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por FJV, em 31.12.05
||| Coincidências assim. 2006.










No post abaixo escrevi «Luxúria, apetite e beleza.» Não me parece que valha a pena procurar mais coisas para desejar aos que acreditam que vem aí um novo ano: luxúria, apetite e beleza parece-me uma divisa razoável para pessoas decentes e com direito a procurar a felicidade. Até ao fim do mundo.

O João, certeiro, cita Vila Matas, que cita Cioran: «Somos crucificados pelos aborrecidos.» Há gente aborrecida em excesso. Uns, não descobriram que se pode ser outra coisa. Os outros são mesmo assim. Fujamos deles. Neste e em qualquer outro ano.

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por FJV, em 31.12.05
||| Luxúria, apetite e beleza.










Depois de dois anos a escrever, todas as semanas, sobre cerveja, descubro que há uma edição em língua portuguesa do Bier-Katechismus. Der Bierpapst antwortet alle Fragen rund ums Bier, publicada no Brasil pelo Senac de São Paulo, com ilustrações de Jaguar. O Catecismo da Cerveja tem-me adormecido nestes dias, ao som de palavras como «baixa fermentação», «lúpulo», «polifenol», «mosto», «albumina», mas também «ale», «alt bier», «india pale ale» e, lindo, «Geistebier» («cerveja fantasma»). Curiosamente, ao ler o livro do papa da cerveja, Conrad Seidl, uma pessoa dá-se conta do óbvio: o preconceito é coisa de ignorantes. Basta ler o que ele escreve sobre a Bud americana, sobre a Miller e as cervejas sem álcool, as porse, as icebeer, a original shandy, e outras minhoquices: nada daquele ar escandalizado de quem acabou de descobrir uma lambic de cem anos. Não é por acaso que ele cita Goethe, a fechar: «Os nossos livros estão empoeirados,/ canecas de cerveja ensinam melhor,/ a cerveja dá-nos prazer,/ os livros só aborrecimento.»

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por FJV, em 31.12.05
||| JCP.










Antes do Natal, mesmo antes do Natal, A Corte na Aldeia recordou José Cardoso Pires em várias passagens. Lembram-se disto, de olhar ao espelho?
«Não, nisto de alguém se interrogar ao espelho, olhos nos olhos, é consoante. Tem muitos ângulos - e tu estás aí, que não me deixas mentir. Vários ângulos. Há quem procure, santa inocência, fazer um discurso de silêncio capaz de estilhaçar o vidro e há quem espere receber, por reflexo da própria imagem, algum calor animal que desconhece. Seja como for, o que dói, e assusta, e é triste e desastradamente cómico neste exercício, é o pleonasmo de si mesma em que a pessoa se transforma. Repete-se. Se bem que com feroz independência (todo o seu esforço é esse) repete-se em imagens controversas que a possam explicar.»

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por FJV, em 31.12.05
||| Livramento.













Uma nova editora, a Livramento. Raiz açoriana.




Estranha a arte

«Estranha a arte que quer do homem
só a parte de deus.
A poesia
que se desfaz da serotonina
quando fala do amor.

Traz para o poema
a tabela das ninharias.

Ninguém enche
o bolso da frente
com a angústia e o tormento.

Há também a moeda
e o talão de estacionamento.»
Nuno Costa Santos


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por FJV, em 31.12.05
||| Steiner.












Depois de reler A Ideia de Europa, de George Steiner, apetece recomeçar.

PS - Só não percebo a necessidade daquele prefácio à edição portuguesa.

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por FJV, em 30.12.05
||| Os melhores livros de 2005. Escolha no Livro Aberto.






























































Já estão disponíveis as primeiras listas de finalistas escolhidos por mail. Nas categorias de ficção portuguesa, ficção estrangeira, ensaio e poesia. Votações finais decorrem a partir de dia 5.

A partir deste dia 30 de Dezembro, os votos que chegarem ao mail do Livro Aberto serão adicionados às tabelas publicadas abaixo. A 5 de Janeiro estarão disponíveis para votação apenas os finalistas, ou seja, os dez primeiros de cada secção.

