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por FJV, em 17.10.05
||| Vaidade, pura vaidade.













Eu sei que há limites mas ler coisas como «Nostalgie désabusée, atmosphère mystérieuse et angoissante, érotisme subtil : avec Francisco José Viegas, le roman policier portugais a trouvé son Vázquez Montalbán et révélé deux flics atypiques, les inspecteurs Ramos et Castanheira, dont on n'a pas fini de parler» e que o livro está «construit avec la précision rigoureuse des meilleurs orfèvres du genre» destrói a segunda-feira de qualquer um. Além do mais, o Le Monde diz que «la rencontre était prévisible, inévitable sans doute, même si elle a mis un certain temps à se produire, celle de la saudade portugaise et du roman policier» e que se trata de «une métaphore convaincante de la destinée humaine». Esgotou-se-me a provisão de chá.

{Les Deux Eaux de la Mer, edição Albin Michel} Extracto aqui.











Na mesma semana, saiu Schatten der Tiefe (Lübbe), tradução de Um Crime na Exposição, e a segunda-feira recomeça sem que eu tenha conseguido traduzir as críticas do Die Welt e do Berliner Morgenpost, se bem que o Frankfurter Neue Press tenha dito que «Das Portugal Viegas’ ist sanft melancholisch wie der Fado in Portos Kneipen», o que é um risco. Na temporada, o livro entrou nos die besten Bücher der Saison, do Bücher-Magazin.

{Schatten der Tiefe; Der Letzte Fado (tradução de Um Céu Demasiado Azul); Das grüne Meer der Finsternis (tradução de As Duas Águas do Mar).}

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17 comentários

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De henrique barreto nunes a 18.10.2005 às 17:30

Fico mesmo feliz por ver um amigo-um militante de afectos- e um escritor que leio sempre com prazer redobrado ,ser reconhecido «lá fora»,sem ter poderosas máquinas promocionais, mas sim apenas pela qualidade da sua escrita melancólica( nem sempre) e envolvente.
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De LM a 18.10.2005 às 16:40

Há quem mereca ler coisas dessas...é o seu caso, sem dúvida. E ainda por cima nessa língua tão, tão, tão etereamente redonda que é o francês :) Parabéns
LM
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De Periférico a 18.10.2005 às 16:26

Não gosto de falsas modéstias e além disso acho que é mais que merecido. "As Duas Águas do Mar" continua a ser para mim um dos seus melhores livros. Muitos parabéns!!!

Um abraço
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De hm a 18.10.2005 às 10:34

A falsa modéstia é que é irritante. Parabéns.
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De Anónimo a 17.10.2005 às 16:31

Diga antes que uma segunda-feira dessas constrói a semana ou até um mês inteiro!...
Que falha a minha que ainda não o li, a não ser nas suas crónicas semanais do JN e agora aqui no Blogue!... Juro-lhe que o próximo livro ler será este e, depois...
Entretanto, tenho de obedecer ao meu príncipio de não deixar nenhum livro inacabado, sob pena de instaurar a mim própria um Auto dos Danados.
Rafaela Plácido
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De Alface a 17.10.2005 às 16:23

a caminho do Nobel...

diga lá umas anti-americanices e mal do Blair e tá lá quase... :-) LOLOL
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De Carlos Azevedo a 17.10.2005 às 15:54

Desde que realista, a vaidade é perfeitamente legítima. É, aliás, o caso.
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De Zero a 17.10.2005 às 11:38

Narciso. ;)
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De Luis M. Jorge a 17.10.2005 às 11:37

Uau! Isso é que é vida. Parabéns.
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De Luísa a 17.10.2005 às 11:34

Tenho acompanhado as suas caminhadas. Quase tudo o que escreve e faz desperta a minha curiosidade. Muitos parabéns.

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