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por FJV, em 06.01.06
||| O Brasil de Lula.













Vou ler, com muita atenção, este número da Política Internacional. Sobretudo os textos de Fernando Gabeira (sobre ambiente -- uma das «áreas de falsificação» durante o governo Lula), o de Gustavo Binenbojom (sobre as agências reguladoras -- não esquecer que a actual ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, tentou sempre, quando era ministra da Energia, liquidar essas agências e pô-las ao serviço do governo, ocupando-as com funcionários fiéis), Fabiano Santos (Instituições democárticas e reforma política), Merval Pereira (sobre o funcionamento do PT, as suas boas relações com os partidos conservadores e a contestação da ala esquerda), o de Cristóvão Buarque (sobre educação, naturalmente, sobretudo depois da passagem de Tarso Genro pelo ministério, o homem que defendia a cubanização do ensino no Brasil) e, naturalmente, o de Francisco Seixas da Costa sobre Portugal e a política externa brasileira (ainda não li, mas vou também ler, o texto de Clóvis Brigagão sobre o Itamaraty sob Celso Amorim).
Bom trabalho do Paulo Gorjão a organizar este número.

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por FJV, em 06.01.06
||| Teoria Geral da Blogosfera.
O Jorge Marmelo explica, em linhas gerais, os princípios que norteiam a blogosfera. Nem mais.
«Desistir. Já sucedeu antes, várias vezes. Depois arrependo-me e recomeço tudo outra vez, com outro nome, outro template e o mesmo endereço de sempre – como uma impressão digital que se não apaga. Este blog tem perdido tudo: os nomes, os posts, os arquivos, os links, os olhos e os motivos.»

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por FJV, em 06.01.06
||| Livros relidos.














Enquanto rearrumo livros na estante, dou com títulos que esqueci. Sinouhe, o Egípcio, de Mikka Waltari (tradução portuguesa na Bertrand, a capa a desfazer-se, ao lado da edição francesa de bolso, com muito mais páginas...). Ou as duas edições de Lusco Fusco, de Pablo La Noche -- a portuguesa, edição da Bertrand, e a francesa, da Robert Laffont. Só que a edição francesa tem a particularidade de imprimir na capa o verdadeiro nome do autor, Marcello Mathias, e de transformar o pseudónimo português, Pablo La Noche, em título, Pablo La Nuit. É um romance de fim de tempo, triste, romântico, lírico, picaresco também. Marcello Mathias foi embaixador em Paris durante o governo de Salazar (está publicada a sua correspondência, com os cuidados de Maria José Vaz Pinto, edição da Difel) e esteve no coração de muitos episódios interessantes que envolveram o ditador (como a sua relação com Christine Garnier). Era, além disso, um bom poeta (autor de umas odes quase gregas, publicadas em 1972, e cujo paradeiro desconheço agora). Na altura da edição de Lusco Fusco, o livro foi «saudado pela crítica» (Urbano Tavares Rodrigues, Hernâni Cidade, Norberto Lopes no República, etc.). Conheci o embaixador depois da publicação da correspondência com Salazar e recordo que, na altura, não lhe perguntei o que queria saber: Salazar ficou zangado com o romance? Devia ter ficado. Marcello Mathias era um velho cavalheiro. De certa maneira, também ele um personagem de romance. E é uma pena que Lusco Fusco, aliás Pablo La Noche, não tenha sido reeditado ultimamente.

E também reencontrei O Perfume, de Patrick Süskind, sim. Reli até ao momento em que o desgraçado reconstitui o perfume de Pelissier.

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por FJV, em 06.01.06
||| Vai valer tudo. [Actualizado]
Basicamente, de acordo com a Constança: «A campanha presidencial vai começar precisamente no momento em que o interesse por ela acabou.» Mas, porque há candidatos que não são candidatos, vai valer tudo. Não vão dizer nada de realmente importante; vão ocupar espaço, uma garantia constitucional e televisiva. É um jogo claro e devemos aceitá-lo. O único problema é a lei, não escrita, de que vale tudo sob o pretexto do «instinto político»: frases & insinuações, a coberto da necessidade de fazer campanha; acusações disparatadas e pequenos dislates pessoais sempre desculpados a coberto dessa característica do «animal político»; julgamentos e preconceitos de ocasião transformados em «facto político». Nada que nos espante. Mário Soares insinuou o que quis, na altura, sobre a relação entre Sá Carneiro e Snu Abecassis, com o dedo moralista apontado; depois desculpou-se e a vida continuou -- estávamos em campanha. E durante a campanha, durante esta campanha, vai valer tudo. É a vida. Estejam preparados.

Sobre o episódio-foguetório do «financiamento das campanhas», ler o post do João Gonçalves.


Carlos Azevedo, nos comentários a este post: «Mas Snu, que não tinha a nossa mentalidade (felizmente para ela), não perdoou. Mário Soares, após as eleições que deram a vitória à AD em 1979, encontrou Snu por acaso e esta disse-lhe que não pode haver diferenças entre o comportamento moral de uma pessoa em campanha ou fora dela.»

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por FJV, em 06.01.06
||| Música para a dor de corno.
O Nuno continua a saga «música para a dor de corno» com coisas pop (sim, não me parece que ouvir a Cecilia Bartoli a cantar «Sposa Son Disprezzata» fosse uma boa ideia): The Smiths (claro, Heaven Knows I’m Miserable Now), Ed Motta (como «o contraditório»), Burt Bacharach cantado por Aretha Franklin (muito bom). Mas eu gosto daquela sugestão de Zeca Pagodinho, lá no fundo («Você tem a mania/ de ir pra orgia/ Só quer vadiar/ Você vai pra folia/ se entrar numa fria.../ Não vem me culpar, vai vadiar!/ Vai vadiar, vai vadiar..»)

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por FJV, em 06.01.06
||| Sharon, 2.
Texto de Aluf Benn, no Haaretz, sobre Ariel Sharon.
Em caso de dificuldade (é necessário registo), lê-lo aqui.

Ver também a leitura dos analistas do Haaretz sobre Israel depois de Sharon.

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