Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



...

por FJV, em 21.11.05
||| Os beijos na escola, de novo.
Parte da discussão sobre este assunto degenerou em debate jurídico. Nada contra. Mas tratava-se de uma oportunidade de tratar da tolerância e do embate entre lei e costume, por exemplo. Não estava em causa a lei mas sim a ideia de tolerância. O Filipe Nunes Vicente, contando uma história pessoal, expôs o problema com clareza: «Passámos a fazer exactamente o mesmo, só que com a janela fechada.» Quem nunca fechou a janela? Simplesmente, há aqui outro problema: o do uso desproporcionado da força, a julgar pelo relato dos jornais e por testemunhos entretanto escutados, com a inevitável tendência provinciana para criminalizar um comportamento não criminalizável. Nesta matéria sou pelo mais fácil: a escola devia ter fechado os olhos e não devia ter aceite nem discutir nem tomar conhecimento do assunto. Às vezes, tolerar é apenas usar do mais elementar bom-senso.

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 21.11.05
||| Contos mínimos. Uma versão de fada galdéria.
Vem no Hotel Sossego (aliás The story of six people trying to make sense of why their dogs have gone wild), uma versão mais dos contos mínimos:
Conto sobre uma fada de nariz arrebitado
«Era uma vez um rapaz que perguntou a uma fada galdéria:
- Sabes porque é que eu não quero casar contigo?
- Sei, porque sou uma galdéria.
- Não, porque és demasiado velha para ser uma galdéria comme il faut.
- Mas quem te disse que eu quero casar com um francês? Sei lá se és de terceira geração...»

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por FJV, em 21.11.05
||| Leituras.
Nesta semana, três leituras que acabaram na madrugada de hoje: Os Dias de Veneza, de Eduardo Pitta (Quási), uma visitação à cidade e à sua mitologia, mas também à sua poeira -- ou seja, ao que da sua tradição literária circula hoje no nosso dia; Bilhete de Identidade, de Maria Filomena Mónica (Alêtheia), que me deixou com uma sensação muito estranha, a de estar diante de uma autobiografia não-autorizada; e o Codex 632, de José Rodrigues dos Santos (Gradiva), que não sei explicar senão em redor da construção de um Robert Langdon português (Tomás Noronha) que de repente se torna omnisciente acerca de Colombo. Voltarei a cada um deles. No fundo, são agora sete da manhã e acordar cedo não é motivação literária suficiente.

Autoria e outros dados (tags, etc)



Blog anterior

Aviz 2003>2005


subscrever feeds