tenho desculpas a pedir pelas várias estrofes de Os Lusíadas. Mas vê-se, vê-se bem com quem poderemos contar quando estiver em causa a nossa liberdade, a minha liberdade, a liberdade de alguém. Vê-se que depende bastante. Mas agora já sei onde estão, e tudo isto foi bom ter acontecido para perceber que alguns (como o ministro dos Estrangeiros) não mudam -- foram sempre inimigos da liberdade; e que outros mudam porque mudaram as suas várias dependências.

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por FJV, em 14.02.06
||| Diversão.








São Valentim é blasfemo.

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por FJV, em 14.02.06
||| Your taboo, not mine.
Ler o artigo de Andrew Sullivan na Time:
«And there is, of course, the other blasphemy. It occurred on Sept. 11, 2001, when fanatics murdered thousands of innocents in the name of Islam. Surely, nothing could be more blasphemous. So where were the Muslim boycotts of Saudi Arabia or Afghanistan after that horrifying event? Since 9/11 mosques have been bombed in Iraq by Islamic terrorists. Where was the rioting condemning attacks on the holiest of shrines? These double standards reveal something quite clear: this call for "sensitivity" is primarily a cover for intolerance of others and intimidation of free people. Yes, there's no reason to offend people of any faith arbitrarily. We owe all faiths respect. But the Danish cartoons were not arbitrarily offensive. They were designed to reveal Islamic intolerance--and they have now done so, in abundance. The West's principles are clear enough. Tolerance? Yes. Faith? Absolutely. Freedom of speech? Nonnegotiable.»

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por FJV, em 14.02.06
||| Relatório de ofensas à religião.
Vida de católico em Salvador, na Bahia.

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por FJV, em 14.02.06
||| Brasil.
Na festa de aniversário do PT, Lula lembrou «companheiros que ficaram pelo caminho». Não se ouviu mencionar o assassinado prefeito de Santo André, Celso Daniel.

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por FJV, em 14.02.06
||| Correntes.
Por exemplo, se um escritor torturou e matou em nome de um regime político, podemos recusar-nos a estar perto dele? Estou só a perguntar.

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por FJV, em 14.02.06
||| Questões cardíacas.
Objecto cardíaco é a nova editora de Valter Hugo Mãe, a funcionar em Vila do Conde.

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por FJV, em 14.02.06
||| Choque de civilizações. O verdadeiro, 2.












Comemoram-se este ano os 500 anos da descoberta do lugar (seis ilhas, de facto) pelo navegador português Tristão da Cunha, em pleno Atlântico Sul, à entrada da zona sub-antártica. Tem cerca de 300 habitantes. Também não tem aeroporto (mas tem jornal) e é um lugar conhecido dos biólogos como berço de albatrozes-errantes (Diomedea exulans). Pode visitar-se a partir de Santa Helena (sim, sim, Bonaparte). Nasce-se raramente, as mortes são notícia, tal como a chegada («arriving on schedule») dos barcos ou a vinda de turistas que vêm para observar pássaros durante as noites do arquipélago.

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