A partir desta data, as votações encaminhadas para este endereço de correio electrónico serão contabilizadas por um secretariado do programa, ligado à própria RTP, e não pelo responsável do blog. [livroaberto@gmail.com]

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por FJV, em 29.12.05
||| O pesadelo de Darwin.













O filme ideal para este blog, naturalmente.

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por FJV, em 29.12.05
||| Os melhores livros de 2005.
Continua a votação nos melhores livros de 2005, no Livro Aberto. Recordo que a lista definitiva com os finalistas será publicada no Mil Folhas, do Público.

A LISTA ACTUALIZADA COM OS TÍTULOS MAIS VOTADOS, POR SECÇÃO, SERÁ PUBLICADA ATÉ AO DIA 1 DE JANEIRO NO BLOG DO LIVRO ABERTO.

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por FJV, em 29.12.05
||| Moralistas, que pena.
Que pena. A Comissão Nacional de Eleições descobriu que não existe nenhuma «norma que sancione o comportamento» das apostas sobre eleições. Podemos continuar tranquilos como estávamos antes. Com tanta moral até a mim me apeteceu apostar.

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por FJV, em 29.12.05
||| Ingrid Betancourt.











Há dois anos que as FARC colombianas mantêm refém Ingrid Betancourt. Todas as organizações políticas (e governos) que mantêm relações com as FARC são cúmplices neste sequestro.

[Via A Natureza do Mal; uma das coisas de que gosto (entre várias) no Luís Januário é a ideia de que a liberdade não se põe em questão. Um dos meus posts de eleição, entre os últimos que o Luís publicou é este. Mas este é para que pensemos bastante.]

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por FJV, em 28.12.05
||| Auto-estima.
Um blog para levantar a auto-estima dos portugueses.

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por FJV, em 28.12.05
||| Neve.










Turner, Snowstorm. 1842.

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por FJV, em 27.12.05
||| Queixinhas.
As rádios e as televisões encheram-se de declarações de protesto por causa de uma entrevista de Cavaco Silva ao Jornal de Notícias. Não me admira, porque os cavalheiros não têm assunto para mais. Esta «frente comum» aproveitou meio parágrafo para ressuscitar «a ameaça do monstro» e para demonstrar como estão unidos e combativos. Não estão. Não combateram nada. Não avançaram uma ideia, um protesto, uma frase adversativa (Gomes Canotilho, que poderia falar sobre o assunto, limitou-se a generalizar sobre «estilos presidenciais»). Limitaram-se a uma «aparição especial», denunciando «indícios», oh coisa vergonhosa, para aparecerem no meio de uma campanha eleitoral fastidiosa e longa demais, na ressaca do Pai Natal. Mas, em vez de discutirem, de debaterem, de desaprovarem, de contrapor -- queixaram-se aos eleitores. São queixinhas. Não são para levar a sério.

PS - Bastaria uma vista de olhos aos discursos de Soares enquanto foi presidente, a algumas aparições de Sampaio, ou às ameaças de Alegre sobre dissolução do Parlamento, para desvalorizar as queixinhas.

Adenda: completamente de acordo com João Gonçalves. Que ideia teria passado pela cabeça de Cavaco para vir meter-se em irrelevâncias?

