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por FJV, em 09.10.05
||| Nacionais, locais. (actualizado)
Leituras nacionais: apenas «casos». Nem por isso os dos «candidatos bandidos», como os de Felgueiras, Gondomar, Salvaterra de Magos ou Amarante. Mais as vitórias inesperadas ou no limite como em Santarém, Aveiro, Barreiro, Beja, Guarda e outras.

:: Notas soltas ::

1. Manuel Maria Carrilho é um universitário. Dispôs-se a ir a eleições. Não pode depois acusar o eleitorado por não preferir o seu programa. Arrogância até na derrota; uma imagem patética numa despedida com discurso envenenado.
2. Na história das relações familiares, as relações entre Mário Soares e João Soares são um case study.
3. Acho estranho que a «indignação» contra os candidatos a contas com a justiça (já não se sabe que mais eufemismos se hão-de inventar) se vire contra eles e contra os seus eleitores e não contra sistema judicial e as trapalhadas das decisões judiciais. E não me parece que pedir para os jornais e televisões deixarem de conceder espaço a Felgueiras, Isaltino ou Valentim seja o melhor caminho. Escolher supõe riscos. É a vida.
4. Não há grandes lições a tirar; só os moralistas têm sermões sempre preparados para contrariar as evidências.
5. O discurso de Jorge Coelho: completamente surrealista. (Basta comparar.)
6. Vergonha absoluta: a «avaria» no sistema do STAPE. Choque tecnológico. Muito duvidoso o que aconteceu.

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por FJV, em 09.10.05
||| O outro Portas.
Miguel Portas, juntamente com Fátima Felgueiras, nas declarações mais absurdas da noite.

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por FJV, em 09.10.05
||| Chuva, afinal.
Chove finalmente. Precisávamos desta noite: corre um pouco de água nas ruas, respira-se outra vez.

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por FJV, em 09.10.05
||| O ónus da prova: 4.
Esta é uma questão séria e central. O Presidente mencionou, no seu discurso, os cidadãos que «enriquecem sem se ver donde lhe vem tanta riqueza». Esta demagogia denuncista e popular é grave quando menciona que fulano terá de passar a fazer prova da proveniência lícita dos seus bens. Em que circunstâncias? Quando a administração fiscal for, de bairro em bairro, inventariar piscinas, automóveis, jardins, antenas parabólicas, garagens? Quando receber denúncias de «cidadãos honestos»? Quando os funcionários do SEF passarem a ter de perguntar aos passageiros dos voos vindos da América do Sul se já pagaram as férias na República Dominicana? E os cidadãos que têm de passar a fazer prova da proveniência lícita dos seus bens são aqueles que já estão sob investigação da máquina judicial ou aqueles que o Estado não consegue investigar?

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por FJV, em 09.10.05
||| Sondagens.
É importante enumerar as surpresas a seguir. Mas o tom está dado: são eleições locais. Só que a primeira pessoa a fazer leituras nacionais das eleições autárquicas foi um dirigente do PS: as medidas do Governo prejudicaram resultado do PS.

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por FJV, em 09.10.05
||| Os resultados de Lisboa.
A derrota da arrogância e da demagogia. Ponto. A vírgula vem depois.

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por FJV, em 09.10.05
||| O ónus da prova: 3.
Pode não ser o pior inimigo da liberdade, evidentemente. Não é. Mas o optimista do Estado ou com o Estado mantém com a liberdade uma relação difícil e displicente. Tanto lhe faz.

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por FJV, em 09.10.05
||| Chuva.









Caiu uma pequena chuva. De hora em hora, uma pequena chuva. Ruas vagamente molhadas. A cidade precisava de duas semanas de chuva intensa, chuva que lavasse os becos, as escadarias, os passeios, as praças, os estaleiros de obras, o cheiro das horas de calor -- mas vem apenas um aguaceiro leve que suja de humidade as calçadas.

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por FJV, em 09.10.05
||| O ónus da prova: 2.













A inversão do ónus da prova, seja qual for a circunstância, é um ataque aos direitos e à dignidade dos cidadãos -- pelo Estado ou diante do Estado. E, conhecendo a larga tradição da máquina de suspeitas que o Estado português é capaz de engendrar, não se espera nada de bom.
Até porque: se há inversão do ónus da prova em matéria supostamente fiscal, porque quem não deve não teme, o que impede o Estado de instalar videovigilância onde lhe apetecer (porque quem não deve não teme), de utilizar as câmaras da Brisa para controlar a velocidade e a identidade dos condutores (porque quem não deve não teme), de ameaçar os cidadãos com castigos exemplares caso não provem que não foram eles que atentaram contra a moral (porque quem não deve não teme), de identificar os cidadãos que leram livros de Guy Debord ou de Céline (porque quem não deve não teme), de verificar quem fumou marijuana ou Montecristo (porque quem não deve não teme), de identificar sodomitas e versilibristas (porque quem não deve não teme), de manter ficheiros informáticos de quem sofre de asma ou de dependência de álcool (porque quem não deve não teme), etc., etc?
Começa-se por algum lado. Dificilmente se acaba o desfile de coisas absurdas que acontecem depois.

Sim, e também tenho muitas dúvidas sobre a legitimidade desse novo e maravilhoso cartão de identidade único & universal com chip.

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por FJV, em 09.10.05
||| O ónus da prova: 1.
«Só tem medo do ónus da prova quem não tem a conta bancária tranquila...», diz o Severino, nos comentários a este post. Mas de quem é a conta bancária?

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