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por FJV, em 02.06.06
||| Notícias & leituras.











1. O livro de Luís Quintais, Franz Piechowski (Cotovia), para além da sua poesia -- uma parte da sua tese, leitura de uma excelente narrativa em torno da psiquiatria forense.
2. O livro O Coração dos Homens, de Hugo Gonçalves (Oficina do Livro), que merece atenção.
3. Curioso, o livro de Filomena Marona Beja, A Duração dos Crepúsculos (Dom Quixote) e a forma como fala da obra de Pedro Nunes (De Crepusculis), da matemática, da astronomia -- e de Virgínia Castro Almeida e suas paixões.
4. O desfile de indignações e a confirmação de que em Portugal não gostamos de debater mas de nos indignarmos. Em vez de ir à luta, saímos de campo sem discutir, mas indignados. A indignação é uma indústria em crescimento. É muito fácil e com custos baixos -- e resultados garantidos.
5. Uma passagem pelo Portal da Literatura, que começou agora.
6. Ao fim de um mês de acontecimentos em Timor, começamos agora a saber o que se passa. Mas o que se passou realmente só daqui a uns meses se saberá.
7. O folhetim do Ministério da Educação; outro desfile de indignações. A face mais visível do processo é a ideia de a avaliação dos professores poder depender da «ficha preenchida pelos pais». Pessoalmente acho isso um disparate.
8. Uma boa notícia sobre o machismo oficial dos tribunais e as decisões contra os pais/homens impedidos de ver filhos depois do divórcio. Não percebo porque razão os tribunais, num processo de divórcio, não começam por questionar o «direito» de as mães ficarem com os filhos, e não os pais. Não me venham com o direito ao corpo e o direito aos filhos.
9. A surpresa pela «surpresa» de Saramago ter dito o que disse a propósito do Plano Nacional de Leitura.
10. No Diário de Notícias de hoje, Maria José Nogueira Pinto menciona um documento dos professores espanhóis onde estão identificados os quatro mitos fundadores do atraso no ensino actual: «O mito de aprender fazendo; o mito da igualdade; o mito do professor amigo; o mito da educação sem memória.» Não conheço o documento, mas reconheço estes mitos na ideologia fundadora do discurso dos ilustres pedagogos portugueses.

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1 comentário

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De Anónimo Genuíno a 02.06.2006 às 16:14

A propósito do ponto 10 e do excelente artigo de M. J. Nogueira Pinto:
Estranhamente, entre os ataques da ministra da educação aos professores, o reflexo pavloviano de um sindicato e o silêncio embaraçado dos outros, nem uma palavra sobre um dos grandes males do ensino - as sucessivas reformas educativas encetadas ao longo dos últimos 20 anos. Um produto do poderoso lóbi do "eduquês", cujos tentáculos abrangem todos os partidos, do BE até ao PP, e todos os sindicatos. Destas diatribes se lamentam os professores por vocação, que trabalham e se empenham (e que tanto têm sido sacrificados pelas aventuras "eduquesianas"). Mas que fazer quando o Ministério da Educação está refém, há muitos anos, desses auto-denominados "especialistas" que tudo fazem para defender a sua corporação? O silêncio dos sindicatos a este respeito é compreensível. Neles também se abrigam alguns "doutores do eduquês", que tudo fazem para não ter de leccionar nas escolas públicas e ambicionam catapultar-se para o ME mal os ventos políticos o proporcionem.

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