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por FJV, em 27.12.05
||| Balanço, 8.
Eu gostava daquele ar. Na altura trabalhava num restaurante e, por isso, como tinha de ir preparar o dia bem cedo, chegava à faculdade antes da hora. Tinha uma Renault 4. Por volta das oito e meia da manhã sentava-me à espera dos frequentadores de Literatura Brasileira; éramos apenas seis ou sete, não sabíamos nada de Anchieta, do Boca do Inferno, de Gândavo, de Olavo Bilac, de Castro Alves, da abertura quase sinfónica de Os Sertões, com aquela descrição brutal da geografia brasileira. Nem de Aluísio de Azevedo ou dos mineiros obscuros, da galeria de gaúchos que falavam das neblinas do pampa e da convulsão farroupilha. Nem dos modernistas e antropófagos (Oswald de Andrade sim, que devorara Isadora Duncan -- o seu tio, trinta anos antes, tinha atirado ao chão de São Paulo a capa de estudante de Direito para que Sarah Bernhard passasse por cima, o que mereceu o escárnio de Eça). Tínhamos alguma aversão por Jorge Amado, certamente justificada mas injusta. O máximo que as meninas tinham lido era O Meu Pé de Laranja-Lima. Rubem Fonseca seria publicado em Portugal apenas dois anos depois (Feliz Ano Novo). Mário António, o poeta angolano que fora meteorologista, ensinava literatura brasileira com ironia: «Tenho uma má notícia», anunciou na primeira aula. «A literatura brasileira é muito melhor do que a portuguesa.» Houve algum escândalo nas cadeiras enquanto ele se voltava para o quadro, sorrindo e escrevendo quatro versos de Castro Alves. Mário António trabalhava também na Gulbenkian, a dois passos, e chegava antes. Um dia de Março, aquele sol a bater nas derradeiras buganvílias da faculdade (seriam arrancadas), emprestou-me o jornal e disse: «Parece de Bertioga, esta luz.» Só compreenderia isso dez anos depois, mais ou menos, quando cheguei a Bertioga ao princípio da manhã, vindo do outro lado, de Santos. E lembrei-me dos versos de Castro Alves, que, como acontece com quase todos os versos, não tinham nada a ver com isso.

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por FJV, em 27.12.05
||| Blake, eu imagino.
Miss Pearls balança e recorda o Pavilhão Velho da faculdade: «[...] Só muitos anos mais tarde percebi o motivo por que as colegas da sala ao lado nunca faltavam às aulas sobre o Blake e tinham aquilo tudo na ponta da língua. Desgraçadamente, do Blake só me recordo das ilustrações, mas em compensação, anos mais tarde tornei-me amiga do professor e elas não.»

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por FJV, em 26.12.05
||| Balanço, 7.










Chomsky era profundamente odiado entre os futuros evangelistas. Eu gostava. Aquela tentação anti-historicista, o racionalismo total (as estruturas cognitivas inatas), a ideia de modelo em que tudo teria de se encaixar (o modelo de 1957, o modelo de 1965, etc., etc.), as sequências matemáticas, a ideia de maquina, e a irritação que causava a frase «The boy hit the ball» (os que passaram os tormentos da gramática generativa sabem ao que me refiro) -- tudo isso era agradável e lúdico. E chato, confesso. Os chomskyanos eram reaccionários. Quem lia The Logical Structure of Lingusitic Theory ou as Lectures on Government and Binding (acabadinho de sair, na altura, um chique), não podia confraternizar com Saussure, Piaget, Foucault, etc. O quadro, definido assim, é muito redutor. Mas não cabia na cabeça de ninguém que um racionalista tão radical como Chomsky, cujas investigações no MIT eram pagas pelos militares americanos, fosse outra coisa. Até que um dia alguém decidiu reunir os textos de Chomsky sobre o Vietname e as malvadezas da CIA. E acabou a nossa ignorância sobre o tema.

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por FJV, em 26.12.05
||| Constante.
Constança Cunha e Sá na blogosfera.

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por FJV, em 26.12.05
||| Balanço, 6.
Matéria de romance. Íamos os dois de comboio à quinta-feira para Madrid, de vez em quando. Mais tarde ele seria ministro (e bom), mas na altura bebíamos vodkas nos bares mais escuros de Espanha. Na sexta-feira, até ao crepúsculo, percorríamos as livrarias e jantávamos tarde, contabilizando bibliografias, rindo da universidade. Quando vinha a conta percebíamos que era necessário mudar de hotel, mudar de profissão ou mudar a tese. Mudámos. Já nessa altura éramos darwinianos.

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por FJV, em 26.12.05
||| Balanço, 5.
Quando pensei escrever a tese, esse momento lancinante e na altura dramático (jovens assistentes perdidas entre Xanax e cachecóis, embrulhadas em fichas, caminhando com solenidade entre aulas, ou mestrandos aplicados onde sempre havia os melhores -- os mais irónicos, os mais soezes, os mais verrinosos, os talentosos que sabiam que Camilo era melhor do que a discussão sobre a natureza do romance e que Machado era superior à lamechice sobre o realismo)*, escolhi uma coisa grandiloquente. Só podia ser assim. O meu orientador vivia em Madrid, respirava a noite de Madrid, conhecia as mais bonitas universitárias de Madrid, o seu carro desfazia-se aos pedaços subindo os passeios, tinha uma biblioteca espantosa sobre literaturas nórdicas -- e tinha escrito, entre outras, uma tese sobre o artigo definido em islandês antigo. Eu ia a Madrid, almoçávamos longamente, até tarde. Falávamos sobre política (ele era trotsquista, mas da facção gastronómica), futebol (ele era madridista) comíamos, eram lições comoventes sobre o Edda, o Havámal, os pequenos versos dos vikings, a geografia do Norte. Percebi que estava perdido.

* Sim, eu acho que os estudos de Abel Barros Baptista são do melhor que há sobre literatura.

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por FJV, em 26.12.05
||| Poesia & Lda.













Poesia ilimitada: João Luís Barreto Guimarães tem um blog sobre poesia. E arranca com uma surpresa para barrar preconceitos: Dan Brown (esse mesmo, o de O Código DaVinci) começou pela poesia; o seu primeiro livro levou o título Matter, e João Luís transcreve e traduz um dos poemas, «As Seen at the Uffizi» (Crosstown Books, 1995).

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por FJV, em 26.12.05
||| Balanço, 4.
Um dia apareceu sobre a mesa da biblioteca um livro de Charles du Bos. Um pré-histórico, para não dizer reaccionário. Antes o ensaio de Jean-Paul Sartre que levava o mesmo título. «O que é a literatura?» Ora, a pergunta não era essa, mas sim: «O que é um texto literário?» (a questão da literariedade era igualmente pré-histórica, valha a verdade, e ninguém se preocupava muito em estudar os textos originais, tanto mais que tínhamos descoberto, oh vaidade pós-adolescente!, que Jakobson se referia apenas à poesia modernista russa). As questões fundadoras eram mais importantes do que a literatura. Foram precisos anos de várias desilusões para perdermos o campeonato. Mesmo aí, a lição veio dos mestres. Em Portugal, Jacinto do Prado Coelho, por exemplo. Ele não era professor da minha faculdade, mas fui espreitá-lo. Aquela alegria era fatal para desmoralizar a nossa vontade de exaustão. Ser impressionista, esse pecado mortal, nem sequer se aprendeu nos livros -- mas na literatura ela-mesma. Ou seja, nos desencontros entre a nossa vida e as nossas leituras. Acho que foi por isso que nunca quis ser professor de literatura. Quando tive que ensinar (quis ensinar) dediquei-me a matérias pouco ou nada flutuantes. O claustro da universidade onde ensinei, em Évora, provou depois que essa intuição estava certa.

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por FJV, em 26.12.05
||| Balanço, 3.
Eu tomava o 18 ou o 42 para ir para a faculdade (na Av. de Berna, claro). À hora de ponta, encontro-o cheio de livros debaixo do braço, além da pasta; éramos de faculdades diferentes mas o «demónio» tomara conta de nós ao mesmo tempo, e às vezes trocávamos fotocópias. Naquela tarde de chuva ele entrou no autocarro, cheio, a transbordar, em plena Av. da República. Aceno-lhe (eu levava o Se7e na mão). Ele grita o meu nome e acrescenta, do fundo do corredor: «Estou a ler Greimas! Estou a ler Greimas!» Sorri, acho eu, corando. E murmurei para o Fernando, que ia comigo: «Pois, o jogo é domingo...»

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por FJV, em 26.12.05
||| Balanço, 2.










Um dos debates era sobre «a alma». Ora, «os estudos literários» não deviam ter nada a ver com «a alma»; a sua matéria eram os textos, as estruturas, as recorrências & repetições, as viagens alucinantes à «gramática profunda» do texto, as contribuições dos mestres (não, não Barthes, sobre quem havia desconfiança depois de S/Z)*. Interrogação pura, literatura transformada em «matéria fanérica». Lembro-me que, uma tarde, a meio de uma aula, Eduardo Prado Coelho mencionou «a alma». Fez-se um silêncio (nessa altura ele ainda não tinha começado o mestrado sobre «pós-estruturalismo»). Um de nós, que tinha devorado Les Mots et les Choses e um pacote que ia de Mukarovsky a Levin, de Lotman a Riffaterre, durante o primeiro semestre, deixou passar o momento de incómodo e perguntou: «Sim? E o que é a alma? Não tem nada a ver com a literatura.»

* - Sim: nessa altura Kristeva ainda não se tinha dedicado a profissões mais lucrativas e Todorov ainda era um mestre de régua & esquadro.

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por FJV, em 26.12.05
||| O balanço.
À medida que vou fazendo o balanço dos livros do ano e lendo os dos outros, aqui e ali, vou reparando como estavam certos os pessimistas das aulas de teoria da literatura durante os debates da faculdade. Alguns terminavam em insulto. Eu era contra «os impressionistas». Na verdade, o estruturalismo era a doença infantil dos estudos literários modernos: tudo a limpo, com aquela transição suave para a «desconstrução». Li muito Paul De Man. Quando encontrei o «pai do estruturalismo» pela frente, numa sala de aula, vi que ele já tinha feito outra transição, para a «hermenêutica», para os clássicos alemães; e que nós tínhamos sido ultrapassados «pela direita». Não me senti traído; senti-me um personagem das novelas de Tom Sharpe, quando Eva Wilt vai de fim-de-semana com um «casal moderno» e «sexualmente livre» para descobrir que era tudo fachada.

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por FJV, em 26.12.05
||| Apostas? Aposto que sim.
A polémica das apostas é ridícula. É ilegal? Parece que não. Que mal faz? Desconfio que me argumentarão com a honorabilidade das coisas presidenciais e com a altíssima carga política que a coisa transporta. Eu sei. Já fiz umas três apostas para estas presidenciais. Venham cá com ameaças da CNE.

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por FJV, em 23.12.05
||| Festejos, lembranças.






Boas lembranças para todos, bons festejos.

Primeira vela de Hannukah no domingo. Boa sorte.

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por FJV, em 23.12.05
||| Balanço literário de 2005.









A emissão do Livro Aberto deste sábado é dedicada a fazer o balanço literário do ano. Convidados da emissão: Isabel Coutinho, Pedro Mexia, Eduardo Pitta e Fernando Pinto do Amaral. Destaque para muitos livros de poesia (essencial), ficção estrangeira (muita), ficção portuguesa (bastante) e ensaio (muito). E piadas, num quarteto bem-humorado, rodeado de livros. A não perder.

RTPN: sábado às 23:00, domingo à 01.00; quarta às 20:00.
RTP Internacional e RTP África: quinta às 05:00, hora de Lisboa-GMT.
2: quarta às 01:30 h.

Excepcionalmente, será repetida na próxima terça-feira (RTPN) a emissão do Livro Aberto com José Pacheco Pereira -- em cima da mesa, a biografia de Álvaro Cunhal.

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por FJV, em 23.12.05
||| Unir os portugueses.
O João Gonçalves chama a atenção para a publicação deste texto no A Minha Rica Casinha. Trata-se de um excerto de um artigo de José Amaro Dionísio, publicado na Grande Reportagem de Abril de 2002, então mensal, sobre a tese de Maria Estrela Serrano acerca das relações entre Soares e a imprensa. Ou seja, como Soares se serviu das presidências abertas para «unir os portugueses»: «"As presidências abertas foram construídas para dar visibilidade ao dr. Soares e para desgastar Cavaco Silva", diz Estrela Serrano em declarações à GR.»

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por FJV, em 23.12.05
||| Finalmente, percebo a cinefilia lusitana.













O Crime do Padre Amaro já é o segundo filme português mais visto de sempre em salas de cinema. Na imagem, Soraia Chaves, a Amélia. Não tirem conclusões apressadas em relação à percentagem de admiradores da personagem feminina; é puro fascínio intelectual.

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por FJV, em 23.12.05
||| Betandwin.
É mesmo verdade. Apostas sobre as eleições presidenciais portuguesas. Mas já lá estão as suecas (de Setembro de 2006) e as americanas (de 2008).

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